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	<title>Food for Thought &#187; Legislativas09</title>
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	<description>Blog profissional de Salvador da Cunha, Director Geral da Lift Consulting</description>
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		<title>José Sócrates: «O Medo»</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 21:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Food]]></category>
		<category><![CDATA[Filipe Pinhal]]></category>
		<category><![CDATA[José Eduardo Moniz]]></category>
		<category><![CDATA[Legislativas09]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Salgado]]></category>
		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>

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		<description><![CDATA[Já falei sobre os quatro candidatos a primeiro-ministro. A ideia foi apenas retirar impressões e percepções sentidas nos últimos dias de pré campanha, fazer alguma avaliação dos aspectos comunicacionais, mas não fazer perfis completos de cada um. Sobre José Sócrates a porca torce o rabo. Teria muito que dizer, mas receio que não possa.
Lembro-me, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//medo-2.gif"><img class="left size-medium wp-image-1491" style="border: white 1px solid;" title="medo-2" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//medo-2.gif" alt="" width="202" height="234" /></a>Já falei sobre os quatro candidatos a primeiro-ministro. A ideia foi apenas retirar impressões e percepções sentidas nos últimos dias de pré campanha, fazer alguma avaliação dos aspectos comunicacionais, mas não fazer perfis completos de cada um. Sobre José Sócrates a porca torce o rabo. Teria muito que dizer, mas receio que não possa.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembro-me, por exemplo, de uma frase do Jorge Coelho que dizia «quem se mete com o PS leva». Já senti no pelo e já levei por tabela. É mesmo assim. Não posso é provar nada, o que é pena.</p>
<p style="text-align: justify;">Se não os podes vencer&#8230; foge a sete pés. Foi o que fiz. A minha empresa tem 99% da sua facturação centrada em empresas privadas. Pode ser menos glamoroso, mas é mais seguro.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros dois exemplos que me marcaram recentemente: o livro de Filipe Pinhal e uma entrevista de José Eduardo Moniz.</p>
<p style="text-align: justify;">Deixo aqui um pequeno excerto de duas perguntas e duas respostas retiradas do livro de Filipe Pinhal que me arrepiaram e que, por instinto, sei que fala a verdade:</p>
<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;"><em>Filha: E quem tinha interesse em atacar o Banco e em vos atacar pessoalmente?</em></p>
<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;"><em>Pinhal: Muitos interesses. As pessoas, nestes casos, contam pouco. Os interesses económicos e os interesses partidários é que são implacáveis. Quando se associam, cessam todas as regras e desaparece todo o decoro. Impõem-se os objectivos e só os objectivos passam a contar. Custe o que custar. Doa a quem doer. </em></p>
<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;"><em>Filha: E associaram-se? Para quê?</em></p>
<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;"><em>Pinhal: Para tomar o controlo do Banco, para que havia de ser? Lembras-te de ouvir falar no &#8220;triângulo do mal&#8221;, uma espécie de máfia dos interesses económicos pouco claros? </em></p>
<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;"><em>Na altura, acusava-se a coligação de interesses centrada nas &#8220;autarquias, futebol e construção civil&#8221;, era esse o triângulo maldito. Porém, por muito importantes que sejam os interesses, os autarcas, os dirigentes desportivos e os construtores &#8220;jogam a feijões&#8221;. Não passam de meninos de coro ao pé da verdadeira tríade composta por &#8220;partidos, grupos económicos e agentes a soldo, de uns e outros, frequentemente, em acumulação&#8221;.</em></p>
