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	<title>Food for Thought &#187; Jornalismo</title>
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	<description>Blog profissional de Salvador da Cunha, Director Geral da Lift Consulting</description>
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		<title>Estratégia: Enganar muita gente, durante muito tempo.</title>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2011 10:36:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
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Desde a declaração do primeiro-ministro, terça-feira à noite, no intervalo da Bola, sobre as medidas que não serão tomadas pelo Governo na sequência das negociações com a Troika, que se nota nas páginas das redes sociais de muitos jornalistas uma indignação grande em relação às notícias alarmistas e altamente negativas que nos dias anteriores foram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//mentira.jpg"><img class="size-full wp-image-3351  aligncenter" title="mentira" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//mentira.jpg" alt="mentira" width="317" height="184" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Desde a declaração do primeiro-ministro, terça-feira à noite, no intervalo da Bola, sobre as medidas que <span style="text-decoration: underline;">não serão tomadas</span> pelo Governo na sequência das negociações com a Troika, que se nota nas páginas das redes sociais de muitos jornalistas uma indignação grande em relação às notícias alarmistas e altamente negativas que nos dias anteriores foram surgindo de forma sistemática nos vários meios de comunicação social. Aparentemente muitas das notícias eram falsas, ou pelo menos muito exageradas, transmitidas por fontes próximas do Governo com o intuito de gerar um clima de pavor na população.</p>
<p style="text-align: justify;">Num <em>postum scriptum</em> ao seu editorial, Pedro Guerreiro, Director do Jornal de Negócios disse:<em> «Todos os jornais cometem erros e são manipuláveis. O Negócios já errou e errará. Mas houve desinformação gritante nos últimos dias, com exagero claro de medidas de austeridade, o que teve beneficiários.».</em></p>
<p style="text-align: justify;">Mas o Pedro não está sozinho. Há muitos jornalistas que hoje têm a certeza de que foram enganados e se sentem impotentes perante a força destruidora da máquina de Comunicação do Governo.</p>
<p style="text-align: justify;">A ideia do Primeiro-ministro é simples, mas não é legítima: Enganar muita gente durante muito tempo. E isso é possível. O que não é possível é enganar toda gente durante todo o tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">O que se passou nas últimas semanas foi uma estratégia bem planeada e muito bem implementada de comunicação. Gerar o pânico para depois trazer o alívio, mesmo recorrendo ao engano e à mentira. É uma estratégia de curto prazo? Sim… mas produz efeitos de curto prazo, pelo menos os suficientes para ter impacto nas próximas eleições.</p>
<p style="text-align: justify;">E no longo prazo, qual o impacto desta estratégia? É um assunto que tem pouco interesse, porque dia 5 de Junho os portugueses vão definir quem os vai governar para os próximos 4 anos. Se ganhar o PS, Sócrates tem 4 anos para dar o dito por não dito e voltar a fazer o que quer. Se não ganhar, não perde mais por isso…</p>
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		<title>Thought of the day: Junk Journalism</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 21:15:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Thought of the day]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[É uma nova categoria de jornalismo? Não, é apenas um nome mais correcto para o jornalismo de lixo que é feito por alguns repórteres baratinhos que vão passando pelas nossas televisões.
O exemplo que origina este post vem da SIC (mas podia ser de qualquer uma), noticia que um autarca de Peso da Régua (e não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">É uma nova categoria de jornalismo? Não, é apenas um nome mais correcto para o jornalismo de lixo que é feito por alguns repórteres baratinhos que vão passando pelas nossas televisões.</p>
<p style="text-align: justify;">O exemplo que origina este post vem da SIC (mas podia ser de qualquer uma), noticia que um autarca de Peso da Régua (e não Chaves) reclama previsões mais acertadas à Protecção Civil, porque afinal as águas do rio Douro não atingiram a marginal, como fora previsto e os comerciantes tiveram uma trabalheira a arrumar as tralhas fora do alcance das águas.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos sabemos qual seria a notícia da SIC se tem havido inundação e a Protecção Civil não os tem avisado.</p>
<p style="text-align: justify;">Haja paciência</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os mitos sobre agências de comunicação e o sistema mediático</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 23:12:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Food]]></category>
		<category><![CDATA[Consultoras de Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Andam por aí uns jornalistas emprateleirados, daqueles que fingem que trabalham e outros que de facto não trabalham há alguns anos &#8211; que, por isso, não fazem a mínima ideia do que fazem as chamadas «agências de comunicação» &#8211; a dizer uns disparates sobre a hiper-influência que alegadamente as agências têm sobre a agenda mediática, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong> <a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//fact-or-myth.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1796" title="fact-or-myth" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//fact-or-myth.jpg" alt="" width="499" height="383" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Andam por aí uns jornalistas emprateleirados, daqueles que fingem que trabalham e outros que de facto não trabalham há alguns anos &#8211; que, por isso, não fazem a mínima ideia do que fazem as chamadas «agências de comunicação» &#8211; a dizer uns disparates sobre a hiper-influência que alegadamente as agências têm sobre a agenda mediática, sobre os alegados interesses obscuros, tráfico de informação e outras coisas aberrantes que tal.</p>
