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	<title>Food for Thought &#187; Comunicação Social</title>
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	<description>Blog profissional de Salvador da Cunha, Director Geral da Lift Consulting</description>
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		<title>Rivalidades jornalísticas II</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 23:26:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos económicos, as rivalidades sempre existiram entre o Jornal de Negócios e o Diário Económico. Habituado ao monopólio, o Diário Económico sempre menosprezou o Jornal de Negócios (para quem não sabe, fui com grande orgulho fundador dos dois, um como jornalista, outro como accionista). Só quando o Sérgio Figueiredo se mudou de malas e bagagens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//perception.gif" target="_blank"><img class="right" style="border: white 1px solid;" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//perception.gif" alt="" width="180" height="180" /></a>Nos económicos, as rivalidades sempre existiram entre o Jornal de Negócios e o Diário Económico. Habituado ao monopólio, o Diário Económico sempre menosprezou o Jornal de Negócios (para quem não sabe, fui com grande orgulho fundador dos dois, um como jornalista, outro como accionista). Só quando o Sérgio Figueiredo se mudou de malas e bagagens do DE para o JNeg, é que respeito pelo Jornal de Negócios se impôs. Continuam rivais, mas já aprenderam a conviver desta forma. Ambos menosprezam o OJE.</p>
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		<title>Rivalidades jornalísticas I</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 23:22:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há muito tempo que eram visíveis em Portugal as rivalidades entre órgãos de comunicação social. Exemplos entre televisões rivais: Todos os eventos patrocinados pela SIC foram sistematicamente ignorados pela TVI e vice-versa. Os mais chocantes, no que toca aos eventos de clientes da Lift, foram a cobertura virtualmente nula que a TVI deu aos eventos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//perception.gif" target="_blank"><img class="left size-medium wp-image-277" style="border: white 1px solid;" title="perception" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//perception.gif" alt="" width="168" height="168" /></a>Há muito tempo que eram visíveis em Portugal as rivalidades entre órgãos de comunicação social. Exemplos entre televisões rivais: Todos os eventos patrocinados pela SIC foram sistematicamente ignorados pela TVI e vice-versa. Os mais chocantes, no que toca aos eventos de clientes da Lift, foram a cobertura virtualmente nula que a TVI deu aos eventos do Rock in Rio passados (cujo Media partner é a SIC) e a quase ausência de notícias da SIC sobre a árvore de Natal da ZON, quando o patrocínio mudou do Millennium BCP e o apoio mudou da SIC para a TVI. Nos quatro anos anteriores a árvore sempre foi amplamente noticiada pela SIC, no ano passado passou despercebida aos seus telespectadores. A RTP, em ambos os casos, manteve a equidistância. Avaliou ambos os eventos pela relevância jornalista, o único critério válido em informação, e fez a cobertura adequada.</p>
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		<title>Quem confia na comunicação social?</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 14:51:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Comunicação Social]]></category>

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		<description><![CDATA[Interessante este estudo realizado pela Pew Research nos Estados Unidos. Diz-nos que a confiança dos americanos na comunicação social, do ponto de vista da imparcialidade e independência, está nos níveis mais baixos dos últimos 25 anos.
Apenas 29% dos americanos da amostra diz que a organização das notícias relatam a verdade, enquanto 63% afirmam que são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//grafico_confianca.gif"><img class="size-medium wp-image-1537 right" style="border: white 1px solid;" title="grafico_confianca" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//grafico_confianca-300x250.gif" alt="" width="300" height="250" /></a>Interessante <a href="http://people-press.org/report/543/">este</a> estudo realizado pela Pew Research nos Estados Unidos. Diz-nos que a confiança dos americanos na comunicação social, do ponto de vista da imparcialidade e independência, está nos níveis mais baixos dos últimos 25 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Apenas 29% dos americanos da amostra diz que a organização das notícias relatam a verdade, enquanto 63% afirmam que são imprecisas. Em 1985, quando o estudo foi iniciado, 55% dos inquiridos disseram que as notícias eram correctas, enquanto 34% disseram que eram pouco credíveis. Essa percentagem caiu drasticamente da década de 90 e manteve-se baixa ao longo dos últimos 10 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os macro interesses que existem por trás dos meios de comunicação social são insondáveis, mas existem e estão visíveis a olhos mais atentos. Interesses macro que estão sobretudo ligados à sobrevivência dos órgãos de comunicação social do ponto de vista financeiro. Mas podem também ser influenciados pelo alinhamento com interesses de grupos económicos, governos, cultos ou lobbies organizados.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é a acção de assessores de imprensa ou consultoras de comunicação que  condiciona os meios de comunicação, porque essa acção, em 95% dos casos, é legítima e pode ser filtrada sem consequências pelos próprios jornalistas. Mas servem recorrentemente de bodes expiatórios de interesses mais elevados.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Portugal, os casos deste Verão não ajudaram a criar um clima de credibilização: o aproveitamento político à volta do caso TVI, as pressões constantes sobre a TVI e o Jornal Publico, a guerra aberta e vergonhosa entre dois jornais concorrentes e alinhados com interesses opostos, não ajudam nada à credibilização da comunicação social.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o fundamental é a percepção dos leitores de que os jornalistas já não são isentos. Não tratam as várias partes de uma notícia com a mesma imparcialidade e, principalmente, há a percepção de que já nem tentam ser.</p>
<p style="text-align: justify;">Basta passear pelo Twitter ou pelo Facebook, para ver que  alguns dos mais seniores jornalistas não escondem a sua opinião em relação a determinados assuntos ou pessoas. Tem obviamente esse direito, mas os direitos têm consequências e as consequências são a descredibilização dos meios de comunicação social que dirigem.</p>
<p style="text-align: justify;">Um velho jornalista disse-me um dia: &#8220;eu não posso dar-me ao luxo de ter opinião. Quando isso acontecer, já ninguém liga ao que eu escrevo&#8221;. Pode ser este o ponto de viragem na viabilização da comunicação social.</p>
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