<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;"><em>Quando esta coligação entra em cena, não há escrúpulos que a demovam, nem barreiras que a travem. Nem a lei. Nem a moral. Nem a vergonha. Vale tudo&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Mais palavras para quê? Pinhal esteve 20 e tal anos à frente do maior banco privado português. Eu acredito nele piamente. Hoje, para além da sua defesa, já não tem poder e não tem nada a perder.</p>
<p style="text-align: justify;">Já José Eduardo Moniz, que também já não tem poder e nada a perder, não tem qualquer pejo em afirmar uma coisa que é de facto muito grave:</p>
<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;"><em>«O Governo que está em exercício tem desde o inicio um defeito, o de ter imaginado que se governa o país com propaganda e com apoio da comunicação social. Criou uma máquina de acção e contra-acção de propaganda muito ágil e muito eficaz. Neste aspecto tenho de lhe tirar o chapéu por que foi a máquina mais eficaz que alguma vez encontrei»</em></p>
<p style="text-align: justify;">Ora, defrontado com estas duas opiniões, como é que <span style="text-decoration: underline;">eu</span> (pequeno e insignificante) posso falar de Sócrates? Evidente que tenho medo. Por isso não falo. Ponto final.</p>
<p style="text-align: justify;">P.s &#8211; Se calhar não devia dizer isto, pelos motivos apontados acima, mas acho que o texto de Ricardo Salgado publicado no Jornal de Negócios apenas veio confirmar a tese do Filipe Pinhal. Salgado, na minha opinião, enfiou o barrete. Neste ponto não posso concordar com o Pedro Guerreiro, que ficou embevecido com a Carta duríssima que o banqueiro escreveu especialmente para o seu jornal.</p>
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		<title>Manuela Ferreira Leite: «A capacidade de surpreender»</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 14:08:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Food]]></category>
		<category><![CDATA[Ferreira Leite]]></category>
		<category><![CDATA[Legislativas09]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi uma surpresa agradável ver Manuela Ferreira Leite debater com José Sócrates. Uma das principais armas da comunicação é a surpresa e Manuela, como Susan Boyle, surpreendeu muitíssimo. Quando ninguém estava à espera que Manuela saísse do registo medíocre dos quatro debates anteriores, em que visivelmente estava mal preparada, eis que surge uma Manuela diferente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//colar_de_perolas.jpg"><img class="left size-medium wp-image-1473" style="border: white 1px solid;" title="colar_de_perolas" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//colar_de_perolas.jpg" alt="" width="172" height="221" /></a>Foi uma surpresa agradável ver Manuela Ferreira Leite debater com José Sócrates. Uma das principais armas da comunicação é a surpresa e Manuela, como Susan Boyle, surpreendeu muitíssimo. Quando ninguém estava à espera que Manuela saísse do registo medíocre dos quatro debates anteriores, em que visivelmente estava mal preparada, eis que surge uma Manuela diferente, agressiva, com ideias muito bem estruturadas e com a lição estudada. Não acho que a sua aparente fraqueza nos debates anteriores tenha sido uma estratégia estruturada, mas o facto é que funcionou.<br />
Manuela tocou nas feridas do regime e Sócrates gritou&#8230; E gritou porque, manifestamente subestimou a adversária. Achou que eram favas contadas e que se tinha dado cabo de Louçã, Manuela era um «passeio no parque». Errou.<br />
Sócrates defendeu-se com um passado longínquo, com a governação anterior, como se os últimos 4,5 anos não tivessem existido. Ficou sem Norte. Sem argumentos válidos.<br />
Manuela lá explicou uma série de coisas, como por exemplo ter mudado de ideias quanto ao TGV e o porquê de o ter feito. O país em 2003 estava numa crise branda, agora atravessa uma crise brutal. Pelo caminho arranjou um conflito diplomático com Espanha, que já espingarda, e que só irá fortalecer o seu ponto de vista: &#8220;Portugal não é uma província espanhola&#8221;. Gostei.<br />
Hoje de manhã, com Manuela nos Açores ouvi outro soundbite que dizia qualquer coisa como: «Sócrates diz que a Economia já está a melhorar. E está, muito ligeiramente. Mas não disse que a economia estava 14 metros debaixo de água e agora está 13,5 metros. Se continuar assim morremos afogados. Para mim é indiferente se é aos 14 ou aos 13,5 metros». Também gostei.</p>
