Depois de um Domingo solarengo em São Francisco, onde tive a oportunidade de conhecer os principais cantos desta cidade fabulosa, seguiram-se 3 dias intensos de trabalho, no «Global Leadership Meeting» da Burson Marsteller. Foi uma experiência intensa, cansativa, mas fabulosa. As minhas expectativas foram largamente ultrapassadas, e já vinham elevadas. O que é bom.
Participaram na reunião todos os Top Managers da empresa, desde Harold Burson, com os seus oitenta e muitos anos a transbordar de energia, Mark Penn, presidente mundial da BM, Patrick Ford (CEO para os EUA e o único consultor que conheci que é maior do que eu) e Jeremy Galbraith, CEO para a EMEA.
O Harold, no alto dos seus 1,65 metros, faz as delícias das consultoras que o mimam com festas e beijos e constitui um «exemplo a seguir» para os consultores, que ambicionam chegar ao mesmo patamar de idade, com o mesmo tipo de mimos. Não creio que os mais velhos dos consultores portugueses venham algum dia a gerar este tipo de simpatia, mas nunca se sabe.
Para além de ser uma reunião de orientação estratégica, a ideia desta concentração foi também ouvir a experiência de 80 e muitos líderes das subsidiárias e afiliadas que a empresa tem pelos 5 continentes, cruzar com a dos líderes das várias práticas e com os líderes dos 25 principais clientes da BM a nível mundial. Estavam por isso mais de 130 pessoas, a debitar experiências, falar de conjunturas, discutir metodologias e afinar estratégias para os próximos dois anos.
Houve mais dois objectivos muito concretos: «Networking» e «Spend time together». Nunca pensei que fosse tão relevante, mas o facto é que em três dias fiz bons amigos e bons contactos. Brasil, Angola, África do Sul e Moçambique foram novos conhecimentos que ficaram, para além de outros menos relevantes para Portugal como o Chile ou o México. Aprofundei o relacionamento com Espanha, Inglaterra, Itália, Bruxelas (Europa) e alguns países escandinavos e de leste, que já conhecia de outras reuniões.
Aprendi duas grandes lições com esta mega reunião: a 1ª é que na Lift Consulting não estamos nada longe do melhor que se faz no mundo. E não tenho dúvidas que aqui estiverem alguns dos melhores consultores do mundo. Fazemo-lo talvez de forma mais intuitiva e menos metódica, mas o carácter estratégico que imprimimos à comunicação é semelhante.
O esforço para aqui chegar foi, no entanto, muitíssimo superior, o que me leva à segunda lição: Leva muito mais tempo a aprender e a absorver as novas práticas quando se está isolado do que quando se está associados a uma consultora mundial de primeira água como a Burson Marsteller. Como Exclusive Afilliate (tem acesso aos mesmos recursos, metodologias e clientes que os escritórios locais, mas não é participada financeiramente pela empresa mãe) a Lift Consulting tinha duas hipóteses: ou ficava sentada à espera que os clientes caíssem (atitude pouco inteligente), ou absorvia, mesmo com custos financeiros avultados, tudo o que a BM lhe proporciona, que é muitíssimo. Optamos claramente pela segunda opção.
Trago por isso ideias novas para o mercado, que terei o maior dos prazeres em partilhar com clientes e potenciais clientes.


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