O post anterior fez-me lembrar de um conjunto de acções da Greenpeace em que simplesmente eles não tinham qualquer tipo de razão. Nomeadamente uma acção com a Vicaima, na altura cliente da antiga Bairro Alto, onde a Greenpeace a acusava injustamente de importação ilegal de madeiras exóticas da amazónia (o que proporcionou uma valente e bem merecida estalada de Álvaro Costa Leite ao câmara da SIC).
Não tendo razão, porque prossegue a Greenpeace este tipo de atitude?
Porque é mediática e viral. Faz-se ouvir nas suas preocupações e inibe os verdadeiros culpados de manterem as más práticas. A percepção é tudo. A verdade é secundária.
Os blogues e as redes sociais lançam a notícia. Os telejornais pegam na notícia e revelam a acusação. Não importa se é verdade, porque tendo a assinatura da Greenpeace, a responsabilidade fica clara. Se não for verdade, apenas os 5% verdadeiramente interessados ficam a saber. Os blogues não se dão ao trabalho de desmentir. Os telejornais rejeitam responsabilidades.
A percepção perdura…
São os novos terroristas. Os “Reputation Killers”.
Ps. Lembro-me há tempos do presidente da CMVM ter dito que acusava os ex-gestores do BCP de várias irregularidades já prescritas, porque, dizia “a reputação não prescreve”. Quem vigia os polícias?


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