Food for Thought

Thought of the day: a arrogância

27 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

Depois de ler o blog do Miguel, da Lift Digital aqui ao lado, pedi ao Google para retirar o meu blogue (foodforthought) do google reader. Mandei um e-mail a um dos principais gestores da Google, com cópia ao Larry Page. Infelizmente ainda não obtive qualquer resposta. Deve demorar mais tempo do que eu pensava…

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Ironias com piada

27 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

Quem conhece os antecedentes, só pode achar piada a esta notícia ao imaginar que possam ter estado na referida conferência de imprensa alguns dos protagonistas mais aguerridos das campanhas à Câmara de Lisboa. Mas o mais provável é que nem o líder da consultora do banco, nem o marido da contratada lá tenham estado. Mas não deixa de ter a sua graça.

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De envergonhados a obscuros…

27 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

Aprendi ao longo dos últimos anos, como consultor de comunicação, duas verdades inexoráveis: a primeira é que as empresas têm muito a ganhar com a notoriedade e visibilidade, em quase todos os patamares da sua existência e especialmente no patamar concorrencial. A segunda é que só se encobre quem tem algo a esconder.

Porquê que assim é? Porque se criam percepções sobre a realidade, a maior parte das vezes condicionadas por preconceitos e ideias feitas pela sociedade como um todo, que condicionam as percepções sobre a verdade. A verdade percepcionada é a que fica na história. A obrigação das empresas é transparentemente fornecer informação que balize as percepções com a realidade. Ou seja, a obrigação das empresas é comunicar. Colocar os pontos nos iii. Ser frontal e transparente e não deixar que terceiros dominem a formação das percepções.

Isto é especialmente verdade nos dias de hoje, onde informação corre o mundo em poucos minutos e todas as industrias estão cada vez mais competitivas. As estratégias, as tácticas e a intensidade da comunicação são discutíveis. Mas o essencial, que é comunicar, não pode ser. Não funciona no médio/longo prazo e compromete a continuidade da empresa.

Vem isto a propósito das empresas que querem manter o «no profile». Que acham que não tem nada a ganhar com a visibilidade, notoriedade e reputação. Que controlam o circuito comercial e que por isso não devem ser visíveis. Que o segredo é a alma do negócio. Que não querem ser conhecidas para além dum círculo restrito de influências e negócios. Que acham que conseguem viver bem sem comunicação, porque a sua concorrência também não comunica.

Pois eu considero que quando a concorrência não faz comunicação, as empresas estão perante oportunidades claras de aumentar quotas de mercado. Pelo contrário, quando não são conhecidas tornam-se obscuras e permeáveis a boatos. Quando nem se querem dar a conhecer (não disponibilizam informação num site na internet, em brochuras, ou qualquer outro suporte) passam a ser «suspeitas».

E quem quer os produtos/serviços de empresas obscuras ou suspeitas? E quem quer trabalhar em empresas obscuras ou suspeitas. E investir? E dar crédito? E etc, etc, etc…

 

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Oportunidades na litigância

26 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

Em mercados maduros como o inglês, tudo o que pode ter impacto mediático deve ter a mão de um consultor de comunicação. Ou seja, deve ser visto como uma oportunidade de negócio para as consultoras.

A “moda” mais recente tem a ver com as necessidades que as empresas irão ter — por causa da crise e dos despedimentos expectáveis — de fazer face às «más» noticias que podem vir dos tribunais de trabalho.

Litigation Communication, passa a ser uma área de prática que pode vir a ser muito rentável para as consultoras. Mas também muito útil para as empresas que vão despedir, na perspectiva da protecção da sua reputação. Se calhar em Portugal essa “moda” só irá chegar dentro de alguns meses ou pode nem chegar, mas faz-me todo o sentido que as empresas se preparem do ponto de vista da comunicação para este tipo de situações.

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CEO Survey: o que eles pensam da comunicação

24 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

No oitavo CEO Survey que a Burson-Marsteller e a PRWeek fazem anualmente nos Estados Unidos, há algumas conclusões interessantes. 

