Food for Thought

Mas qual liberdade de expressão?

21 de February de 2010 por CAN

Por Cláudia Nogueira,
Directora Executiva da Lift Consulting

 “Há dois tipos de liberdade: a falsa, na qual o homem é livre para fazer o que quer; e a verdadeira, na qual o homem é livre para fazer o que deve.”

Charles Kingsley

A liberdade impõe-nos alguns limites: os deveres. Sendo o principal respeitarmos o próximo. Na sua integridade, na sua reputação, no seu bom nome. Porque se impõem limites que nos devem proteger de ataques sem fundamentos ou, triste sorte a de muitos, sem provas. Porque a um País Democrata corresponde um Estado de Direito. Onde não pode valer tudo: os cidadãos têm de ser inocentes até prova em contrário. E devem ter o direito a preservar o seu bom nome. Qualquer um de nós, se se imaginar no papel de acusado, reconhece estes valores como imediatos.

Um caso concreto deste tipo de abuso é Gonçalo Amaral. Este ex-polícia é um mau exemplo de profissionalismo. E um mau exemplo pelo desrespeito aos limites da liberdade. Está habituado a fazer o que quer. É um homem condenado por maus tratos infligidos a testemunhas. É um homem sobre quem pesa uma queixa contra as suas acções (más, por sinal, já que ninguém pode aceitar uma polícia que arranca literalmente das suas testemunhas a confissão do que quiser…)no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. O mesmo para o qual ele diz que há-de recorrer pela decisão de hoje, de um Tribunal de Lisboa.

Recorde-se que Gonçalo Amaral escreveu um livro, que diz ser cópia do processo de investigação sobre o desaparecimento de Madeleine McCann, mas que classifica como a sua opinião do que terá acontecido. A uma morte acidental, Gonçalo Amaral acrescenta a ocultação rocambolesca do cadáver por parte dos pais. Uma opinião simples. Nada demolidora e por isso, quase (quer ele fazer-nos crer), inocente.

E este é o homem que se diz injustiçado. O homem que não faz o que deve. Este é o homem que, escondendo-se nos valores da liberdade de uma democracia, falha na essência, ao não aceitar democraticamente outras leituras de um mesmo tema. E sobretudo por prostituir essa Liberdade ao querer com ela convencer-nos que pode mesmo fazer (e dizer) o que quiser.

Porque se sente Gonçalo Amaral injustiçado? Por não poder fazer o que queria: «arrancar» confissões de um casal inglês, a braços com o desaparecimento da sua filha? Porque teve de lidar com pressões externas que evidenciaram o seu mau desempenho de coordenador da PJ? Porque não aceita outros pontos de vista que não o seu?

Então Gonçalo Amaral é o primeiro a desrespeitar a Liberdade. É o primeiro a falhar quando o que se espera de um polícia é que faça o seu trabalho. Que avance com estratégias de investigação. Que coordene as suas equipas. O caminho mais fácil é enveredar pelo caminho mediático. Acenando à opinião pública com a máxima de que a Liberdade nos permite fazermos o que queremos e bem entendemos. E num momento em que outros o fizeram e se deram bem com isso até há quem acredite.

Felizmente, ainda há advogados que discutem o tema no local certo e pela forma objectivamente prevista na Constituição, e aceitando à partida e independentemente da sua convicção, que qualquer resultado é possível. E Juízes que, perante o óbvio, decidem que a liberdade tem simplesmente demasiado valor.

