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	<title>Food for Thought &#187; Comunicação Política</title>
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	<description>Blog profissional de Salvador da Cunha, Director Geral da Lift Consulting</description>
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		<title>Mudanças de personalidade</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 18:14:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Comunicação Política]]></category>
		<category><![CDATA[Reputação]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando acedemos a prestar uma declaração a um jornal para ser incluída num inquérito ou numa pool de analistas, é certo sabido que do nosso depoimento será seleccionada a frase mais polémica, mais &#8220;picante&#8221;,  e raramente aquela que melhor expresse a nossa opinião. É neste contexto que sai a minha opinião de hoje no Jornal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//gatinha-arrogante.jpg"><img class="left size-medium wp-image-1247" style="border: white 1px solid;" title="gatinha-arrogante" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//gatinha-arrogante-238x300.jpg" alt="" width="167" height="210" /></a>Quando acedemos a prestar uma declaração a um jornal para ser incluída num inquérito ou numa pool de analistas, é certo sabido que do nosso depoimento será seleccionada a frase mais polémica, mais &#8220;picante&#8221;,  e raramente aquela que melhor expresse a nossa opinião. É neste contexto que sai a minha opinião de hoje no Jornal de Negócios, inserida num texto da pág. 29. Digo aí que não acredito que os portugueses fiquem convencidos com uma eventual mudança de personalidade do Primeiro-Ministro. «É uma ilusão total. Esta questão da humildade é imposta pelos «spin doctors» e as pessoas não vão acreditar nisso, porque parece que é uma atitude construída para as eleições», cita o texto do Jornal de Negócios.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante enquadrar esta minha opinião: Eu penso que pessoas com personalidades muito fortes não mudam de um dia para outro. É o caso do Primeiro-Ministro: os traços principais da sua reputação, que formam a personalidade que lhe é reconhecida pelo público, são a Determinação, a Ousadia, a Coragem, a Firmeza, o Pragmatismo e a Obstinação. Não é a humildade. Por isso, quando se tenta moldar a personalidade aos desígnios dos &#8220;Spin Doctors&#8221; sai um «fake» ou uma personalidade falsa. Ora as pessoas não gostam de «fakes».</p>
<p style="text-align: justify;">Sócrates não será assim reconhecido nem pelos que apreciam a sua actual reputação, nem por aqueles que valorizariam os traços da sua &#8220;nova&#8221; personalidade, se acreditassem que ali estava <span style="text-decoration: underline;">mesmo</span> uma pessoa diferente. Lembro-me de Paulo Portas em 2005 aquando da morte da irmã Lúcia: poucos foram os seus eleitores que de facto acreditaram na encenação de «profunda e irremediável tristeza» que o terá abalado com a morte de Santa de 98 anos e obrigado a suspender a campanha durante dois dias, numa decisão conjunta com Santana Lopes. Para mim essa encenação foi fatal. Eu era nessa altura seu consultor. E a cinco dias das eleições, depois de seis semanas a rodar pelo país, o meu conselho já não foi tido em conta.</p>
<p style="text-align: justify;">E Sócrates não consegue ser actor, não está formatado para «identificar» erros de percurso. Não sabe fazer isso e isso não assenta bem na sua personalidade. Ao  refugiar-se nas verbas para a Cultura (muito pouco valorizadas em tempos de crise) e na admissão de que o processo de avaliação dos professores era demasiado ambicioso e burocrático, mais não fez do que «debitar» situações acordadas com os seus consultores, mas sem verdadeiramente sentir e acreditar no que estava a dizer.</p>
<p style="text-align: justify;">Dito isto, penso que as eleições europeias foram em Portugal o que foram no resto da Europa: uma forma de avaliar os governos locais e não de valorizar o que de verdade se passa em Bruxelas. Dito de outra forma: não penso que tenha sido o PSD a ganhar as eleições, mas sim o PS a perder. Todos os partidos com assento parlamentar subiram as suas percentagens, por isso todos ganharam? Não, foi o PS que perdeu.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta linha de pensamento, se o PSD não ganhou, não há garantias quanto às legislativas. Apesar de estar longe dos pensamentos políticos e das atitudes do actual primeiro-ministro, penso que se ele mantiver a sua personalidade forte e determinada irá voltar a ganhar com algum fôlego. Talvez não seja a maioria absoluta, mas de uma coisa estou convencido: os portugueses preferem um Sócrates determinado do que uma Ferreira Leite que não «ata nem desata»</p>