<p style="text-align: justify;">Isto vai pegando, porque se generalizam as situações e se confunde fontes de informação genéricas com as agências/consultoras de comunicação. Aumenta a confusão quando se publicam estatísticas muito pouco credíveis sobre a real influência das consultoras de comunicação e se cria uma percepção de que os jornalistas já não mandam nada no sistema mediático. Nada mais falso.</p>
<p style="text-align: justify;">As consultoras de comunicação são hoje um dos elos mais transparentes do sistema mediático. Os clientes sabem porque é que as contratam (influência, conhecimento do sistema, etc), os jornalistas sabem porque é que são contratadas, quem representam e ao que vêm (quais os seus reais interesses). Mais, sabem como podem «servir-se» delas para aligeirar e facilitar o seu trabalho (informação mais enquadrada, boas ideias editoriais, acesso às fontes) e até que ponto são permeáveis aos seus argumentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os jornalistas têm na mão a faca, as consultoras e o queijo. Umas já não vivem sem as outras. Mas para que a informação chegue de forma perceptível aos leitores do jornal, a faca é sempre necessária e o queijo muda de mãos, pelo que em última análise quem tem a informação pode fazer com ela o que desejar. São os jornalistas que decidem o que publicam, o que deixam de fora, o que lhes incomoda comercialmente, o que lhes interessa estrategicamente. A equação que diz que a informação publicada deve ser igual ao interesse dos leitores nunca existiu, é falsa. Mas a decisão está e estará nas mãos dos jornais e dos jornalistas. Dizer outra coisa, é diminuir a relevância desta classe profissional.</p>
<p style="text-align: justify;">Como onde há fumo há fogo, vamos clarificar alguns maus exemplos que podem estar a servir aos tais imbecis emprateleirados para generalizar as suas ideias:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Por exemplo, a vergonha que existe na relação entre as fontes judiciais e os jornalistas criminais, hiper-dependentes, ou mesmo reféns, dessas fontes. É um problema nacional que deverá ser endereçado o mais depressa possível. O problema não está nos jornais, está a montante, nas fontes judiciais.</li>
<li>Da mesma forma, mas não tão explícita, é a vergonhosa relação de algumas entidades reguladoras com os jornalistas que seguem os seus assuntos, nomeadamente a CMVM, o Banco de Portugal. Quem trabalha perto, sente que as regras não são iguais e que estas entidades abusam de subterfúgios para fazer passar as suas mensagens, muitas vezes pseudo moralistas.</li>
<li>Temos ainda o eterno exemplo da Madeira de Alberto João Jardim, onde correm rumores constantes de jornalistas amordaçados e reféns do Governo regional. Já foi pior, segundo me dizem.</li>
<li>Há sectores da economia, como o sector automóvel, onde a dependência dos jornalistas é total e onde poucas agências têm acesso. Os jornalistas são simplesmente comprados com carros à disposição em troca de notícias favoráveis. A notícia vem 5 milímetros desviada dos objectivos, o jornalista fica sem carro. Directores, editores fecham os olhos porque há investimentos significativos em publicidade atrás destes acontecimentos. Esta dependência deveria ser investigada pela ERC.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Já aqui disse um par de vezes que as consultoras de comunicação não têm poder, per si. Têm «know how», «know who», «know when» e «know where» e carregam o poder do interesse mediático de quem representam. Este poder é a tal influência que tanto se reclama no sector. Posso estar a ver tudo mal, mas a influência per si não existe. Constrói-se, acumula-se, dá trabalho a manter, e perde-se. O ponto é saber qual o pilar que a sustenta.</p>
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		<title>Acabou a presunção de inocência</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 13:38:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Food]]></category>
		<category><![CDATA[Fontes]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público]]></category>

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		<description><![CDATA[
Para quem não se tenha ainda apercebido, os tempos que correm em Portugal não são de feição para quem tem perfis mediáticos ou cargos públicos ou políticos de relevância, que possam estar sujeitos a investigações, escutas, chantagens, etc.
A presunção de inocência foi há muito abandonada em Portugal. Prevalece agora o linchamento na praça mediática. À [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="size-full wp-image-1764  aligncenter" title="presos" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//presos.jpg" alt="" width="499" height="154" /></p>
<p style="text-align: justify;">Para quem não se tenha ainda apercebido, os tempos que correm em Portugal não são de feição para quem tem perfis mediáticos ou cargos públicos ou políticos de relevância, que possam estar sujeitos a investigações, escutas, chantagens, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">A presunção de inocência foi há muito abandonada em Portugal. Prevalece agora o linchamento na praça mediática. À investigação judicial da política, juntou-se a investigação judicial jornalística, a investigação judicial parlamentar e a investigação judicial popular. O resultado é um forrobodó de atentados a um dos direitos fundamentais da democracia: o direito à presunção de inocência, ao bom nome e defesa da reputação. <strong><em></em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">É isto é o que acontece quando os processos judiciais, que estão em segredo de justiça, são abundantemente expostos na comunicação social, de forma parcial e persecutória, quando na maioria das vezes os próprios envolvidos (arguidos) não sabem sequer do que estão a investigados. Diz a constituição que o segredo de justiça se <em>assume como instrumento de garantia de eficácia da tutela jurisdicional dos direitos e interesses legalmente protegidos de todos os cidadãos</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Balelas. Serve apenas os interesses de quem acusa, independentemente da verdade. Depois pode ainda servir para escrever livros com uma versão deturpada dos factos, que a mediatização excessiva dos casos ajuda de sobremaneira a vender.</p>