  • Há 29% dos CEO que dizem que os social Media não são eficazes na comunicação com Stakeholders, contra outro s 29% que dizem o contrário, que são muito eficazes. A maioria (43%) considera que são mais ou menos eficazes.
  • 71% dos CEO considera que a comunicação digital é eficaz, sendo o site corporativo a forma mais eficaz de comunicação com os Stakeholders em situações de crise.
  • 60% dos inquiridos acha que o Boca a boca (vulgo Word of Mouth) é o factor de maior influência nos negócios de hoje. Seguem-se os meios de trade e os blogs do sector. OS jornais de economia e as televisões especializadas vêm depois.

Este ano o estudo incidiu, entre outras coisas, na área digital, social media, boca a boca, crise, responsabilidade social, research e measurement. Terminaram o questionário cerca de 200 CEO’s, sendo que 50% destes trabalham regularmente com consultoras de comunicação.

O estudo pode ser visto neste link

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A reputação das cotadas

19 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

Ontem o pensamento do dia foi premonitório. Afinal não sou só eu que acho que a base da sustentabilidade está na reputação das empresas. A maioria das empresas cotadas em bolsa (80%) consideram que a reputação é o activo mais valioso, e por isso aquele que tem de ser defendido a todo o custo dos riscos de crise. Isto mesmo está assinalado num estudo da KPMG e Euronext, cuja notícia pode ser vista neste link.

Não posso estar mais de acordo. Sobre este tema, considero que as empresas (cotadas e não só) têm é de fazer bastante mais do que estar preocupadas: tem de saber como se gere a reputação da sua empresa. Na maior parte dos casos não vejo que hajam sequer pistas consolidadas sobre como fazer isso mesmo: gerir a reputação da empresa. Se não tem pistas, como fazem os gestores? Navegação à vista?

Tenho dito e escrito vezes sem conta (link tag) que a reputação se constrói através de atitudes e boas práticas, em várias dimensões de gestão, numa atitude de comunicação bilateral e permanente com os principais Stakeholders da empresa. A comunicação é uma consequência desse processo.  

Sobre este tema posso também dizer que a Lift é das poucas consultoras que está preparada para iniciar numa empresa processos que visem a gestão da sua reputação, não só pela vasta experiência que tem sobre o tema, mas principalmente pela ligação ao Reputation Institute que representamos em Portugal.

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Ferreira Leite desafia a Gravidade?

19 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

Sobre já célebre frase de Manuela Ferreira Leite, que já está totalmente descontextualizada na boca das várias oposições e comentadores, apenas posso dizer que com a comunicação não se brinca. Ou Ferreira Leite profissionaliza a sua comunicação e a relação com a comunicação social, ou será trucidada por eles. Já escrevi aqui sobre isso.

A meu ver um dos problemas é que MFL nem quer asas para voar. Quer voar sem elas desafiando as leis de Isaac Newton, numa loucura que nem Ícaro cometeria.

Sobre este tema, o que posso dizer é que um político, líder de um partido de oposição, não pode ter uma atitude blasé com a comunicação social. Tem de ser profissional e entender o risco que corre. Tem de se sentir numa corda bamba entre um precipício de 500 metros e a meta de uma gincana. Se a atitude é despreocupada, basta um deslize, ou mesmo um desequilíbrio, para não haver nada a fazer: trambolhão por ai abaixo.

Os jornalistas na política são como a gravidade: infelizmente só empurram para baixo. Quem quer sobreviver no meio tem de saber voar.

 

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Thought of the day: Reputação

18 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

A reputação é um activo intangível que conduz a resultados de negócio bem tangíveis

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Por detrás do pano

18 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

Na tal aula que fui dar a Gaia, chegou-se a uma conclusão interessante: Apenas as noticias que tem a ver com sociedade e os primeiros relatos de situações específicas como Inundações, desastres naturais, acidentes de viação, mau tempo, são de facto desinteressadas e factuais.

Todas as outras são resultado de manifestações de interesses, a maior parte dos quais legítimos. Mesmo quando se chega aos segundos relatos das tais notícias inocentes, já temos interesses mais ou menos visiveis: o lojista que quer subsídios do Governo para remediar o prejuízo, a senhora de meia-idade que se apressa a apontar o dedo aos responsáveis da junta e a jornalista ávida de sangue que procura os negligentes.

