Food for Thought

Vantagem de não ter calos nos joelhos…

22 de January de 2010 por Salvador da Cunha

cartasCaro João,

Registo e respeito a tua opinião.

Como sabes o Jornal Briefing foi comprado pelo LPM (ou empresas por si controladas) em Julho do ano passado e lançado em Agosto sob uma capa de mentira, que dizia ser o João David Nunes O accionista promotor do projecto, quando a verdade que chateia era afinal outra. Em nome pessoal, e apenas nessa qualidade, fui o único a denunciar uma mentira mal escondida com propósitos muito claros de controlar os circuitos de informação do mercado.

Sabes tão bem como eu que, a propósito dessa minha denúncia, que antevia o que se veio de facto a passar em termos de independência do jornal em causa, a APECOM e eu próprio fomos violentamente atacados, mais uma vez de forma anónima e cobarde, pelo blogue da empresa proprietária da dita newsletter. As provas estão lá, para quem quiser ver.

Durante meses, das vozes do mercado não se ouviu um pio. Assistiram à vergonha de forma silenciosa, calada, ridiculamente reverencial. De joelhos. Incluindo a tua, o que muito me espantou. É por isso que digo, e mantenho, que o teu grito (aqui e aqui)  se tratou de um acto de coragem.

Por fim, penso que deverás ler bem o que escrevo: Este «apontamento» vincula apenas o autor e nenhum dos seus cargos, empresas ou instituições, muito menos a Burson-Marsteller.

A minha opinião pessoal não pode, obviamente, vincular a Lift ou o cargo que através da Lift represento na APECOM. Isso está bem explicito no Blog. O que proponho ou decido nessas instâncias não transparece no meu blogue pessoal, como é obvio.

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2 respostas até ao momento;

  • 1 jd // Jan 22, 2010 at 7:28 pm

    Ora aí está um elogio que me agrada: estar sempre à espera que eu não seja reverencial.

    Divido a coisa em dois:

    1. Apesar de não ser uma situação clara, haver conflito de interesses nos accionistas e linha editorial de um Media não implica ou não deve implicar que o Media sucumba aos interesses do accionista.

    2. É uma questão de prática. E prefiro verificar a prática primeiro.

    Idealmente é de se evitar o primeiro ponto. Mas entre evitar o primeiro ponto e haver a possibilidade de continuarmos no mercado com um Media, prefiro esta última hipótese. Desde que dentro de claras balizas de independência editorial.

    Resumindo, não condeno a priori. Só a prática me faz condenar ou não.

  • 2 jd // Jan 22, 2010 at 7:28 pm

    e… ficou a faltar no comentário… Bom fim-de-semana. abr jd

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