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		<title>Esforços infrutíferos</title>
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		<pubDate>Fri, 22 May 2009 22:44:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Comunicação Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Pegando neste post da Filipa, e já é segundo consecutivo a que reajo (de forma positiva), quero apenas acrescentar que concordo a 100% com a visão de Manuela Ferreira Leite sobre os assessores (ou consultores): Ela diz que é impossível transformar Sócrates em Obama por mais assessores que se tenha (concordo), diz também que os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//burro_velho.jpg"><img class="left size-full wp-image-1173" style="border: white 2px solid;" title="burro_velho" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//burro_velho.jpg" alt="" width="136" height="150" /></a>Pegando neste <a href="http://ipsissemfiltro.blogspot.com/2009/05/manuela-ferreira-leite-afirmava-ontem-1.html" target="_blank">post</a> da Filipa, e já é segundo consecutivo a que reajo (de forma positiva), quero apenas acrescentar que concordo a 100% com a visão de Manuela Ferreira Leite sobre os assessores (ou consultores): Ela diz que é impossível transformar Sócrates em Obama por mais assessores que se tenha (concordo), diz também que os assessores não servem para nada (também concordo, mas aqui limito-me ao caso da Dra. Manuela Ferreira Leite, com a sua visão muito limitada e restritiva da assessoria de comunicação).</p>
<p style="text-align: justify;">Diz o ditado que burro velho não aprende línguas. Neste caso um professor de línguas também não resolveria nada. Mas isto sou eu a falar, porque se calhar o mundo está todo errado e apenas a Dra. Manuela carrega a razão.</p>
<p style="text-align: justify;">Valerá então a pena explicar à Dr. MFL as virtudes da comunicação? Ou mais valerá esperar pela sua substituição?</p>
<p style="text-align: justify;">Por isto não acho que a nossa profissão seja denegrida. Mesmo assim Filipa, valeu o esforço!</p>
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		<title>Ferreira Leite desafia a Gravidade?</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 20:03:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Comunicação Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobre já célebre frase de Manuela Ferreira Leite, que já está totalmente descontextualizada na boca das várias oposições e comentadores, apenas posso dizer que com a comunicação não se brinca. Ou Ferreira Leite profissionaliza a sua comunicação e a relação com a comunicação social, ou será trucidada por eles. Já escrevi aqui sobre isso.
A meu ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//icaro.jpg"><img class="left size-thumbnail wp-image-536" style="border: white 1px solid;" title="icaro" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//icaro-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Sobre já célebre frase de Manuela Ferreira Leite, que já está totalmente descontextualizada na boca das várias oposições e comentadores, apenas posso dizer que com a comunicação não se brinca. Ou Ferreira Leite profissionaliza a sua comunicação e a relação com a comunicação social, ou será trucidada por eles. Já escrevi <a href="http://foodforthought.lift.com.pt/2008/09/a-droga-da-politica-e-vice-versa/" target="_blank">aqui</a> sobre isso.</p>
<p style="text-align: justify;">A meu ver um dos problemas é que MFL nem quer asas para voar. Quer voar sem elas desafiando as leis de <a title="Isaac Newton" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Newton" target="_blank">Isaac Newton</a>, numa loucura que nem <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dcaro" target="_blank">Ícaro</a> cometeria.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre este tema, o que posso dizer é que um político, líder de um partido de oposição, não pode ter uma atitude <em>blasé</em> com a comunicação social. Tem de ser profissional e entender o risco que corre. Tem de se sentir numa corda bamba entre um precipício de 500 metros e a meta de uma gincana. Se a atitude é despreocupada, basta um deslize, ou mesmo um desequilíbrio, para não haver nada a fazer: trambolhão por ai abaixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os jornalistas na política são como a gravidade: infelizmente só empurram para baixo. Quem quer sobreviver no meio tem de saber voar.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Desconstruir argumentos</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 11:56:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Comunicação Política]]></category>

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		<description><![CDATA[