<p style="text-align: justify;">Do lado de quem acusa diz-se que é a única forma de chegar aos «ricos e poderosos». Mas nesta rede de pesca ao arrasto apanha-se tudo, quando mais não seja porque alguns dos investigadores judiciais são pobre coitados que não têm como passar de uma classe média baixa, que olha de baixo para os poderosos e a quem a inveja já roeu os mais recônditos resquícios de ética e moral profissional. Não se pode generalizar, mas há uns quantos «Gonçalos Amarais» a conspurcar a imagem da nossa polícia para quem ver, ouvir e cheirar o sucesso de outros é muitas vezes insuportável.</p>
<p style="text-align: justify;">Os média, em permanente estado de falência, adoram estes «casos» porque é isso que lhes dá vendas e audiência, a única forma de subsistirem. Mas estes são, apesar de tudo, aqueles que têm obrigação moral de contar o que sabem. As escutas entre Sócrates e Vara, que constitucionalmente não podem ser usadas, já estão a sair a conta gotas em jornais, blogues e artigos de opinião. Vai ser outra barrigada igual à do Freeport.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Muitos contras, nenhuns prós&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 22:15:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Food]]></category>
		<category><![CDATA[Fontes]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[prós e contras]]></category>

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		<description><![CDATA[Estive na segunda-feira à noite no programa da RTP Pós e Contras que a Fátima Campos Ferreira (FCF) resolveu fazer para «grelhar» o José Manuel Fernandes (JMF) do Público. Primeira nota de desagrado em relação à forma como a Fátima faz as coisas, foi ter convencido o JMF que o principal motivo do programa não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//rtp_pros_e_contras.jpg"><img class="left size-medium wp-image-1591" style="border: white 1px solid;" title="rtp_pros_e_contras" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//rtp_pros_e_contras-300x164.jpg" alt="" width="240" height="131" /></a>Estive na segunda-feira à noite no programa da RTP Pós e Contras que a Fátima Campos Ferreira (FCF) resolveu fazer para «grelhar» o José Manuel Fernandes (JMF) do Público. Primeira nota de desagrado em relação à forma como a Fátima faz as coisas, foi ter convencido o JMF que o principal motivo do programa não seria o tema das «escutas presidenciais». Pois esse era o motivo único do programa e o JMF no íntimo sabia disso e numa primeira abordagem recusou lá ir. Mas a Fátima não só insistiu com ele que o tema não teria mais de um quarto de hora, como colocou na promo do programa «frente a frente» entre José Manuel Fernandes e João Marcelino, para ensanguentar as coisas&#8230; JMF ficou entre a espada e a parede e não teve outro remédio senão ir.</p>
<p style="text-align: justify;">Convidou também os provedores do Publico e da RTP. Diz que convidou os outros dois provedores de leitores e telespectadores que por motivos de doença não puderam estar. Diga-se que a FCF garantiu ao Paquete de Oliveira da RTP que estariam os outros colegas, única razão para este aceitar e quebrar as regras de não aceitar convites da própria RTP para ir à antena. Estou convencido que se trata de um modus operandi da FCF: diz a todos que os outros foram convidados, que já aceitaram, mas à última hora não é bem verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembro-me de um episódio em que um concorrente meu (uma agência de comunicação com enorme influência junto da FCF) quis induzir um programa sobre determinado tema. A FCF aceitou o desafio e desatou a convidar intervenientes. Um deles, cliente da Lift, não estava interessado em participar no que se sabia à partida que seria um programa manipulado e sem qualquer interesse objectivo. Teria no entanto de participar se fosse o único parceiro social ausente.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois se a Lift fosse acreditar na palavra da FCF, até a Ministra da Saúde lá estaria, coisa que nunca nos foi confirmada em directo pelo gabinete da própria ministra. Ou seja, a FCF manipula para conseguir montar o programa, chegando ao extremo de mentir se isso for necessário para colocar um &#8220;prós e contras&#8221; no ar. A Lift não mordeu esse anzol e o programa não se fez.</p>
<p style="text-align: justify;">Isto talvez explique o «ódio» que FCF tem pelas agências de comunicação, a quem chama de «leões» da manipulação da informação e com quem ela declaradamente (à excepção de uma) se recusa a falar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O ingénuo Dr. Pacheco Pereira</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 17:31:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Food]]></category>
		<category><![CDATA[assessores]]></category>
		<category><![CDATA[Consultoras de Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Antigamente o jornalismo tinha as suas fontes bem protegidas pelo segredo profissional (divulgar uma fonte é a maior transgressão da classe) para saber informação que ninguém sabia. Davam-se caixas e os jornais viviam da diferença. Os jornalistas eram mais ou menos bem pagos, tinham tempo para investigar, sabiam distinguir a banha da cobra do óleo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//jornais-ler.jpg"><img class="left size-full wp-image-1502" style="border: white 1px solid;" title="jornais-ler" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//jornais-ler.jpg" alt="" width="237" height="224" /></a>Antigamente o jornalismo tinha as suas fontes bem protegidas pelo segredo profissional (divulgar uma fonte é a maior transgressão da classe) para saber informação que ninguém sabia. Davam-se caixas e os jornais viviam da diferença. Os jornalistas eram mais ou menos bem pagos, tinham tempo para investigar, sabiam distinguir a banha da cobra do óleo de osga, e publicavam o que queriam. Havia jornalismo de investigação, cuja única preocupação (pelo menos do jornalista) era informar os seus leitores do que ele achava que lhe interessava.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas do outro lado dos jornalistas estavam as fontes, que na opinião do Dr. Pacheco Pereira, não deveriam ter interesses nenhuns, que não fossem o interesse patriótico e altruísta de informar a comunicação social. Como homem culto que é, não sei em que mundo é que viveu estes anos todos. Acredita mesmo nisso? Acredita que antes das fontes profissionais não havia interesses por trás de cada informação?</p>
