Pala mão de um amigo, chegou-me um SMS que dizia «Já viste o texto da Inês Pedrosa sobre agência de comunicação no Expresso? Não sabe o que diz…». Fui ler, apesar de nunca ter gostado de uma linha que a autora da «Crónica Feminina» escreveu. Nestas crónicas sempre a achei apenas fútil, a escrever por obrigação. Não quero desvalorizar outros trabalhos literários que tenha produzido, mas estas crónicas simplesmente não prestam.
Esta semana escreve sobre empresas que colocam cartazes de candidatos nas campanhas eleitorais e chama-lhes «Agências de Comunicação». Só conheço uma que faz isso, porque faz tudo e, por isso mesmo, acha-se a maior. De resto, os cartazes são colocados pelas bases dos partidos e pelas gráficas. Não pelas agências de comunicação.
Voltando à Inês Pedrosa: se não souber distinguir a estrada da beira da beira da estrada, não escreva sobre o trânsito. E não absorva a fácil opinião, cada vez mais comum na classe dos invejosos, de que ganhar dinheiro é pecado.


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