No mais, tudo são interesses. Ou da empresa que quer ser bem vista, ou da agência que quer minimizar os efeitos de uma crise de um seu cliente, ou o clube que quer pressionar o outro e já agora o árbitro, ou do primeiro-ministro que insiste em ignorar a crise que lhe estraga os planos da reeleição. Tudo são interesses. Temos de saber viver com eles e apesar deles. E interpretar o que na realidade significam.

A declaração prévia de interesses devia estar mais na moda.

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Um Osásis no Deserto

15 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

Apesar da conjuntura actual não ser das mais interessantes para o jovem aspirante a jornalista, há um projecto a nascer, qual oásis no deserto.

É o projecto promovido por Martim Avillez Figueiredo e o Grupo Lena que na semana passada lançou um desafio através do site www.queroserjornalista.com.

Pelo que sei o site  já recebeu um número muito elevado de curricula para o cargo de estagiário, em apenas uma semana. Será uma boa oportunidade para um projecto de raiz.

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Idade da inocência

15 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

Ontem fui a Gaia a convite do João Paulo Menezes dar uma aula aos alunos do terceiro ano de jornalismo do ISLA sobre consultoria em comunicação e as fontes organizadas no mundo mediático dos nossos dias. Também falamos sobre a APECOM e sobre gestão de reputação, mas foram os primeiros temas que naturalmente despertaram mais a atenção dos meus interlocutores.

É sempre interessante ver jovens cheios de vida e de sonhos sobre o papel do jornalista na sociedade. «O inocente caminha com tranquilidade», já diz o povo.

Mas também é um fenómeno interessante notar mudanças de expressão quando as frases são tão polémicas como «não há nenhuma noticia que não represente um ou mais interesses» ou «em Portugal os meios de comunicação social vivem momentos dramáticos de pré falência» ou ainda «a profissão de jornalista deverá estar entre as profissões mais mal pagas».

Da experiência que tenho tido em entrevistas as jovens recém-licenciados fazem-me pensar que algumas universidades tratam os seus estudantes como meros fregueses que pagam para lá passar o tempo durante três anos. Não os ensina, cobra-lhes as propinas e dá-lhes o que eles pagam: O canudo. É pena que assim seja. O mercado de trabalho está ávido de bons talentos.

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Outra na Ferradura: todos não somos muitos

12 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

O que move LPM contra a APECOM? Quer ser o único consultor de comunicação português?

Disse ao Expresso, e mantenho, que gostaria de ver o Luis, o João Líbano e o José Manuel mais colaborantes com o sector onde actuam através da associação. Não se trata de apurar as vantagens imediatas que estas empresas podem extrair da associação (O Luis já disse vezes sem conta que não vê vantagens em estar na APECOM), mas antes saber o que podem estas empresas de grande relevância oferecer ao sector em termos de sustentabilidade, credibilidade e dimensão. Que vantagens existem em estar de fora? É apenas para criticar? Ou será para se posicionarem? Por ser apenas irrelevante? Não acredito, ou não falariam tanto do assunto.

Se retirarmos questões concorrenciais e uma ou outra oferta diferenciadora, há um denominador comum: somos todas consultoras de comunicação, todas fazemos assessoria de imprensa, todas fazemos gestão e preparação de crise, etc, etc, etc. O próprio Luis, quando reclama dados credíveis para o sector para justamente reclamar a liderança, tem de contar como o universo APECOM. Porque a APECOM tem 29 empresas de média e grande relevância. Fora da APECOM reconheço duas de grande dimensão e umas 5 de média dimensão.

Já agora Luis, fica o Repto público: se for necessário eu sair dos órgãos sociais da APECOM para que a LPM reentre na associação que ajudou a fundar, com uma atitude construtiva, vamos a isso. Concorrente ferrenho serei sempre, mas não serei eu a estorvar o desenvolvimento do sector. Aguardo uma resposta, embora sem esperança.

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Uma no cravo: O Luis só sabe puxar para baixo?