<p style="text-align: justify;">Pacheco Pereira está muito escandalizado porque há dias foi divulgado num estudo, que faz uma tese de mestrado, que 60% das notícias políticas dos 4 principais diários tem origem em assessores de imprensa ou fontes organizadas de informação.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem-vindo ao Sec. XXI, Dr. Pereira, porque isto é assim em todo o mundo civilizado. O Dr. deverá ser o único moicano que não quer, nem por nada, eleger uma primeira-ministra com aconselhamento profissional nas áreas da comunicação. Pois deixe-me que o elucide sobre certas realidades:  </p>
<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;">1. Se o PSD ganhar estas eleições, como fez nas europeias, não será por mérito da Dr. Ferreira Leite nem da sua estratégia (sim a sua, Dr. Pereira) suicida e despreparada. Mas sim por demérito do actual partido do Governo.</p>
<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;">2. O PSD de Ferreira Leite pode ganhar as eleições (pouco provável), mas ficará a anos-luz do PSD de Durão Barroso, por exemplo, o que para mim é uma derrota clamorosa dada a reputação do actual primeiro-ministro.</p>
<p style="text-align: justify;">Dr. Pacheco Pereira, a maior parte dos jornalistas já não está preparada para viver sem os assessores. Não teriam tempo, espaço ou matéria para fazer as 15 peças de 1000 caracteres por dia a que estão obrigados pelas dificuldades financeiras que atravessam todos os meios de comunicação social. Antes, há 30 anos, fazia-se uma peça de 15.000 por semana, que ainda demorava uma horas a ver vista e revista por um desk.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes haviam bons e muito bons jornalistas, hoje há menos, são quase todos editores ou directores. Depois há os miúdos. Muitos miúdos. Miúdos que não sabem nada. Nem fazer perguntas. Miúdos despreparados, sem orientação, sem tutores. Miúdos de rédea solta, que vezes de mais carregam o Rei na Barriga e causam estragos muitas vezes irreparáveis na reputação de pessoas e empresas&#8230; Miúdos que emprenham pelos ouvidos de quem lhe paga o jantar. Que escrevem e publicam o que querem, sem escrutínio de pelo menos um editor com dois palmos de testa. </p>
<p style="text-align: justify;">Quem protege a sociedade desses miúdos? Não acha que os investimentos que as empresas fazem na construção das suas marcas, e que por sinal são o sustento da comunicação social, merece ser protegidos contra o mau jornalismo? Ora ai está outro do papel das fontes organizadas: esclarecer, enquadrar, desmentir, orientar, ajudar e, claro, influenciar.</p>
<p style="text-align: justify;">Penso que quem está na vida política com a intensidade do Dr. Pacheco Pereira, deveria saber que há 30 anos que o jornalismo e os interesses vivem de mãos dadas. Podem ser interesses legítimos ou ilegítimos, mas são sempre interesses. Para além dos desastres da natureza, dos incidentes extraordinários, das agendas pré-programadas (por exemplo os incêndios no Verão, ou as filas de transito no inicio e fim das férias) e de uma mão pouco cheia de assuntos diversos, todas as outras notícias carregam interesses.</p>
<p style="text-align: justify;">Diz também o estudo que poucos são os artigos que identificam as fontes organizadas e os assessores de imprensa. Pois claro que sim&#8230; qual é o interesse para o leitor em saber que a Agência W trabalha com a empresa X ou que o assessor Z trabalha com o Político Y? Desde que o jornalista confie na sua fonte, a credibilidade da notícia está assegurada.</p>
<p style="text-align: justify;">Era assim antes, é assim agora.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando Pacheco Pereira e outros jornalistas da velha guarda criticam o sistema mediático actual e o peso das consultoras de comunicação (eles ainda teimam em dizer agências), não pensam bem no que dizem, porque no fundo estão a criticar o juízo de avaliação dos próprios jornalistas, que no fim do dia são quem decide o que publica, com que espaço e com que destaque.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas os assessores e as agências influenciam? Claro que sim, mas dentro de limites razoáveis e quase sempre para proteger os seus patrões/clientes de informação condicionada que pode prejudicar a reputação das empresas/pessoas para quem trabalham.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas também dão informação parcial e incompleta, para induzir os jornalistas a escrever positivamente sobre os seus interesses? Claro que sim, mas cabe ao jornalista saber os interesses em jogo e avaliar isso na equação de procura pela verdade. Reconfirmar com outras fontes, cruzar informação e decidir o que publica.</p>
<p style="text-align: justify;">Não está à espera que o Luís Bernardo divulgue, por exemplo, que o primeiro-ministro costuma lançar umas bufas mal cheirosas durante as corridas de propaganda, pois não? Bem me parecia. (isto é apenas um exemplo ilustrativo, não quer dizer sequer que possa ser verdade)</p>
<p style="text-align: justify;">Dr. Pacheco Pereira, antes as notícias tinham interesses, mas eram divulgados por bufo, cujos proveitos não eram nunca claros.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje as noticias têm interesses, mas são divulgados por profissionais, de forma profissional. Podem muitas vezes atrapalhar o trabalho do jornalista, mas na maior parte dos casos ajuda na construção da notícia. E os interesses para o jornalista estão claros à partida, porque se sabe quem é que representa quem. O sistema hoje é muito mais transparente. Pode é ser menos interessante.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois, Dr. Pacheco Pereira, há os maus assessores e as más consultoras de comunicação. É como em todas as profissões. Não se pode é tomar a ovelha negra pelo rebanho.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>«Nunca deixes que a verdade mate uma boa notícia»</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 13:54:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[De tempos a tempos lá temos uns frenesins mediáticos, que cegam a maioria dos jornalistas que estão de serviço aos «casos» e os impedem de ir contra a corrente. Sempre que há casos é assim: o «caso» Freeport, «caso» Maddie, o «caso» BPN, o «caso» BPP, o «caso» BCP.
