Visão e liderança é uma das sete dimensões do «puzzle da reputação» que traduz a prática de gestão de reputação da Lift, baseada nas metodologias do Reputation Institute. É uma dimensão crítica para o negócio, por ser uma das dimensões que toca um maior número de Stakeholders. É também a dimensão que mais depende do líder executivo da empresa, o CEO.
Esta dimensão depende do que o CEO comunica, da forma como comunica e do seu conteúdo. Com base nessa comunicação formam-se percepções que influenciam comportamentos a atitudes. É com base nessas percepções que as empresas se diferenciam uma das outras, que criam os seus espaços, as suas ofertas, as suas promessas e valores. É por isso uma dimensão crítica para a actividade das empresas.
Ora a reputação dos CEO tem estado em baixo de forma, por todas as razões relacionadas com a crise internacional (principalmente no tema dos prémios de gestão), mas essencialmente pela cultura de inveja, cobiça e denuncia (sentimentos desprezíveis e miseráveis) que em Portugal tem sido cultivada por uma ala política mais à esquerda. Os Louçãs e Baptistas Bastos desta vida são em grande parte culpados pela cultura miserabilista dos que nivelam tudo pela mediocridade. Os meios de comunicação que lhes dão voz, tem outra parcela destas culpas.
Não é só a justiça que é lenta, não é só o país que é burocrata, não é só o Governo que não presta. Temos um país e uma comunicação social de dá voz aos invejosos, que dá palco aos despeitados e que promove os bufos. Uma tristeza.
Com isto, como ficam as percepções das empresas? Quem é o CEO que quer comunicar, para correr o risco se ser altamente criticado nos comentários anónimos às notícias dos jornais on line (uma vergonha que já devia ter sido consertada há muito tempo – onde anda a ERC?) ou ainda pelos energúmenos dos Baptistas Bastos desta vida.
Como proteger os CEO e as empresas deste tipo de situações e voltar a dar confiança à comunicação? food for thought.
Aceitam-se sugestões e comentários.


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