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	<title>Food for Thought &#187; democracia</title>
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	<description>Blog profissional de Salvador da Cunha, Director Geral da Lift Consulting</description>
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		<title>Cortes na democracia</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 20:26:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Food]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
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Comecei há dias a escrever um post sobre a sustentabilidade da imprensa. Sobre a absoluta necessidade de haver um grupo de empresas que, a bem da democracia, garanta a sustentabilidade da imprensa como meio de comunicação social, baseado na sua credibilidade e não apenas na lógica dos GRP&#8217;s. A coisa não me saiu bem e acabei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//democracia.jpg"><img class="size-medium wp-image-709  aligncenter" title="democracia" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//democracia-300x164.jpg" alt="" width="300" height="164" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Comecei há dias a escrever um post sobre a sustentabilidade da imprensa. Sobre a absoluta necessidade de haver um grupo de empresas que, a bem da democracia, garanta a sustentabilidade da imprensa como meio de comunicação social, baseado na sua credibilidade e não apenas na lógica dos GRP&#8217;s. A coisa não me saiu bem e acabei por não publicar. Mas depois de ler esta notícia do <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354386&amp;idCanal=57">Público</a> resolvi voltar ao tema.</p>
<p style="text-align: justify;">Sou da opinião que a imprensa é (ou devia ser) o órgão de comunicação social mais credível de todo o sistema mediático. É sobretudo a imprensa que faz (ou devia fazer) a agenda mediática e que influencia a Rádio e a Televisão. É também a imprensa que, efectivamente, lidera (ou devia liderar) o quarto poder. Que investiga, que escarafuncha, que desenterra e que descobre os esqueletos e que os interpreta. Ou pelo menos esse é o seu papel, dentro de um quadro de justiça e ética, sem fazer fretes nem favores a ninguém. Em Portugal não se vê a imprensa nesse papel desde a década de 90. Desde «O Independente» que, na altura, liderava um movimento de imprensa mais rebelde, hoje falida ou castrada.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso a <a href="http://foodforthought.lift.com.pt/2008/12/como-anda-a-democracia/">conclusão</a> de que quanto mais fraca está a imprensa em determinado país, mais débil é a democracia desse país. E tenho pena de dizer que a nossa democracia está cada vez mais débil, na mesma media que a imprensa portuguesa está cada vez mais fraca e mais pobre.</p>
<p style="text-align: justify;">Acho mesmo que ter uma imprensa fraca é estratégico para o actual poder político. Uma estratégia com mais de 10 anos, que me foi contada por fontes envolvidas, e que tentarei explicar num artigo de opinião a publicar em breve.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354386&amp;idCanal=57">Esta</a> notícia do Público, vista à luz desta teoria, faz todo o sentido. É mais um prego no caixão de uma indústria em muito fraca situação financeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando à minha teoria: acho que as empresas portuguesas tinham muito a ganhar se a democracia portuguesa fosse verdadeiramente independente. E por isso penso que deveriam promover uma imprensa verdadeiramente sustentável, aumentando o investimento publicitário. Não pela lógica do retorno imediato em vendas, mas pela lógica do retorno de médio e longo prazo na sua imagem institucional e na sua reputação e na contribuição para a sustentabilidade do sistema.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma imprensa verdadeiramente sustentável quer dizer que gera meios para pagar a bons jornalistas, a bons editores, a bons revisores, a bons directores e, por último, mas não menos importante, aos accionistas. Accionistas de órgão de comunicação social bem remunerados pelos seus projectos jornalísticos são menos permeáveis a pressões. E hoje em dia as pressões são muito facilmente absorvidas, mesmo por quem há anos sustenta que não é pressionável, porque não o foi há três décadas, quando estava em dois papéis de poder em simultâneo.  </p>
<p style="text-align: justify;">Com uma imprensa verdadeiramente sustentável, haveria menos compadrio, menos corrupção, menos abuso de poder. Não havia necessidade de fazer mega investimentos em auto-estradas, terceiras pontes sobre o tejo ou TGV&#8217;s que por mais que sustentem o crescimento do PIB (apenas pela via dos gastos do Estado &#8211; o G) não promovem o emprego e por isso não promovem o crescimento sustentável. A vida seria mais fácil para todos, não apenas para os amigos do Poder.</p>