São os casos e, quando há um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">De tempos a tempos lá temos uns frenesins mediáticos, que cegam a maioria dos jornalistas que estão de serviço aos «casos» e os impedem de ir contra a corrente. Sempre que há casos é assim: o «caso» Freeport, «caso» Maddie, o «caso» BPN, o «caso» BPP, o «caso» BCP.</p>
<p style="text-align: justify;">São os casos e, quando há um «caso», têm de andar todos pela mesma bitola, quais fantoches ou carneiros manipulados por um conjunto de fontes organizadas que nem os deixam fazer o que é suposto: ouvir os dois lados de cada caso com a necessária independência e não julgar por antecipação. Não: a maioria dos jornalistas que escrevem sobre os casos não conseguem colocar nada em causa, não conseguem fazer perguntas difíceis, não conseguem analisar incongruências, confundem alhos com bugalhos e tomam toda a informação como boa. Independentemente de terem sempre um sentimento íntimo de que estão ao serviço de interesses muitas vezes pouco claros.</p>
<p style="text-align: justify;">O que interessa é o «timing». «Fui ou não o primeiro a dar aquele bocado de informação». «Tenho de colocar no site antes que o meu concorrente o faça». Se é verdade ou não pouco importa. Se está mais completo ou não, pouco importa. «Se estava 110 segundos antes da concorrência, ganhei&#8230; »</p>
<p style="text-align: justify;">Tem sido sempre assim: ouvem, emprenham pelos ouvidos, tentam falar para a contraparte, tarde e a más horas e sempre na esperança de que não atendam e publicam a «Granda Caixa». <strong>«Nunca deixes que a verdade mate uma boa notícia»</strong>, ouvia eu há alguns anos nos meandros do jornalismo na esperança de que fosse uma brincadeira. Não é&#8230; 14 anos e gestão de crises mediáticas dizem-me que isto é assim mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">No fim do dia, os pobres jornalistas encolhem os ombros com as consequências. Está longe deles. Não lhes toca.  </p>
]]></content:encoded>
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		<title>As noticias para o Expresso</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Apr 2009 13:48:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Consultoria em comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso]]></category>
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		<description><![CDATA[Há dias confidenciava-me uma jornalista de um dos diários de referência portugueses: «acreditas que falei directamente com o presidente da empresa sobre as novidades do negóico xpto, não só para confirmar o que já sei mas para saber alguns detalhes e ele diz-me: Peço muitas desculpas mas não posso falar consigo porque já disse tudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Há dias confidenciava-me uma jornalista de um dos diários de referência portugueses: <strong>«acreditas que falei directamente com o presidente da empresa sobre as novidades do negóico xpto, não só para confirmar o que já sei mas para saber alguns detalhes e ele diz-me: Peço muitas desculpas mas não posso falar consigo porque já disse tudo ao Expresso</strong>». A jornalista ficou atónita.</p>
<p style="text-align: justify;">A frontalidade do gestor desarma qualquer um, mas isto não são boas relações públicas. Um consultor de comunicação diria à jornalista que chegou tarde e foi negociado um exclusivo com outro jornal, mas com um rebuçado na ponta: outra história da mesma empresa passaria pela tal jornalista.</p>
<p style="text-align: justify;">O grande problema é que a empresa em causa tem uma linha directa com o Expresso. Todas as notícias, por mais irrelevantes que sejam, têm sempre grande destaque. E Positivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje verifico que de facto foi verdade. Lá está a noticia no Expresso. </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Já foi há 19 anos?</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 01:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[O Indepenente]]></category>
		<category><![CDATA[Público]]></category>

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		<description><![CDATA[
Foi há 19 anos&#8230; mas parece que foi ontem que entrei na velha Quinta do Lambert, logo pela manhã, e finalmente tinha o nº1 do Público nas mãos. Já o tinha lido e relido na noite e madrugada anterior, como todos os que trabalhamos na sua fundação.
Mas de manhã era oficial, já tinha sido distribuído [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//logoantigo_publico.jpg"><img class="size-full wp-image-958     aligncenter" title="logoantigo_publico" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//logoantigo_publico.jpg" alt="" width="200" height="200" /></a></p>
<p>Foi há 19 anos&#8230; mas parece que foi ontem que entrei na velha Quinta do Lambert, logo pela manhã, e finalmente tinha o nº1 do Público nas mãos. Já o tinha lido e relido na noite e madrugada anterior, como todos os que trabalhamos na sua fundação.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas de manhã era oficial, já tinha sido distribuído nas bancas. Fiz questão de o comprar &#8230; nascia um dos mais ambiciosos projectos jornalísticos portugueses, que felizmente é ainda hoje uma referência graças à persistência de Belmiro de Azevedo, que durante todos estes anos fez questão de «subsidiar» a liberdade de imprensa portuguesa.</p>
<p style="text-align: justify; ">Eram tempos incríveis, de dedicação e coração total. À Cristina Ferreira devo o «desvio» do Diário Económico. Ao João Cândido da Silva o voto de confiança, confirmado pelo Jorge Wemans, director adjunto. Para o Vicente eu era um puto que escrevia sobre coisas que ele não lia, nem compreendia, por isso não dava importância nenhuma.</p>
