José Sócrates está definitivamente em baixo de forma. Uma das qualidades que lhe era reconhecida por muitos adversários era a sua crescente performance comunicacional, que veio do «nada de especial» quando andava pelo Governo de Guterres, para «Excepcional» há menos de um ano.
Ou porque anda abatido por causa do Freeport, ou porque entrámos em época eleitoral na maior crise económica de que há memória viva, deve ter havido um chip (provavelmente da Quimonda) que lhe falhou e os seus dotes comunicacionais evaporaram-se.
Ontem teve Soares dos Santos, um dos mais prestigiados e respeitados empresários portugueses a apelidar de «intolerável» a demagogia do primeiro-ministro. No final do dia, Bagão Felix desmontou brilhantemente o plano «Robin dos Bosques» revelando que as poupanças anuais são de 9 milhões de euros, o que dá cerca de 1.8 euros por ano para cada «não rico», ou 15 cêntimos por mês. Bagão ainda deu uma alfinetada a numa certa imprensa passiva, a quem apelidou de «domesticada», por não se insurgir contra este tipo de demagogia.
Num país em que o Governo de Sócrates obriga os vencedores de concessões de auto-estradas a gastar meio milhão de euros em cada evento de inauguração (provavelmente para financiar as eleições), o mínimo que devia fazer era não inventar trapalhices.


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