Amanhã irá ter lugar um dos testes mais violentos às previsões do Governo português para evolução da economia. Será a primeira grande prova de José Sócrates em ano de eleições. Neste momento uma das ponderações do primeiro ministro deverá ser faltar à conferência: mas nunca o fez no passado. Seria uma demonstração de pânico, nacional e internacional. Por isso, às 5 da tarde, lá estará.
Enquanto, contrariado, o Governo lá fez uma revisão das suas estimativas baseadas nas novas previsões do Banco de Portugal, as críticas ao executivo avolumam-se. O Economist Intelligence Unit, avança hoje (ver link) com previsões violentíssimas para Portugal em 2009: PIB cai 2%, desemprego sobe para cima dos 8%, défict orçamental ficará nos 4,5% e pela primeira vez a inflação será negativa (deflação) em 0,3%.
Até ex-aliados vem a terreiro alertar o país. Numa entrevista publicada hoje no Correio da Manhã (ver Link), Luis Campos e Cunha, o primeiro ministro da finanças de Sócrates classifica a tentativa de «esconder a actual crise dos portugueses» como «uma gigantesca operação de ocultação do Executivo socialista». Isto é grave.
Amanhã o “The Economist” irá ter oportunidade de explicar ao primeiro-ministro e ao país as suas previsões e este irá por certo tentar contrariar a opinião da área de inteligência da prestigiada revista com o falhanço das previsões de outros anos (a equipa de Sócrates, incluindo o seu velho Spin Doctor, deverão estar agora a preparar o ataque a esta previsões)


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