Food for Thought

A eficácia da assessoria de imprensa

4 de February de 2010 por Salvador da Cunha

Fitametrica 

Ao colocar em causa o AVE como forma de medir a eficácia da assessoria de imprensa, o sector da comunicação e relações públicas coloca em causa a forma de provar aos clientes que o dinheiro que eles investem nesta ferramenta é bem gasto. O AVE não é um modelo perfeito, mas é um modelo exequível e comparativamente barato tendo em conta as alternativas. O AVE tem de ser complementado por outras ferramentas de medição, como relatórios de actividade, nível de alcance dos objectivos traçados e dossiers de clipping. Estamos a falar de assessoria de imprensa, que é apenas um dos serviços das consultoras de comunicação e relações públicas.

Deixar cair o AVE, neste momento, é deixar o sector cair no vazio em termos de medição. Quem é que beneficia com isso? (…) Exacto!  

Já agora, permitem-se que esclareça um conceito: o ROI não é um modelo de avaliação de eficácia das relações públicas. O ROI (Return on Investment) é um rácio que afere o retorno do investimento, seja ele qual for. A fórmula de calcular o ROI ou os KPI (Key Performance Indicators) tem de ser discutidos à anterior com os clientes e podem ser quase tudo: número de noticias publicadas, percentagem face à concorrência,  qualidade das noticias, eficácia dos seus efeitos (apenas uma noticia pode provocar os efeitos desejados pelo cliente) e ainda o contrário: evitar a publicação de notícias sobre determinada situação.

As alternativas credíveis ao AVE são os estudos qualitativos de notoriedade, percepção e reputação. Para já são estudos tão ou mais caros que as próprias acções de comunicação, pelo que a sua exequibilidade é muito reduzida.

Tendo dito isto, a Lift está em vias a adoptar o modelo de consultoria que a Burson Marsteller desenvolveu durante 2009 e começou a adoptar a nível mundial no final do ano: EBC – Evidence-Based Communication. Voltarei ao tema em breve.

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2 respostas até ao momento;

  • 1 robson // Feb 10, 2010 at 7:26 pm

    Muito bom!!

  • 2 Patrícia Marques // Feb 19, 2010 at 6:11 pm

    Caro Salvador, devo dizer que estou muito curiosa para saber mais pormenores do “EBC – Evidence-Based Communication”, dada esta temática merecer toda a minha atenção, sobre a qual estou a escrever um livro.
    Devo dizer que concordo em parte consigo mas considero que há muito para evoluir para além do AVE que não deixa de ser uma medida confortável mas redutora.
    Concordo plenamente que os estudos qualitativos (reputação, notoriedade, credibilidade) são a alternativa mais credível ao AVE, e se assim é, por que não torná-los mais acessíveis (financeiramente falando) aos clientes? A meu ver, viria alterar muito esta situação.
    Fico a aguardar os seus posts, que sigo com regularidade, sobre a temática.
    Obrigado.

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