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		<title>Francisco Louçã: «o demagogo»</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 23:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Food]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Louçã]]></category>
		<category><![CDATA[Legislativas09]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uma frase lapidar que nos alerta para o problema da mentira: «Podes enganar muita gente durante muito tempo. Não podes enganar toda a gente durante todo o tempo». Esta frase diz muito sobre o actual perfil eleitoral de Francisco Louçã, na sua cruzada de captação de votos descontentes com a governação de Sócrates e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//00-pinoquio.gif"><img class="right size-medium wp-image-1458 right" style="border: white 1px solid;" title="00-pinoquio" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//00-pinoquio-300x190.gif" alt="" width="300" height="190" /></a>Há uma frase lapidar que nos alerta para o problema da mentira: <strong>«Podes enganar muita gente durante muito tempo. Não podes enganar toda a gente durante todo o tempo». </strong>Esta frase diz muito sobre o actual perfil eleitoral de Francisco Louçã, na sua cruzada de captação de votos descontentes com a governação de Sócrates e consequente alargamento da sua base eleitoral.</p>
<p style="text-align: justify;">Louçã pode dar-se a esse luxo, porque a base eleitoral volátil, composta principalmente por eleitores descontentes com a governação de Sócrates, é muito pouco exigente do ponto de vista político. São os eleitores que votam, não em prol do desenvolvimento do país, mas em seu próprio beneficio ou contra quem os prejudicou. São eleitores que votam hoje e não votam mais em quatro anos, mas que se esquecem que legitimam uma força política destrutiva que não assume qualquer responsabilidade governativa.</p>
<p style="text-align: justify;">É um eleitorado que gosta de ouvir falar mal dos ricos, das reformas milionárias dos banqueiros, do escândalo que constitui a suposta adjudicação de estradas a empresas lideradas por ex-ministros. Não é um eleitorado que vá ler o programa do Bloco de esquerda. Louçã mune-se de casos e factos polémicos, molda-os aos seus interesses mediáticos, e não tem o mínimo remorso em os adulterar, exagerar ou amplificar, criando meias verdades e com isso passar por cima de qualquer limite do razoável. O caso relatado ontem à Raquel Alexandra sobre sua verdade no caso das escutas em Belém é paradigmático: Louçã criou a sua verdade e agora vende-a como a verdade oficial e irrefutável. Ele faz isso, sistematicamente e de forma pouco séria, mas fá-lo por três razões que têm lógica: </p>
<ol style="text-align: justify;" type="1">
<li>A memória é curta. Vende o peixe hoje e só tem de o vender novamente daqui a quatro anos.</li>
<li>Os seus eleitores voláteis vibram de tal forma com o discurso, que uma virgula a menos, ou uns zeros a mais não fazem a mínima diferença.</li>
<li>A inveja, como a ganância, tolda o pensamento lógico e racional e é a base do crescimento dos movimentos radicais.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Louçã está a promover o maior clube de invejosos da história moderna de Portugal, com o qual cavalgará sem piedade sobre os &#8220;ricos e poderosos&#8221;, numa atitude de caça às bruxas que nos fez perder 10 anos de competitividade depois de Abril de 74.</p>
<p style="text-align: justify;">Veremos a força com que sai destas eleições.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Paulo Portas: «o comunicador»</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 23:49:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Food]]></category>
		<category><![CDATA[Legislativas09]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Portas]]></category>

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		<description><![CDATA[
 
Não é fácil falar de Paulo Portas, principalmente para quem já teve com ele uma relação de consultor particular, para não falar de uma proximidade de anos à minha família, durante o período de «O Independente».
