Food for Thought

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Mais do que um ex-jornalista convertido à comunicação, sou um quase economista (Católica) que sempre quis ser empresário e deu de caras com o Jornalismo ainda em criança por influência materna. A paixão pela Bolsa nos loucos anos de 1987 (não tão loucos como os de de 2008) levou-me ao Semanário Económico e depois à fundação do Diário Económico.

O acesso privilegiado às cotações da bolsa e às notícias sobre as empresas cotadas foram a razão. Uma entrevista bem sucedida com o Nicolau Santos e com a La Salete Fernandes, por cunha da minha mãe, foram o veículo. Desde essa data, há 20 anos, foram quase 8 de Jornalismo e mais de 12 de consultoria. Sai do Diário Económico para ajudar a fundar o Público como jornalista de Bolsa.

Dois anos depois acumulei o Público com o cargo de editor da Valor, que também ajudei a fundar. Depois de uma passagem breve pelo Semanário, sai para a Bairro Alto – então uma minúscula agência de comunicação com apenas duas pessoas. Foi em Setembro de 1995.

O espírito empreendedor e a experiência de jornalismo económico levaram-me a fundar a Mediafin (Canal de Negócios e o Jornal de Negócios) com os meus amigos José Diogo Madeira e Tiago Cortez em finais de 1997. Desta vez como accionista. Eu e os meus sócios tínhamos percentagens iguais que somadas faziam 50%. A família Vaz Guedes era o sócio capitalista com os outros 50% do capital.

Era uma primeira experiência com a Internet, no que veio a ser um líder de mercado. Investi em vários outros projectos na altura da bolha tecnológica e logo de seguida desinvesti de quase todos, chegado à conclusão que para ser um consultor de excelência tinha de estar focado no negócio principal. A participação na Mediafin foi vendida à Cofina em finais de 2000.

A Bairro Alto passou a ser a minha única actividade empresarial. Como único accionista e director geral. Pessoalmente passei a dar aulas em cadeiras de relações públicas em pós-graduações no ISLA e no INP. Vieram anos de crise e depois de crescimento. A empresa consolidou a sua posição no mercado, cresceu significativamente e ganhou uma reputação de excelência.

Passou a chamar-se Lift Consulting em 2005 por decisão estratégica associada a uma intenção de internacionalização. A Bago surge para desenvolver o negócio dos eventos e design gráfico. A equipa do grupo tem hoje 48 pessoas e é a mais premiada das consultoras portuguesas de comunicação e relações públicas.

Em 2007 cheguei à conclusão de que para crescer lá fora seria melhor fazer uma associação internacional a uma das melhores consultoras do mundo: a Burson-Marsteller.