Ler o Expresso entre a meia-noite e a 1 da manhã tem as suas vantagens. Sempre podemos ser dos primeiros a comentar o que por lá se passa. Não o vou fazer muitas vezes, mas esta semana não resisto a pelo menos quatro apontamentos:
- O Nicolau Santos faz uma pequena coluna acerca de Ricardo Salgado e a mudança de opinião relativa aos centros de decisão nacional no caso da OPA à Cimpor. Nessa pequena coluna faz uma coisa extraordinária, muito mais relevante e muito mais subtil, acaba assim: «Eu escuso-me de comentar os pensamentos de geografia variável do presidente do BES (e assim evito chatices). Eles comentam-se por si mesmo.»
Mesmo assim vai ter o Paulo e o Sr. Martins à perna às nove da manhã. O que é uma chatice. - O Salvador Guedes vem nas setas para baixo, porque perdeu uma acção contra o Berardo no caso da Sogrape. É este o país que permeia os «chantagistas mediáticos» no capital das empresas. Eu teria colocado nas setas para cima, porque pelo menos tentou. Critérios.
- O meu concorrente João Duarte comprou 15% da Torke. Está de parabéns. O André Rabanea parece estar-se «borrar» para o negócio, mas isso é só uma imagem!!! As relações públicas e a guerrilha devem conviver de mãos dadas. Mas tudo depende do preço a pagar. Desse, nada!!!
- O Ricardo Monteiro reclama a liderança do mercado da publicidade em Portugal e fala dos seus critérios. Acho bem. Cada um reclama o que quiser. O Edson em tempos reclamava a liderança no ranking da felicidade. Como deixou de o fazer, ocupo eu esse lugar.


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