Portas é fascinante pelo brilhantismo intelectual e pelo excepcional à-vontade em termos comunicacionais. Sabe construir, como ninguém em Portugal, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//3portas.jpg"><img class="size-full wp-image-1451  aligncenter" title="3portas" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//3portas.jpg" alt="" width="500" height="231" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Não é fácil falar de Paulo Portas, principalmente para quem já teve com ele uma relação de consultor particular, para não falar de uma proximidade de anos à minha família, durante o período de «O Independente».</p>
<p style="text-align: justify;">Portas é fascinante pelo brilhantismo intelectual e pelo excepcional à-vontade em termos comunicacionais. Sabe construir, como ninguém em Portugal, um conjunto de «sound-bits» que se por um lado lhe servem de bengala, por outro desarmam quem o entrevista. De polegar a apontar sempre o «em primeiro lugar», Portas consegue encontrar amiúde uma mão cheia de argumentos que lhe permitem usar os cindo dedos da mão para transmitir uma ideia. Sabe os que os jornais querem, o que as televisões e as rádios querem e sabe comportar-se com os jornalistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez três pequenos defeitos: tem uma tendência para os «provocar» acima do normal, trata alguns jornalistas como aliados políticos, que eles simplesmente não são, e não tem horas para nada, deixando muitas vezes os nervos à flor da pele a quem tem de apresentar trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Na entrevista de ontem à SIC, Portas fez um esforço para parecer genuíno. Conseguiu quase sempre, à excepção da encenação dos telefonemas na sede do Partido, nos beijinhos que deu a toda a gente que encontrou pelo caminho (alguém acredita que ele faz isso todos os dias?) e na parte do Sushi&#8230; A Raquel foi mazinha, porque podia ter cortado as partes gagas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas de resto, em toda reportagem, esteve à altura do que se lhe pedia: ver um Paulo Portas inédito. O toque especial dos seus heróis Corto Maltese, Sharon Stone e Winston Churchill, no painel publicitário rotativo que tem no cimo das escadas, foi magistral. </p>
<p style="text-align: justify;">É por ser um comunicador nato, que falar de Paulo Portas se complica. Ser consultor de Portas em comunicação política, se se estiver à altura, é apenas redundante&#8230;  </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Jerónimo de Sousa: «O genuíno»</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 23:27:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Food]]></category>
		<category><![CDATA[Jerónimo de Sousa]]></category>
		<category><![CDATA[Legislativas09]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje na Sic Noticias, a Raquel Alexandra deu início a uma série de cinco entrevistas / reportagens com cada um dos líderes dos partidos com assento parlamentar. Um formato intimista, sem filtros, sem agenda, de registo meio pessoal, meio político mas de grande interesse. Um formato inédito e excelente, diga-se de passagem.
A inaugurar esteve um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//trabalhador.jpg"><img class="left size-medium wp-image-1441" style="border: white 1px solid;" title="trabalhador" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//trabalhador-275x300.jpg" alt="" width="165" height="180" /></a>Hoje na Sic Noticias, a Raquel Alexandra deu início a uma série de cinco entrevistas / reportagens com cada um dos líderes dos partidos com assento parlamentar. Um formato intimista, sem filtros, sem agenda, de registo meio pessoal, meio político mas de grande interesse. Um formato inédito e excelente, diga-se de passagem.</p>
<p style="text-align: justify;">A inaugurar esteve um Jerónimo de Sousa completamente original. Um homem simples, verdadeiro, honesto e a transmitir uma simpatia que já lhe é habitual, mas que não é registo do PCP. &#8220;<em>What you see is what you&#8217;ll get&#8221;.</em> Esta é, sem o anglicismo, a promessa de Jerónimo de Sousa. Um mundo de diferença em relação a Carlos Carvalhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Vi hoje um homem que já tinha visto em 2005 de perto, quando no debate a 5 líderes, de nervoso, lhe faltou a voz. Era o mesmo homem, mas já com um traquejo de seis anos de liderança do partido. Directo, honesto, humilde.</p>
<p style="text-align: justify;">Gostei muito do que vi, apesar estar nos antípodas do que preconizo em termos de ideologia política. Jerónimo irá conseguir manter a sua base eleitoral, mais rústica e industrial, embora envelhecida. Rivaliza com um eleitorado descontente com Sócrates, mais à esquerda, que votará este ano no Bloco de Esquerda por falta de opções.</p>
<p style="text-align: justify;">As mensagens políticas de Jerónimo foram as mesmas. Já todos as sabemos de cor. Contra a direita, o grande capitalismo, um Sócrates de direita, etc, etc. Mas ficou a imagem do homem simpático e verdadeiro. É isto que as pessoas que querem acreditar nele sentem. É isso que lhes dará os seus votos. E ele foi genuíno.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há nada pior para um eleitor do que pressentir a «falsidade demagógica» no líder do partido onde se vai votar. Quem quiser votar PCP, vai com certeza votar tranquilo.</p>
]]></content:encoded>
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