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9 respostas até ao momento;

  • 1 santos // Feb 22, 2010 at 10:41 am

    A VERDADE DA MENTIRA GONÇALIANA

    O livro “A Verdade da Mentira”
    resume-se às suas duas últimas páginas:
    Não compre o livro A Verdade da Mentira .
    Basta-lhe fotocopiar as páginas 220 e 221

    —página 220—
    1. acusa (sem prova) a prática pelos McCanns do crime
    de simulação de rapto (crime p. e p. no artigo 366º do C.P.)
    Isto não é DIFAMATÓRIO ?
    2. recusa o depoimento de Jane Tanner sobre a hipótese
    de rapto ! Não o anulou nem o comprovou …
    3. Refere CONTRADIÇÕES nos depoimentos , verificadas
    entre os intervenientes , o que “de per se” é irrelevante “in casu” .
    Quem conhece o meio judiciário , sabe que isto é normal …
    E pateticamente diz que isto é crime de falso testemunho p. e p. no arti-
    go 360º do C.P. .
    Isto não é DIFAMATÓRIO ?
    4. Perante as INFINITAS hipóteses de entrada(=saida) no
    apartamento 5A do Ocean Club , a sua obsessão da janela aberta ou fe-
    chada ou a impossibilidade de lá passar , revelam a continua infantilida-
    de do investigador o mesmo que condenou a Leonor mãe de Joana , es-
    quartejada e escondida num pequeníssimo frigorifico onde não cabia !
    5. “Há um cadáver não localizado”(sic) ,
    - “constatação validada pelos cães ingleses EVRD e CSI “ (sic)
    - “ e corroborada pelos resultados laboratoriais preliminares “ (sic)
    O mui distinto “BRUXO” (?) GONÇALO AMARAL ,
    constatou (#) que havia um cadáver não localizado (!)
    (#) talvez em sonho com o pesadelo da tortura da Leonor …
    e depois , ainda , constatou tal facto com os cães ingleses !
    (Gonçalo Amaral é “ad minus” intelectualmente desonesto” )
    Ora , o próprio dono dos cães , Martin Grime , em entrevista televisiva
    e até consta do próprio processo (Volume IX) , os cães nada provam ,
    apenas dão indícios (certos ou errados) que têm que ser confirmados
    cientificamente , o que não aconteceu). Vejam ao que chegamos quando
    alguns parolos lusitanos até acreditaram que o cão ladrou dizendo que
    o cheiro a morto(a) era da Madeleine !!!

    —página 221— (com 5 pontos)
    “1. A menor Madeleine McCann morre no apartamento 5A do Ocean Club da Praia da Luz , na noite de 3 de Maio de 2007 ; “
    Não só não está provado que morreu , e muito menos
    com o pormenor “na noite de 3 de Maio de 2007” , e ainda muito menos
    que a morte tenha sido no apartamento 5ª do Ocean Club !
    E porque o detective Gonçalo Amaral até não provou que ela estivesse
    no apartamento 5A do Ocean Club !!!

    “2. Ocorreu uma simulação de rapto ; “
    Isto não é DIFAMATÓRIO ? até porque é crime não provado …

    “3. Kate Healy e Gerald McCann são suspeitos de envolvimento na ocultação do cadáver da sua filha ; “
    o que é crime p. e p. no artigo 254º do C.P. .
    Isto não é DIFAMATÓRIO ? até porque é crime não provado …

    “4. A morte poderá ter sobrevindo em resultado de um trágico acidente ; “
    IRRACIONAL (=ridículo) :
    Acidente ? (qual?) + Morte ? (à defesa, arrepia Homicídio…) – sem prova + crime de simulação de rapto
    + crime de ocultação de cadáver (onde?)
    O mui distinto detective desconhece o quem ? o qual ? o porquê ? o onde ? o como ? e o quando ?

    Isto cheira a “delinquência à solta” …
    “5. Existem indícios de negligência na guarda e seguran-
    ça dos filhos “

    Isto apenas se trata de “pimenta maldizente” para quem não tem mais nada para dizer …
    Para o reputado Manual MERCK , abandono significa ,
    falta de alimento , vestuário e carinho . Também não há abandono no
    filho de pai preso e mãe vendedora ambulante , com filho sozinho na
    rua e em casa , nem existe motivo para lhe retirar o filho , isto segundo
    Acórdão da Relação do Porto .

