O Bloco de Esquerda considera a queixa-crime de Paulo Teixeira Pinto contra Louçã, por difamação, “uma ameaça sem significado e inaceitável, que pretende limitar a liberdade de expressão”.
O Bloco de Esquerda prova uma vez mais que não é um partido democrático, porque não se limita a liberdade de expressão quando se coloca um processo em tribunal. Os tribunais fazem parte da democracia para decidir se há ou não crime nas palavras de Louçã. Uma análise prévia, como a que foi feita, ou se destina a influenciar uma decisão do tribunal, o que é inaceitável por um partido político, ou prova simplesmente que o Bloco não compreende a democracia na sua essência.
A liberdade de expressão, na minha opinião, termina no exacto momento em que a mentira, a demagogia e a hipocrisia ofende o bom nome e a reputação de uma pessoa ou instituição. É isso que está consagrado na Lei e é isso que faz sentido.
Para o Bloco de Esquerda, a liberdade de expressão permite tudo? Posso então, ao abrigo do mesmo principio chamar a Francisco Louçã de mentiroso, demagogo, aldrabão, impostor, trapaceiro, trafulha, embusteiro, intrujão, etc.? Até pode ser a minha opinião sobre Louçã, mas se fosse, posso publicamente afirma-la?



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