Quando Manuela Ferreira Leite, nas suas raras intervenções, veio afirmar que o PSD iria votar contra o Orçamento de Estado, fê-lo mais uma vez de forma impreparada. Deixou o flanco aberto e o PS rapidamente aproveitou, dizendo que o PSD quando vota contra este orçamento de estado está de facto a votar contra o aumento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//labirindo.jpg"><img class="size-full wp-image-410 aligncenter" title="labirindo" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//labirindo.jpg" alt="" width="400" height="290" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quando Manuela Ferreira Leite, nas suas raras intervenções, veio afirmar que o PSD iria votar contra o Orçamento de Estado, fê-lo mais uma vez de forma impreparada. Deixou o flanco aberto e o PS rapidamente aproveitou, dizendo que o PSD quando vota contra este orçamento de estado está de facto a votar contra o aumento das pensões, contra o aumento histórico da função pública, etc., etc.<span id="more-409"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O que MFL deveria ter dito era:<em> &#8220;Apesar do PSD concordar a aplaudir as medias X, Y, e Z, não pode deixar de votar contra este orçamento porque para além da razão W (pouca transparência), estamos vigorosamente contra as medidas P, T e O&#8221;.  &#8221;E estamos contra estas medidas por blá, blá e blá.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Não há nada de artificial neste tipo de abordagem. E não se mexe no que é o essencial do conteúdo. Mas em comunicação política uma das ferramentas base é prever o caminho do adversário e cortar-lhe logo uma série de saídas. Prever e desconstruir os argumentos do adversário são um dos principais papéis do comunicador. E isso está a ser feito no PSD?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A vergonha</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 20:31:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Comunicação Política]]></category>
		<category><![CDATA[PSD]]></category>

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		<description><![CDATA[Li o artigo do Paulo Pinto Mascarenhas no Jornal de Negócios e não posso deixar de me lembrar de um almoço que tive no inicio de Maio com alguém do PSD que me queria sondar em plena campanha interna para a liderança do partido. Queria os meus conselhos para um dos candidatos, mas queria-os de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//vergonha.jpg"><img class="left size-medium wp-image-263" style="margin: 10px; border: black 1px solid;" title="vergonha" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//vergonha-287x300.jpg" alt="" width="230" height="240" /></a>Li o <a href="http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&amp;id=332784">artigo</a> do Paulo Pinto Mascarenhas no Jornal de Negócios e não posso deixar de me lembrar de um almoço que tive no inicio de Maio com alguém do PSD que me queria sondar em plena campanha interna para a liderança do partido. Queria os meus conselhos para um dos candidatos, mas queria-os de forma indirecta. Queria saber que estratégias de comunicação eu recomendaria, que tácticas acharia correctas e se estaria disposto a prestar serviços de consultoria ao candidato, mas sem que ninguém, mesmo ninguém, soubesse.</p>
<p style="text-align: justify;">Achei estranho o pedido, apesar de compreender as suas motivações: afinal o PSD ainda está envergonhado da relação que teve no passado com outras consultoras de comunicação. Disse-lhe que por princípio não achava correcto fazer o que me pedia, mas que estaria disposto a negociar os termos da nossa colaboração com o candidato.</p>
<p style="text-align: justify;">Diz-me o intermediário que isso também não iria ser possível. A colaboração pretendida penas seria possível de forma indirecta. O candidato não quer ser visto com agências de comunicação. A minha resposta foi então a óbvia.</p>
<p style="text-align: justify;">Hesitei antes de escrever este post. Acho que o PSD se auto colocou num beco sem saída, com os aplausos do PS. Não posso deixar pensar que o PSD se auto-condenou a não ter agências de comunicação como se isso fosse uma desvantagem competitiva em vez de ser uma vantagem, apenas porque todo o partido se indignou com a agência de Luis Filipe Menezes.</p>
<p style="text-align: justify;">Considero que essa vergonha é uma grande vantagem para o PS, que neste momento sorri. Acho mesmo que deviam considera abandonar a sua agência. Afinal, se a oposição, que apenas pode comunicar, não o faz, o partido do governo que pode mostra obra e atitude, para além da comunicação, irá gastar recursos porquê?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A droga da Política, e Vice Versa</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 23:05:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Food]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação Política]]></category>