<p style="text-align: justify; ">Tinha 22 anos e ia ser o responsável pelas páginas da Bolsa. Um orgulho&#8230; depois de ano e meio no Semanário Económico e Diário Económico, que também ajudei a fundar. Mas com muito menos impacto: o Público ia ser o grande jornal de referência, o jornal mais moderno, mais bem equipado, cheio de Mac&#8217;s ligados em rede em Lisboa e Porto (que os estagiários encheram de vírus na volta de uma viagem a Bruxelas, salvo erro, onde vinha com disketes com joguinhos para Mac&#8217;s) e mais tudo o que é possível um jornal ser e ter, num open space bem arquitectado, que ainda hoje deixa saudades. A inveja, saudável, vinha dos lados do Indy&#8230; já não era o o projecto irreverente. Pelo menos já não o único. Em casa, ainda solteiro, comparava com a minha mãe (Jornalista do Independente) os dois projectos que nasceram com poucos meses de diferença. Com o excesso de confiança e arrogância de uma &#8220;criança&#8221; e a complacência orgulhosa de uma mãe que vê o filho seguir-lhe as pegadas. </p>
<p style="text-align: justify; ">Por causa do Público, tive passagem administrativa a várias cadeiras do curso de economia da Católica. Não punha lá os butes, mas os professores tinham grande orgulho de ter um aluno cábula, mas jornalista do Público. Por causa do Público, não terminei o curso&#8230; as faltas já eram demais e as urgências sobrepuseram-se às responsabilidades (não assim com toda a gente?). Fechar o jornal todos os dias era muto mais importante que estudar para o curso. </p>
<p style="text-align: justify; ">É por isso que gosto do Público (apesar de já não ter o Calvin e Holbes, que me obrigava a ler o Jornal ao contrário) ou a Maria Rueff, que na altura distribuida os telex. Ela, provavelmente, não se lembra de mim&#8230; <img src='http://foodforthought.lift.com.pt/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> . Mas ainda hoje percorro esse ramo da minha vida. Sem o Público seria, provavelmente, mais um bancário. </p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
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		<title>A irrelevância jornalística, ao melhor estilo dos Gatos Fedorentos</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 17:17:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[APEL]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[PSP Braga]]></category>

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		<description><![CDATA[A recente e ridícula polémica que veio a público sobre a apreensão dos livros Pornocracia pela PSP de Braga (ver link) diz muito acerca da fraca qualidade intelectual dos intervenientes de ambos os lados e da qualidade da nossa comunicação social, pela relevância mediática dada ao assunto.
Foram apreendidos 5 livros&#8230; sim 5. Na capa do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//aborrecido.jpg"><img class="left size-medium wp-image-940" style="border: white 1px solid;" title="aborrecido" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//aborrecido-183x300.jpg" alt="" width="146" height="240" /></a>A recente e ridícula polémica que veio a público sobre a apreensão dos livros Pornocracia pela PSP de Braga (ver <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1366529" target="_self">link</a>) diz muito acerca da fraca qualidade intelectual dos intervenientes de ambos os lados e da qualidade da nossa comunicação social, pela relevância mediática dada ao assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Foram apreendidos 5 livros&#8230; sim 5. Na capa do livro está uma mulher nua, numa posse que passa muito para além do erótico, apesar da pintura ser «alegadamente»  - uma palavra que está na ordem do dia e que não quer dizer nada a não ser que a opinião não é de quem a emite &#8211; &#8220;artística&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">O quadro &#8220;<em>L&#8217;Origine du monde</em>&#8221; de Gustave Courbet, foi feito para chocar. E tem chocado desde que foi pintado em meados do Sec. XIX por ser evidente a sua explicidade sexual e a intenção do pintor anarquista.</p>
<p style="text-align: justify;">Pedir aos polícias da PSP para distinguir a obra de Coubert dos calendários das oficinas de automóveis (excepto, talvez, os calendários artísticos da Pirelli) é o mesmo que pedir a um <span style="text-decoration: underline;">mestre</span> de <span style="text-decoration: underline;">obra</span> para distinguir o <span style="text-decoration: underline;">Pico de Aço</span>, da <span style="text-decoration: underline;">obra</span> do <span style="text-decoration: underline;">Mestre</span> <span style="text-decoration: underline;">Picasso</span>. Mas que raio, já não pode um polícia evitar os «desacatos e a desordem pública»?</p>
<p style="text-align: justify;">A reacção da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e do Bloco de Esquerda foi por isso ridícula, dados os intervenientes em causa e a pouca expressão do acontecimento. Diria mesmo que o Bloco foi oportunista, do ponto de vista mediático.</p>
<p style="text-align: justify;">Já da atitude da comunicação social (o <a href="http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain2%2Easp%3Fdt%3D20090225%26page%3D4%26c%3DA" target="_blank">Público</a> dedica duas páginas ao assunto)&#8230; enfim, nem sei o que dizer. A pesquisa pelo Google News dá 72 referências ao assunto na internet, sem contar com a imprensa escrita rádios e televisões. Ou há pouco assunto, ou é isto mesmo que vende&#8230; sei lá. Não posso deixar de concordar com os gatos fedorentos&#8230; ver <a href="http://www.youtube.com/watch?v=BKBuqvy-rWw" target="_blank">link</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Polémicas tolas</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 16:19:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Food]]></category>
		<category><![CDATA[ERC]]></category>
