Impressionante a entrevista de Pedro Ferraz da Costa ao Expresso.
Eu sempre gostei dele. Podia não servir os interesses da maioria dos seus colegas na CIP, podia ser muito criticado por não vergar aos interesses instalados, podia mesmo não ser o homem certo para ser patrão dos patrões.
Mas o facto é que se trata de uma pessoas frontal, diz o que pensa e não tem medo de represálias. Ferraz da Costa é conhecido por colocar o dedo na ferida, mas ontem, na entrevista ao Expresso, colocou um braço inteiro na ferida do regime, abriu a mão e rodou o braço (tente imaginar a cena). Fê-lo para provocar dor, e deve ter provocado.
Diz de Manuel Pinho que ele é maluco. De Jaime Silva que não servia nem para Director Geral. Quando chega a Lino, generaliza e lança a farpa: será que eles (ministros) são mesmo assim ou têm de engolir os disparates de um Primeiro-ministro que faz gala em não fazer remodelações?
O pior deixa para o fim… «os empresários calam-se porque tem medo (e com razão, digo eu) de represálias, fechando com um tristemente dramático, mas igualmente pragmático: «Portugal não tem dimensão para se roubar tanto».
Pedro Ferraz da Costa sim, sabe o que diz. Sem entrelinhas nem meias verdades.
Gostava que nesta entrevista o Expresso tivesse feito o que às vezes faz: remeter para o site a quem quisesse ler mais.
“Portugal não tem dimensão para se roubar tanto”
16 de August de 2009 por Salvador da Cunha
Tags: · Expresso, Ferraz da Costa


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