12 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

Diz-me o Google que há 33 resultados da pesquisa APECOM no blog do LPM. Para merecer tantas referências (penso que é a instituição mais referenciada, mas não consigo jurar) é porque a APECOM tem a sua relevância, apesar de o Luis teimar em a apelidar de irrelevante. Quem teima em achar irrelevante a APECOM não deveria dedicar tanto tempo a esse assunto. Quem diz mal da APECOM gratuitamente, não atinge os órgãos sociais (esses sim apenas instrumentos ao serviço do sector), diz mal de todas as consultoras que o representam. Diz mal do sector em Portugal e na sua projecção exterior. Diz mal do serviço de valor acrescentado que as consultoras de comunicação prestam. Diz mal das centenas de clientes que elas servem.

Mas o LPM é assim: desdenha o sector, mas quer ser o seu líder. Desdenha a concorrência, mas não para de falar (mal) dela. Não respeita, nem se dá ao respeito. Desdenha os prémios para que está nomeado, porque teme não ganhar (e não ganhou, efectivamente). É triste ter uma pessoa com estes maus fígados à frente de uma consultora que quer ser A referência. Principalmente porque definitivamente puxa para baixo, usando a sua expressão, e contrariando a sua própria opinião. Faz o que eu digo, não faças o que eu faço?

Pelo que leio no seu blog (até agora não foi corrigido), LPM refere-se ao actual presidente da mesa da AG da APECOM (Alexandre Cordeiro) como um «protagonista não credível». Como pode ser credível quem nem se digna a verificar a informação que escreve? É publica, está no site da APECOM. Porque eu estou convencido que não se trata do Alexandre que LPM quer atingir, mas outro concorrente de quem ele não gosta particularmente. E não se acanha de atirar a APECOM para o meio da conversa. Como de resto fez já vezes sem conta, dentro e fora do seu blog pessoal.

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O Optimista

11 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

Estive em Berlim no final da semana passada, nas reuniões do Juri dos European Excellence Awards. Para além o sucesso da iniciativa (cresceu 40% em número de aplicações de um ano para outro) notou-se no semblante dos meus colegas o sentimento negativo de quem se prepara para atravessar uma forte tempestade. As conversas de corredor, nos intervalos das votações, foram todas no mesmo sentido: a aproximação da crise e a preparação das empresas para a atravessar.

Senti um medo latente da crise, principalmente da componente incerteza e desconhecimento. Mas por lá andava um optimista com uma teoria interessante: as expectativas sobre esta crise já são tão baixas, os comparativos tão negativos, que a realidade irá surpreender pela positiva. O inverso do desta conjectura de Eduardo Barroso.

Depois de exposta a teoria, os sorrisos voltaram aos rostos sombrios. Uma luz ao fundo do túnel. Numa coisa todos concordaram: a crise pode ser muito violenta, mas vai ser muito rápida. Muito mais rápida que todas as anteriores.

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A importância dos prémios

7 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

Quando a qualidade dos serviços de uma consultora de comunicação não pode ser comprovada à anteriori, todas as consultoras são iguais aos olhos dos novos clientes. O que as diferencia em primeira instância será a carteira de clientes, os casos de sucesso e as operações onde estiveram envolvidas e os prémios nacionais e internacionais que tenham ganho.

Estes três factores fazem de facto a diferença quando uma consultora se apresenta num concurso. A experiência sectorial e funcional, a prática e senioridade das equipes que vão trabalhar os clientes e o factor dimensão são os outros determinantes. Há ainda o factor preço que infelizmente não deixa de ser relevante.  

Os prémios têm outro grande benefício: a motivação interna das equipas, que gostam de trabalhar nas consultoras que são consideradas as melhores pelo mercado. Pelo menos na Lift é isso que se passa: cada vez que ganhamos um prémio, são litros de nitro que entram no motor da empresa. Há quem desdenhe os prémios, mas nós temos muito orgulho em ser a mais premiada das consultoras portuguesas.

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European Excellence Awards batem record

7 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

1087 é um número mágico de aplicações num concurso que apenas vai no segundo ano de vida e que pretende distinguir os melhores trabalhos e as melhores consultoras de comunicação e relações públicas da Europa. No ano passado foram pouco mais do que 600 aplicações, o que diz muito do sucesso deste segundo evento.