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		<description><![CDATA[Sobre a entrevista do presidente da ERC ao Expresso, cuja polémica se lê no Público de hoje, já escrevi aqui. Para além de achar completamente ridícula a actuação da AR sobre este assunto, é obvio que entre entrevistados e entrevistadores tem de haver consenso: Se um órgão de comunicação social quer muito uma entrevista, respeita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//tecnicas-de-negociacao.jpg"><img class="left size-medium wp-image-838" style="border: 1px solid white;" title="tecnicas-de-negociacao" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//tecnicas-de-negociacao.jpg" alt="" width="170" height="202" /></a>Sobre a entrevista do presidente da ERC ao Expresso, cuja polémica se lê no <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1358428&amp;idCanal=61">Público</a> de hoje, já escrevi <a href="http://tinyurl.com/d4zjlp">aqui</a>. Para além de achar completamente ridícula a actuação da AR sobre este assunto, é obvio que entre entrevistados e entrevistadores tem de haver consenso: Se um órgão de comunicação social quer muito uma entrevista, respeita a regras impostas pelo entrevistado. Se é o entrevistado que quer muito aparecer no órgão de comunicação social, sujeita-se ao que houver&#8230; Pura negociação, amigo leitor&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Para saber mais sobre este assunto, carregue neste <a href="http://www.lift.com.pt/">link</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quem paga as contas?</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2008 15:01:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A propósito deste post, fica só a recordação de alguns bons jornalistas que foram obrigados a deixar o activo para outras áreas de actividade: Sérgio Figueiredo e Miguel Coutinho (ex directores adversários nos diários de economia), José Diogo Madeira, José Barata, Luisa Bessa, Luis Fonseca e na semana passada o Pedro Marques Pereira. Estes são apenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//bolsos_vazios1.jpg"><img class="left size-medium wp-image-640" style="border: white 1px solid;" title="bolsos_vazios1" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//bolsos_vazios1.jpg" alt="" width="196" height="151" /></a>A propósito deste <a href="http://foodforthought.lift.com.pt/2008/12/como-anda-a-democracia/" target="_blank">post</a>, fica só a recordação de alguns bons jornalistas que foram obrigados a deixar o activo para outras áreas de actividade: Sérgio Figueiredo e Miguel Coutinho (ex directores adversários nos diários de economia), José Diogo Madeira, José Barata, Luisa Bessa, Luis Fonseca e na semana passada o Pedro Marques Pereira. Estes são apenas alguns exemplos de bons jornalistas de economia que chegaram a directores e que saíram há menos de dois / três anos. Muitos outros há, que não tendo chegado ao topo da carreira, tiveram optar por outras alternativas. Outros que ao correr da pena não me vêm à memória.</p>
<p style="text-align: justify;">O Jornalismo em Portugal, infelizmente, não é suficientemente rentável para pagar as contas&#8230; O que é uma pena e um sinal de que o jornalismo e as empresas tem andado de costas voltadas.  </p>
<p style="text-align: justify;">Um jornalismo sustentável é bom para a democracia. É necessário que o mundo empresarial entenda que só sustentando a imprensa consegue bons equilíbrios democráticos. É necessário que o Jornalismo entenda que também se vendem jornais com boas noticias (veja-se o caso Espanhol). É necessário que o Jornalismo apoie as empresas que o podem financiar. Mas sobretudo tem de ser mais útil, mais relevante, mais analítico e menos preocupado com a «caixa» do momento.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas as empresas também têm de compreender um conjunto de regras básicas, que passam pela absoluta necessidade de independência editorial dos jornais. Sem isso nada funciona.</p>
<p style="text-align: justify;">A confiança entre o jornalismo e o mundo empresarial tem de ser restabelecida, porque é a única forma de quebrar o ciclo vicioso e criar o ciclo virtuoso que de o sistema necessita.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Idade da inocência</title>
		<link>http://foodforthought.lift.com.pt/2008/11/idade-da-inocencia/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 23:33:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Food]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ontem fui a Gaia a convite do João Paulo Menezes dar uma aula aos alunos do terceiro ano de jornalismo do ISLA sobre consultoria em comunicação e as fontes organizadas no mundo mediático dos nossos dias. Também falamos sobre a APECOM e sobre gestão de reputação, mas foram os primeiros temas que naturalmente despertaram mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//olhos.jpg"><img class="size-full wp-image-512  aligncenter" title="olhos" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//olhos.jpg" alt="" width="320" height="77" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ontem fui a Gaia a convite do João Paulo Menezes dar uma aula aos alunos do terceiro ano de jornalismo do ISLA sobre consultoria em comunicação e as fontes organizadas no mundo mediático dos nossos dias. Também falamos sobre a APECOM e sobre gestão de reputação, mas foram os primeiros temas que naturalmente despertaram mais a atenção dos meus interlocutores.</p>
<p style="text-align: justify;">É sempre interessante ver jovens cheios de vida e de sonhos sobre o papel do jornalista na sociedade. «<strong>O inocente caminha com tranquilidade»</strong>, já diz o povo<strong>. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mas também é um fenómeno interessante notar mudanças de expressão quando as frases são tão polémicas como «<strong>não há nenhuma noticia que não represente um ou mais interesses</strong>» ou «<strong>em Portugal os meios de comunicação social vivem momentos dramáticos de pré falência</strong>» ou ainda «<strong>a profissão de jornalista deverá estar entre as profissões mais mal pagas</strong>».</p>