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		<title>Quem paga as contas?</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2008 15:01:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Food]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A propósito deste post, fica só a recordação de alguns bons jornalistas que foram obrigados a deixar o activo para outras áreas de actividade: Sérgio Figueiredo e Miguel Coutinho (ex directores adversários nos diários de economia), José Diogo Madeira, José Barata, Luisa Bessa, Luis Fonseca e na semana passada o Pedro Marques Pereira. Estes são apenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//bolsos_vazios1.jpg"><img class="left size-medium wp-image-640" style="border: white 1px solid;" title="bolsos_vazios1" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//bolsos_vazios1.jpg" alt="" width="196" height="151" /></a>A propósito deste <a href="http://foodforthought.lift.com.pt/2008/12/como-anda-a-democracia/" target="_blank">post</a>, fica só a recordação de alguns bons jornalistas que foram obrigados a deixar o activo para outras áreas de actividade: Sérgio Figueiredo e Miguel Coutinho (ex directores adversários nos diários de economia), José Diogo Madeira, José Barata, Luisa Bessa, Luis Fonseca e na semana passada o Pedro Marques Pereira. Estes são apenas alguns exemplos de bons jornalistas de economia que chegaram a directores e que saíram há menos de dois / três anos. Muitos outros há, que não tendo chegado ao topo da carreira, tiveram optar por outras alternativas. Outros que ao correr da pena não me vêm à memória.</p>
<p style="text-align: justify;">O Jornalismo em Portugal, infelizmente, não é suficientemente rentável para pagar as contas&#8230; O que é uma pena e um sinal de que o jornalismo e as empresas tem andado de costas voltadas.  </p>
<p style="text-align: justify;">Um jornalismo sustentável é bom para a democracia. É necessário que o mundo empresarial entenda que só sustentando a imprensa consegue bons equilíbrios democráticos. É necessário que o Jornalismo entenda que também se vendem jornais com boas noticias (veja-se o caso Espanhol). É necessário que o Jornalismo apoie as empresas que o podem financiar. Mas sobretudo tem de ser mais útil, mais relevante, mais analítico e menos preocupado com a «caixa» do momento.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas as empresas também têm de compreender um conjunto de regras básicas, que passam pela absoluta necessidade de independência editorial dos jornais. Sem isso nada funciona.</p>
<p style="text-align: justify;">A confiança entre o jornalismo e o mundo empresarial tem de ser restabelecida, porque é a única forma de quebrar o ciclo vicioso e criar o ciclo virtuoso que de o sistema necessita.</p>
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		<title>Como anda a democracia?</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 22:47:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Food]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>

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&#8220;Digam-me como está imprensa e eu digo-vos como está a democracia&#8221;.
Não, não é mais uma «gaffe» de Manuela Ferreira Leite. Esta frase é atribuída ao jornalista francês Christian Casteran num seminário que decorreu na semana passada em Sófia, onde um conjunto alargado de jornalistas concluiu que a imprensa europeia está a perder credibilidade, o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//imprensa.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-634" title="imprensa" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//imprensa-300x200.jpg" alt="" width="240" height="160" /></a></strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>&#8220;Digam-me como está imprensa e eu digo-vos como está a democracia&#8221;.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Não, não é mais uma «gaffe» de Manuela Ferreira Leite. Esta frase é atribuída ao jornalista francês Christian Casteran num seminário que decorreu na semana passada em Sófia, onde um conjunto alargado de jornalistas concluiu que a imprensa europeia está a perder credibilidade, o que a leva a perder leitores e entrar num ciclo vicioso de notícias mal elaboradas que não atraem leitores.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo panorama económico da nossa imprensa, tendo a concluir que se calhar a democracia portuguesa não está na sua melhor forma. Sou um observador do sistema mediático português e um pequeno «actor» nas áreas mais ligadas à comunicação empresarial. O que vejo é um sistema em pré-falência que necessita urgentemente de ser revitalizado.</p>
<p style="text-align: justify;">Os jornais portugueses estão a perder credibilidade, porque estão a perder os bons jornalistas, que não tem forma de ser bem remunerados e tem de sair para outras actividades. São substituídos por jovens jornalistas, sem qualquer tipo de preparação, que dizem as maiores barbaridades sem que haja qualquer tipo de controlo por parte dos respectivos chefes.</p>
<p style="text-align: justify;">E porquê? Porque cada chefe tem de planear, editar, investigar, escrever, fechar páginas&#8230; e ler os textos dos «putos». E isto invariavelmente fica para último. E às tantas são horas de fechar o jornal, e por isso de fechar os olhos, deixando passar o que não deviam.</p>
<p style="text-align: justify;">Os chefes não tem tempo para formar os putos e por isso deixam-nos à solta. Os putos, soltos, ficam eufóricos, julgam-se os melhores condutores do mundo, e invariavelmente espetam-se, minando a credibilidade dos jornais.</p>
<p style="text-align: justify;">Porque não há super-homens, não há formação. Sem formação não há bons jornalistas. Faltam uma mão cheia de &#8220;Las Saletes Fernandes&#8221; que de facto perdiam tempo a formar a malta.</p>
<p style="text-align: justify;">Está será porventura apenas uma das causas. Outras haverá, como a ditadura das audiências para os anunciantes, de que falarei noutra altura.</p>
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