    E é a desonestidade intelectual de Gonçalo Amaral e/ou a sua frustração por ter sido dele removido por “vergonhosa e indecente má figura” que o leva a ter omitido no livro o despacho de arquivamento do processo
    que refere“ não foi conseguido qualquer elemento de prova que permita
    a um homem médio , à luz dos critérios da lógica , da normalidade e das regras de experiência , formular qualquer conclusão lúcida , sensata séria e honesta sobre as circunstâncias em que se verificou a retirada da criança do apartamento , nem enunciar , sequer , um prognóstico con- sistente” . Despacho de Arquivamento que foi assinado por dois Magis-
    trados …
    Gonçalo Amaral não é um homem médio ? Não é nem lógico nem normal ? A sua experiência não reflecte nem lucidez e sensatez nem
    seriedade e honestidade ? (x)
    Até na sentença que o condena a ano e meio de prisão , relativamente ao crime de tortura da Leonor , se lê : “ particularmente grave em pessoas que têm por objectivo combater o crime “ .
    Só um “delinquente” consegue sintetizar “acidente”+”morte”+”oculta-
    ção de cadáver” + simulação de rapto” !!!

    O livro A VERDADE DA MENTIRA
    é um INSULTO à INTELIGÊNCIA de QUEM a tem …
    e um elogio à “Chico-esperteza”
    de quem dele se aproveita …

    (x) isto , para quem tem pendentes crime por falsificação de documentos e crime por violação do segredo de justiça
    e crime por tortura de João Cipriano , irmão de Leonor .
    Ainda , com procedimento disciplinar !!!

  • 2 llaaeell // Feb 22, 2010 at 10:46 am

    Para os mal intencionados , menos avisados e quejan-
    dos , não houve crime de abandono p. e p. no artigo
    138º do Código Penal . A Madeleine não foi abando-
    nada num jardim qualquer . Ficou GUARDADA numa
    propriedade privada e VIGIADA regularmente . Para o
    reputado Manual Merck , abandono significa a falta de
    alimentos , vestuário e carinho . Para o Tribunal da
    Relação do Porto , filho “abandonado” em casa e na rua , com pai preso e mãe vendedora ambulante , não
    está abandonado nem existe motivo para lhes retirar
    o filho …

  • 3 llaaeell // Feb 22, 2010 at 10:48 am

    O livro AVM é um insulto à inteligência de quem a tem . Contem o que lhe convem para enganar o leitor e omite o que o pode desmentir – extra-livro: diz que ainda não disse tudo ! Procure o adjectivo adequado (e merecido…)
    O meu direito à minha liberdade de expressão termina onde começa o teu direito ao teu bom nome . Este pesa mais na
    balança do direito e da moral … Sem provas credíveis , G.A. difamando , “”acusou” os McCanns da (exagerada!) prática de 6(seis) crimes : simulação de rapto , falso testemunho , burla , abandono , ocultação de cadáver e (desonesta e veladamente)
    homicídio porque contraditória e simultaneamente refere ACIDENTE e MORTE (+ ocultação de cadáver =absurdo ilógico e irracional , puzzle que não liga …)
    Profecia : lhe vislumbro um macabro destino …
    Quão macabro o que ele fez a este casal …

  • 4 chris // Feb 22, 2010 at 2:30 pm

    i have read the book and i beleive every word that is in it.
    seems some people are getting very worried,i wonder why

  • 5 santos // Feb 22, 2010 at 5:07 pm

    O livro AVM é um insulto à inteligência de quem a tem . Contem o que lhe convem para enganar o leitor e omite o que o pode desmentir – extra-livro: diz que ainda não disse tudo ! Procure o adjectivo adequado (e merecido…) . Isto dá prisão ! ——————–
    O meu direito à minha liberdade de expressão termina onde começa o teu direito ao teu BOM NOME . Este pesa mais na
    balança do direito e da moral … Sem provas credíveis , G. A. difamando , ”acusou” os McCanns da (exagerada!)(#) prática de 6(seis) crimes : simulação de rapto , falso testemunho , burla abandono , ocultação de cadáver e (desonesta e veladamente)
    homicídio , porque contraditória e simultaneamente refere um ACIDENTE e MORTE (+ ocultação de cadáver =absurdo ilógico e irracional , puzzle que não liga …) .
    Profecia: lhe vislumbro um macabro destino …
    Quão macabro o que ele fez a este casal ! (#) Tantos quantos ele já praticou !…