<p style="text-align: justify;">Da experiência que tenho tido em entrevistas as jovens recém-licenciados fazem-me pensar que algumas universidades tratam os seus estudantes como meros fregueses que pagam para lá passar o tempo durante três anos. Não os ensina, cobra-lhes as propinas e dá-lhes o que eles pagam: O canudo. É pena que assim seja. O mercado de trabalho está ávido de bons talentos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Parabéns ao DE</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 15:49:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Diário Económico]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi com alguma nostalgia que vi a sobrecapa de hoje do Diário Económico. Afinal há 19 anos passei a noite em claro a ver a impressão de um novo jornal diário que, horas antes, tinha ajudado a escrever. Tinha então pouco mais de um ano de experiência como Jornalista no Semanário Económico, para onde entrei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//de_19anos.jpg"><img class="size-full wp-image-455 left" style="border: white 1px solid;" title="de_19anos" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//de_19anos.jpg" alt="" width="277" height="413" /></a>Foi com alguma nostalgia que vi a sobrecapa de hoje do Diário Económico. Afinal há 19 anos passei a noite em claro a ver a impressão de um novo jornal diário que, horas antes, tinha ajudado a escrever. Tinha então pouco mais de um ano de experiência como Jornalista no Semanário Económico, para onde entrei pela mão do Nicolau Santos. O Diário Económico foi um projecto de grande coragem e grande visão do Jaime Antunes, do Nicolau e da La Salete. Foi com a La Salete Fernandes que aprendi 80% do que era ser jornalista de economia e por isso estar-lhe-ei sempre grato.</p>
<p style="text-align: justify;">Ver um jornal diário nascer é uma emoção fantástica. O cheio da tinta e do papel, o barulhos das máquinas, o impulso de coleccionar os primeiros números, os primeiros artigos assinados, as entrevistas aos Presidentes das empresas. Tudo extravasava as expectativas de um puto de 23 anos.  Repeti a experiência por mais três vezes na fundação do Público e da Valor e, muito mais tarde, já como accionista fundador (não como jornalista) do Jornal de Negócios e do Canal de Negócios.</p>
<p style="text-align: justify;"> No Público tivemos seis meses a trabalhar para «O Boneco», uma graça de «O Independente» sobre a demora na saída do jornal. Na altura O Independente tinha como director o Miguel Esteves Cardoso (hoje capa da Sábado), o Paulo Portas e a minha mãe, a Helena Sanches Osório.</p>
<p style="text-align: justify;">O Jornalismo e a comunicação está-me no sangue desde sempre.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Reflexões sobre o 1º desafio</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 19:41:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Food]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de Imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobre o primeiro desafio (liberdade de imprensa versus liberdade de expressão) tivemos as mais variadas opiniões, tanto aqui no fórum do Food for Thought como no do The Star Tracker, que reproduzo na íntegra no comentário 10, e cuja leitura recomendo.
Como não podia deixar de ser, a maior parte dos comentadores acha, e na minha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//megafone.jpg"><img class="left size-medium wp-image-326" style="margin: 10px; border: white 1px solid;" title="megafone" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//megafone.jpg" alt="" width="180" height="180" /></a>Sobre o <a href="http://foodforthought.lift.com.pt/2008/09/1%c2%ba-desafio/">primeiro desafio</a> (liberdade de imprensa versus liberdade de expressão) tivemos as mais variadas opiniões, tanto aqui no fórum do Food for Thought como no do The Star Tracker, que reproduzo na íntegra no comentário 10, e cuja leitura recomendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Como não podia deixar de ser, a maior parte dos comentadores acha, e na minha opinião bem, que a <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1327532&amp;idCanal=61">liberdade de imprensa</a> é uma consequência da liberdade de expressão. Sem a segunda, seria impossível a primeira. </p>
<p style="text-align: justify;">Teve este desafio a ver com o facto de a Blogosfera ser uma espécie de grande órgão de comunicação social, onde cada individuo-o que escreve é uma espécie de jornalista, muitas vezes com mais audiência do que os convencionais. Na Blogosfera a liberdade de expressão assume-se na sua plenitude e deixou de ser um acto confinado a uma dezenas de leitores/ouvintes/ espectadores quando não citada pela comunicação social. Passou a ter audiência própria, sem intermediários.</p>
<p style="text-align: justify;">Paradoxalmente, a liberdade de expressão na Blogosfera tornou possível o único acto até aqui «condicionado» pela imprensa: a critica aos próprios jornalistas e à comunicação social. Por muitas vezes que seja criticada, a comunicação social nunca reproduz fielmente essas criticas. Pelo contrário, assume sempre corporativamente que quem a critica é contra o pluralismo e contra as liberdades fundamentais. E como não tem contraditório, o jornalismo convencional começou a abusar do poder que esta liberdade lhe deu. E a proteger permanente a classe de ataques de terceiros.  </p>
<p style="text-align: justify;">Para fúria dos visados, a Blogosfera veio possibilitar, qual Dantas (quem não se lembra deste célebre suplemento do Jornal O Semanário), que se critiquem os jornalistas. Escrutinados, tenho ideia que fazem melhor o seu trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a liberdade de expressão é um direito consagrado na constituição, como o é a liberdade de imprensa (consagrada constitucionalmente em Portugal pela primeira vez em 1821), não podemos deixar de pensar que com esta liberdade vêm também responsabilidades. Eu sou um fervoroso adepto do princípio que diz: «máxima liberdade, máxima responsabilidade».</p>
<p style="text-align: justify;">Deixo aqui algumas reflexões adicionais: </p>
<ol style="text-align: justify;" type="1">
<li>O jornalismo não um acto de justiça: é um acto de informação. Assim como o jornalista não é um justiceiro, é um informador.<br />
 </li>
<li>A informação é de quem a produz, não é do jornalista. Se um jornalista tem a liberdade (e obrigação) para publicar tudo o que sabe, não tem a liberdade de usar qualquer método ou expediente para a obter essa mesma informação.<br />
 </li>
<li>Há um evidente desequilíbrio entre a liberdade de imprensa e a liberdade de dizer que não a um jornalista. O medo do efeito «justiceiro» sobrepõe-se sempre à liberdade de não dar informação.<br />
 </li>
<li style="text-align: justify;">As consultoras de comunicação nasceram deste desequilíbrio. Se calhar o melhor é deixar tudo como está. :-) </li>
</ol>
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