Se há uma característica positiva em José Sócrates, é a sua determinação, muitas vezes obsessiva. A conferência de imprensa de hoje de manhã foi um sinal claro e determinado aos mercados que não haverá FMI. Como consultor de comunicação era este o caminho que apontaria. Um forte murro na mesa, de cara erguida, a dizer basta.
Resta saber se os mercados acreditam ou não
Do ponto de vista da reputação do país não há nada pior do que o FMI. Não seria apenas um falhanço do governo. Seria um falhanço da nação. O pouco respeito que ainda há lá por fora, desapareceria. Como de resto desapareceu o respeito pela Irlanda, Grécia e Islândia

1 resposta até ao momento;
1 DiogoFc // Jan 12, 2011 at 11:59 am
S
Este é um dos assuntos que não percebo tanta indignação, a vinda do FMI ser sinónimo de falhanço da nação. Pergunto, como pode ser falhanço se cada vez mais a economia e mercados são globais? Como pode ser um falhanço se o beneficio pode ser bem melhor do que com as decisões actuais/locais?
Vejo a vinda do FMI como uma ferramenta de auxílio integrada nesta evidente dinâmica de decisões globais. É o FMI ou UE, são as regras do jogo global.
Há outro aspecto que me faz confusão – não se diz à boca cheia que a culpa da crise é de origem exterior ou seja dos mercados externos? Pois então que venham também entidades externas a ajudar a resolver os problemas de todos – não me choca mesmo nada.
Choca mais quando os decisores políticos não olham para os problemas com frontalidade, assumindo as decisões certas no tempo certo e a não estarem dependentes de contaminações perversas de interesses de poder. E choca-me mesmo muito, para não dizer envergonha-me, que se tomem decisões comunicando-as ao país que depois numa ida ao “board” da UE terem de ser alteradas porque não soubemos olhar bem para o problema. Isto sim, choca-me e de que maneira.
D.
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