Decidi escrever uma crónica para o Diário Económico (ver aqui) depois de ter lido a de Nicolau Santos (ver aqui), a justificar a entrevista que o Expresso concedeu, e bem, a Jardim Gonçalves. A crónica de Nicolau Santos surge depois de o Expresso ter sido amplamente criticado pelos reguladores, e em On por Victor Constâncio, pelo facto de o Expresso ter dado voz a um condenado (que na realidade é apenas acusado, porque nenhuma das sentenças transitou em julgado).
O Nicolau está bem, mas não tinha necessidade de se justificar. O país é livre, a imprensa é livre e os acusados também são livres de poderem expressar a sua opinião. A única coisa que não é livre numa democracia é a violação do segredo de justiça. Este devia ser o único estigma, mas paradoxalmente quem o deveria proteger, é quem mais o viola. Como dizia António Barreto ao Público, neste país vendem-se as escutas…
O estigma de publicar o ponto de vista dos acusados existe e tem de ser combatido. É a única forma de se manter a liberdade de expressão e liberdade de imprensa em Portugal.
P.S. Só um dia depois do artigo ter sido publicado, o Diário Económico publicou a declarações de interesses que revela que Jardim Gonçalves é cliente da Lift


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