  • 6 augusto // Feb 22, 2010 at 7:21 pm

    O livro AVM contem factos do processo Maddie que já não está em segredo de justiça. Contudo , o livro AVM que foi editado e vendido ou oferecido ao público não pode conter aqueles factos que possam ser considerados difamatórios , agravado pelo motivo de não
    estarem oficialmente provados pelas entidades competentes .
    Por exemplo , até num processo onde ficou provado que A roubou B , não pode B vir para a praça pública gritar que A é um ladrão ou publicar tal facto em pasquins de quiosque .
    É a Jurisprudência do S.T.J. e assim nos ensinam os artigos 26º e 37º da nossa Constituição …

  • 7 gonçalo amaral // Feb 22, 2010 at 7:33 pm

    Minha cara senhora!

    A ser verdade que faz parte da empresa Lift, só lhe recomendo cuidado.
    O seu texto é difamatório. A senhora e a empresa onde trabalha será accionada no local certo.

  • 8 henrique // Feb 22, 2010 at 7:37 pm

    Nada está provado , assim , o processo foi arquivado.
    A Maddie foi raptada porque é a hipótese mais provável …
    Morta ou Viva ? Apenas “desconhecidos” sabem a resposta …
    Toda a frutuosa ficção mediática para Gonçalo Amaral (já perto dos € 5.000.000,00) se apoia no ladrar de dois cães ! (e pior , decorrido imenso tempo sobre a data do desaparecimento, o que mais faz duvidar da sua eficácia) .
    O dono dos cães , Martin Grime , afirmou na TV portuguesa e ainda no Processo Maddie (vol. IX)
    que os cães nada provam . Apenas dão indícios certos ou errados , pelo que têm de ser cientificamente comprovados , o que não aconteceu porque não foi possível .
    “Errare humanum est” . Dogs ? NO !
    Ainda no século XXI existem pessoas que acreditam que os cães ladraram , dizendo que o cheiro era de morta e não de morto , e que a morta era Maddie , e ainda para não haver duvidas , ladraram o nome completo de Maddie , o seu dia de nascimento e o seu número de identificação !!! “castigat ridendo mores” Em 3 de Maio de 2007 ,
    data do desaparecimento de Maddie , estavam no
    Algarve , cerca de 15o pedófilos ingleses . É muito provável que o raptor seja inglês (ou fale inglês) e fosse conhecido de Maddie .

  • 9 Salvador da Cunha // Feb 23, 2010 at 9:47 am

    Senhor Gonçalo Amaral,

    O senhor arroga-se o direito de acusar, num livro, um casal de vários crimes hediondos, sem nunca ter sequer falado uma única vez com o casal Mccann. Lembro que quando o caso é arquivado, o casal mantém a presunção de inocência.

    Quando naturalmente um tribunal o vem impedir de manter uma versão manipulada e totalmente parasita dos factos, o senhor não tem humildade de aceitar e fala de mordaças e de violação de liberdade de expressão.

    Agora, quando uma directora da Lift assina um artigo de opinião a meu convite e no meu blog, o senhor vem com ameaças? Então a Claudia não tem o direito à liberdade de expressão? Ou esse é um direito só seu?

    Tenha juízo homem. Seja coerente. Lembre-se de que já não é policia. Já não pode andar sem seguro no carro, já não pode deixar de pagar impostos e segurança social, já não pode deixar de pagar as suas dívidas, já não pode ameaçar as pessoas a seu belo prazer.

    Azar.

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