Um a um vão caindo nas malhas das próprias dívidas. Diz-se que nem tordos. As capas do Jornal de Negócios e do Diário Económico vão dando conta dos problemas de empresários hiper-endividados em processo de renegociação de dívidas com a banca, por terem dado passos maiores que as próprias pernas.
Uns dizem que foram vítimas do mercado. Eu diria que também foram vítimas do mercado, mas sobretudo da sede de poder. Não que isso tenha algo de mal, mas não pode ser obtido a qualquer custo.
Os próprios bancos que lhes emprestaram dinheiro para a construção das participações estão agora a braços com problemas gravíssimos de imparidades, que se resolvem ou pagando caro a resolução dos problemas (ver link) ou recebendo garantias adicionais de valor ambíguo (ver link). Os próprios empresários admitem que só sabem que nada sabem (ver link) – Onde é que já ouvi isto?
O grave é que é o banco do Estado que está a braços com o maior número de problemas: por um lado foi que emprestou mais dinheiro aos primeiros, depois é quem fica com o refugo (toxico) da crise portuguesa. Quem quer ser o próximo presidente?


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