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		<description><![CDATA[
Há tempos, no Twitter, afirmei que o &#8220;Jornalismo é a droga da Politica, e Vice Versa&#8221;
Foi um pensamento que se me assaltou a propósito da discussão em torno da escassez de intervenções públicas de Manuela Ferreira Leite. O facto é que pensando sobre o assunto, o que se tem passado é que os jornalistas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//droga.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-223" title="droga" src="http://foodforthought.lift.com.pt/files//droga-300x289.jpg" alt="" width="180" height="173" /></a><a href="http://foodforthought.lift.com.pt/files//drogas.gif"></a></p>
<p>Há tempos, no Twitter, afirmei que o <em>&#8220;Jornalismo é a droga da Politica, e Vice Versa&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Foi um pensamento que se me assaltou a propósito da discussão em torno da escassez de intervenções públicas de Manuela Ferreira Leite. O facto é que pensando sobre o assunto, o que se tem passado é que os jornalistas que cobrem o PSD estão a ressacar e necessitam de mais «cavalo». Não havendo «puro» vão aos algodões. Qualquer coisa que cheire a PSD serve para encher as páginas dos jornais que lhe estão destinadas pelo princípio de equilíbrio noticioso (se é que esse principio está instituído e é respeitado).</p>
<p style="text-align: justify;">Quem conhece as redacções sabe que existem jornalistas «alocados» a partidos, que tem como missão cobrir todas as vertentes noticiosas desse partido. Para além das comunicações oficiais, tem também de conhecer e ter «fontes» de todos os lados do partido. Saber os podres e as desavenças. As intrigas e más-línguas. Qualquer pedaço de novidade faz uma notícia de página inteira&#8230; Mesmo que não seja notícia «pura», acaba com a ressaca.  Mais vale que deixar a página vazia e levar um puxão de orelhas do editor.</p>
<p style="text-align: justify;"> Não é necessário ser um génio da comunicação para saber que se não é a agenda oficial do partido a preencher o tempo do jornalista A, B e C é a agenda oficiosa composta pelos adversários e pelos intriguistas. Se não são as figuras de proa, são os &#8220;factótum&#8221; (reaprendi esta palavra numa célebre entrevista). Se não for o líder, são os opositores internos. Os mais desleais e mais vis.  </p>
<p style="text-align: justify;">Em conclusão, os partidos políticos tem algumas obrigações básicas no que toca à comunicação:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>1. Liderar o processo comunicacional, não deixando que outros os façam;</li>
<li>2. Preencher com conteúdos os espaços editoriais abertos;</li>
<li>3. Imprimir regras internas de «ditadura»: ninguém fala se não estiver coordenado com o líder ou a sua equipe de comunicação (com agência ou não);</li>
<li>4. Preparar o trabalho de casa com amplos conteúdos que cubram todas as vertentes de opinião (com agência ou não) do partido;</li>
<li>5. Saber os conteúdos dos principais partidos adversários e encontrar formas de valorizar os seus conteúdos comparativamente e desvalorizar os do adversário, desmontando os seus argumentos (com agência ou não);</li>
<li>6. Mimar os jornalistas que cobrem os seus assuntos do partido;</li>
<li>7. Mimar os chefes e editores desses jornalistas;</li>
<li>8. Mimar os patrões dos chefes do jornalistas, que apesar de não terem «qualquer» influência editorial, «que las ai, las ai&#8230;»</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Dito isto, posso afirmar que a <a href="http://www.lift.com.pt/">Lift</a> não faz comunicação política, não quer trabalhar com o PSD nem com nenhum outro partido, porque apesar de aliciante, é um péssimo negócio económico.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Influência</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 11:15:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salvador da Cunha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Comunicação Política]]></category>
		<category><![CDATA[Influência]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho para comigo que na comunicação política a influência é muito mais necessária para convencer os candidatos de que se devem comportar de determinada forma em determinada situação, do que para convencer os jornalistas seja do que for. Os jornalistas são convencidos com atitudes, não são convencidos com «conversas».
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho para comigo que na comunicação política a influência é muito mais necessária para convencer os candidatos de que se devem comportar de determinada forma em determinada situação, do que para convencer os jornalistas seja do que for. Os jornalistas são convencidos com atitudes, não são convencidos com «conversas».</p>
]]></content:encoded>
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