Food for Thought

Reputação do Pingo Doce

4 de May de 2012 por Salvador da Cunha

Em termos reputacionais, há um dos principais Stakeholders do Pingo Doce que sai muito reforçado com esta acção: os seus clientes.

Acredito que à primeira vista possa parecer que há muitos danos reputacionais; cientificamente tenho a certeza que não.

Os sentimentos base e os comportamentos de suporte não se alteram significativamente com este caso. Por um lado, os clientes compram mais.

Mas nem por isso os outros são afectados: nem os investidores investem menos, nem os trabalhadores querem sair, nem os fornecedores deixam de fornecer, nem os banqueiros deixam de emprestar ou as autarquias de licenciar. Ou seja, não há danos reputacionais, para além de uma impressão pontual menos boa de algumas imagens televisivas ou da leitura de algumas opiniões desfavoráveis.

Do ponto de vista de marketing foi uma acção fabulosa. Aumentou significativamente a notoriedade do Pingo Doce junto dos clientes de outras cadeias de desconto, posicionando a mensagem nos baixos preços.

Do ponto de vista comunicacional, só pecou porque não previu o que podia vir de lá. Nem adequou a estrutura à dimensão da procura, nem a comunicação ao potencial de crise. Pecou por defeito. Acontece. Da próxima vez já estarão mais bem preparados.

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1 resposta até ao momento;

  • 1 jfd // May 22, 2012 at 12:54 pm

    Do ponto de vista comunicacional, só pecou porque não previu o que podia vir de lá. Nem adequou a estrutura à dimensão da procura, nem a comunicação ao potencial de crise. Pecou por defeito. Acontece. Da próxima vez já estarão mais bem preparados.

    Terá mesmo pecado?
    Teriam medidas preventivas daquilo que aqui descreve resultado no que nos diz nos parágrafos anteriores?

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