“Is it OK for journalists/bloggers to name and shame persistent PR professionals?” é a sondagem do momento da PR Week. 51% dos 223 votantes diz que sim. Eu digo que não, mas compreendo os «sim». Compreendo que um jornalista não esteja para ler mais de 200 e-mails diários com informação que não lhe interessa profissionalmente. Compreendo que um jornalista não esteja para abrir e ler e-mails que gente que nunca viu na vida.
Esta sondagem vem na sequência de uma campanha internacional feita por jornalistas e bloggers que pretendem colocar um fim nos biliões de press releases irrelevantes que são emitidos todos os dias. É de facto uma verdade que pode ser inconveniente para muitos, principalmente para aqueles que vêm na profissão assessor de imprensa apenas uma forma de divulgar informação por e-mail para bases de dados de jornalistas que não conhece.
O papel do assessor de imprensa é mesmo o oposto desse. O assessor de imprensa ou o consultor de comunicação deve ser um perito no relacionamento com os meios de comunicação social. Deve conhecer razoavelmente bem os jornalistas a quem se dirige, mas sobretudo deve saber se a informação que lhes transmite, independente do formato, é ou não relevante. Quem está do outro lado (jornalista ou blogger) deverá ver nesse assessor de imprensa um facilitador e alguém que é respeitado e respeitável. Porque em 20 anos de profissão há uma coisa que eu nunca vi: um jornalista insatisfeito com as fontes que lhe deram uma grande caixa.
É essa a grande diferença entre quem influencia e quem não tem relevância. E é O factor diferenciador que deve conduzir quem contrata os seus serviços. Porque, meus senhores, a consultoria em comunicação e a assessoria de imprensa NÃO SÃO UMA COMMODITY.
Não são serviços idênticos, não são prestados por pessoas idênticas nem com metodologias idênticas e sobretudo não tem preços comparáveis.
Tendo dito isto, afirmo que estes jornalistas têm alguma razão, mas não tem toda (como diz aqui a Filipa Trigo).


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