Food for Thought

O castelo de cartas do Sr. Paixão

20 de January de 2011 por Salvador da Cunha

Se há coisas fáceis de desmontar, são as desonestidades do sr. Paixão Martins, cujo mau carácter já nem preciso de qualificar. Ao escrever sobre o grupo Lift, o Sr. Paixão Martins não só mete a “pata na poça” de forma desprezível, como mais uma vez me insulta (como insulta todo o sector da consultoria em comunicação) repetidamente. Já vão em 7 os insultos do ano, no blog que partilha com a Alda Telles e com o Manuel Falcão (gostaria de ter a opinião deles sobre este tipo de comportamento).

Mas dá-me a oportunidade de explicar a realidade Grupo Lift:

Não há uma SGPS, mas há duas Sociedade Anónimas detidas em mais de 90% por mim. A Bairro Alto – Consultores de Comunicação SA e a Lift Consulting – Consultores de Comunicação SA.

Debaixo da Bairro Alto – Consultores de Comunicação SA estão uma série de participações pessoais e ainda uma parte da actividade do Grupo. Entre estas participações estão 35% da On Strategy e uma parte dos 90% que directa e indirectamente detenho na Lift.

Por baixo da Lift está a Frontpage (100%), a Propostas com Conteúdo (Word Lab – 100%), a High – Concept & Touch (70%) e a Up Digital  (66%). A High, antiga Bago, é a empresa que ficou com as áreas de organização de eventos e design do Grupo Lift e da Frontpage. É uma empresa liderada pela Mafalda Figueiredo. A Up Digital, como foi explicado, é uma empresa nova que resulta da junção das competências da HeyLife com a área de prática Lift Digital. É liderada pelo Anibal Nogueira.

Já agora como surge a HeyLife? Em Janeiro de 2010 o grupo adquiriu uma opção de compra de 66% da HeyLife, especialista na área da comunicação digital, e passou a gerir a empresa “in house” – Se corresse bem, como foi o caso, exerceria essa opção. A Heylife estava numa situação financeira muito complicada, mas fez o seu “turnaround” dentro do universo Lift. É uma empresa de excelência do ponto de vista técnico, mas não tinha competências comerciais. Para o grupo Lift, a recuperação da Heylife foi um “case study” do que de bom se pode fazer em Portugal.

Esta é a organização do Grupo Lift.

Vamos a números, para desmontar as indignidades do sr. Paixão Martins. Diz ele:

 1

Mentira. Errado. Desonesto. A agregação das facturações das empresas do grupo referentes a 2009  (Lift, Frontpage, High e Bairro Alto) dá um valor de 5.472.206,05 € como se pode ver no quadro abaixo.

 4

Diz ainda o sr. Paixão Martins:

 2

Com grandes qualidades de manipulador de informação, lá está o sr. Paixão Martins a tirar conclusões maliciosas, mas também facilmente desmontáveis. O Grupo Lift está organizado de forma diferente da LPM, mas os serviços que presta são os mesmos que a LPM. A diferença é que o Grupo Lift se especializou por empresas. A LPM tem tudo no mesmo saco. Pela mesma lógica, estando fora da APECOM, a LPM não existiria?

E não, não estamos a sair do negócio do Conselho em Comunicação. Esse é e será o nosso ADN, como de resto está bem patente na assinatura “Inspired by PR”. Estamos a evoluir dentro desse negócio, como evoluem as nossas congéneres internacionais. Como nos ditam as próprias evoluções do mercado.

Portanto a suposição está errada. A soma do negócio de conselho em comunicação é a soma das 4 empresas em 2009 e de 5 empresas em 2010. Será de 6 empresas em 2011. A On Strategy, por não ser do Grupo mas sim participada e estar fora da Consultoria em Comunicação, não entra nestes números.

Há no entanto dois serviços que não prestamos no Grupo Lift, que não tem nada a ver com Conselho em Comunicação e que são prestados pela LPM: Revistas Corporativas e Compra de Espaço. Se não me engano muito, esse negócio nada tem a ver com o nosso sector, e representará mais de 40% do seu negócio. Será isto verdade?

Quando às outras provocações, as respostas são simples:

  1. A Heylife é uma SA. A sua aquisição não tem de ser publicada em lado nenhum. Temos uma opção de compra que iremos exercer.
  2. A Gooldseed é nosso sócio na Up Digital. O LPM gostava de saber mais, mas esse será uma surpresa que a seu tempo dará frutos.
  3. A Word Lab é uma marca, a empresa é a Proposta com Conteúdos (mudará de nome a seu tempo)

 

Voilá

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