Há uma diferença substancial em relação a outros prémios homólogos: não há um exclusivo para agências ou consultoras. As empresas clientes podem concorrer por sozinhas ou ainda colocar trabalhos que tenham sido desenvolvidos por mais do que uma agência. O que interessa são os projectos.

Já na primeira edição os European Excellence Awards foram um sucesso tremendo, colocando em causa o monopólio dos Sabre Awards do exuberante Paul Holmes.

Outra das curiosidades deste ano é a aderência dos projectos portugueses: são cinco as consultoras portuguesas a participar, contra apenas uma (a Lift) no ano passado. Há ainda cinco empresas que resolveram promover directamente os seus projectos, todas elas sobejamente conhecidas.

Há ainda a registar outro facto interessante: Portugal e Espanha, que este ano estão juntos (no ano passado Portugal estava com Chipre e Malta o que originou um protesto da minha parte) foram a região da Europa que mais aplicações regionais submeteram: 28.

Desta vez, em português ou castelhano, terei companhia na viagem a Budapeste em 11 de Dezembro para a cerimónia de entrega de prémios.

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O custo do pânico

3 de Novembro de 2008 por Salvador da Cunha

Em condições normais, seria perfeitamente contra a nacionalização do BPN. Se está em dificuldades graves, então que caia. Que vá à falência. Que sejam activados os mecanismos de protecção dos clientes e se deixe o mercado funcionar.

 Mas de facto, permitir uma falência num cenário caótico como o que se vive internacionalmente, era um sinal terrível para o mercado e de profunda injustiça relativa. Para não dizer que esta medida está no código genético do actual Governo. Veja-se a pronta saudação do PCP.

 O custo do Estado para evitar o pânico está na solução encontrada: nacionalizar contra todas as expectativas e deixar o ónus do custo da nacionalização para os accionistas. Mas abre um precedente grave: quem não conseguir elevar os capitais base para 8% pode reclamar a mesma medida.

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Parabéns ao DE

30 de Outubro de 2008 por Salvador da Cunha

Foi com alguma nostalgia que vi a sobrecapa de hoje do Diário Económico. Afinal há 19 anos passei a noite em claro a ver a impressão de um novo jornal diário que, horas antes, tinha ajudado a escrever. Tinha então pouco mais de um ano de experiência como Jornalista no Semanário Económico, para onde entrei pela mão do Nicolau Santos. O Diário Económico foi um projecto de grande coragem e grande visão do Jaime Antunes, do Nicolau e da La Salete. Foi com a La Salete Fernandes que aprendi 80% do que era ser jornalista de economia e por isso estar-lhe-ei sempre grato.

Ver um jornal diário nascer é uma emoção fantástica. O cheio da tinta e do papel, o barulhos das máquinas, o impulso de coleccionar os primeiros números, os primeiros artigos assinados, as entrevistas aos Presidentes das empresas. Tudo extravasava as expectativas de um puto de 23 anos.  Repeti a experiência por mais três vezes na fundação do Público e da Valor e, muito mais tarde, já como accionista fundador (não como jornalista) do Jornal de Negócios e do Canal de Negócios.

 No Público tivemos seis meses a trabalhar para «O Boneco», uma graça de «O Independente» sobre a demora na saída do jornal. Na altura O Independente tinha como director o Miguel Esteves Cardoso (hoje capa da Sábado), o Paulo Portas e a minha mãe, a Helena Sanches Osório.

O Jornalismo e a comunicação está-me no sangue desde sempre.

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Thought of the day: a Carapuça

30 de Outubro de 2008 por Salvador da Cunha

Enfiar a carapuça é por vezes um acto de coragem. A maior parte das vezes é apenas um acto de tolice.

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Thought of the day: Compaixão

29 de Outubro de 2008 por Salvador da Cunha

A inveja não está na alegada irrelevância, mas sim na comprovada competência. Porque dos irrelevantes ninguém escreve e os incompetentes geram apenas compaixão.

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