Ao contrário de Nicolas Sarkozy, que acabou de aprovar em França um plano de 200 milhões de euros de apoio à Imprensa e outros órgãos de comunicação social (ver artigo no Público), que pretende mais dinâmica e independente (medida que apoio a 200%), Sócrates deverá neste momento estar mais inclinado para adoptar um de dois modelos alternativos e radicalmente opostos: o modelo Cubano ou o Venezuelano, do seu mais recente melhor amigo Hugo.
“Porqué no se callan?” terá perguntado ontem em Zamora, em plena cimeira Ibérica, ao seu Spin Doctor, a propósito da frenesim dos jornalistas portugueses em torno do caso Freeport. «Estáis perdiendo influencia, hombre?». Há! Se calhar é a Sabática.
Nos últimos dias tenho-me lembrado de Ines Serra Lopes e do seu Independente de 2005, e das várias pressões desenvolvidas junto de vários possíveis investidores para que não se viabilizasse aquele jornal, numa estranha coincidência com o que se passa hoje com o Sol. É pena.


1 resposta até ao momento;
1 Inês Serra Lopes // Jan 25, 2009 at 7:16 pm
Muitos continuam a distorcer esta história toda porque não podem admitir, em 2009, que foram manipuladas em 2005. Portanto, assobiam para o ar e fingem que “agora é diferente”. Já cá andamos há muitos anos e, com o tempo, percebemos que os mesmos, são sempre os mesmos… Que tal relerem agora os desmentidos da PGR na altura: “o documento publicado (pelo Independente) não faz nem nunca fez, parte integrante de qualquer processo judicial”. E os “colegas a escrever: segundo a procuradoria, o documento é falso… Falso??? Não ficou provada qualquer cabala. O que ficou provado é que o tal documento era genuíno (ao contrário do que escreveram os do costume) e que era o documento de buscas da PJ – que só não fazia “parte integrante” do processo porque esses documentos, da polícia, nunca são “integrados” nos processos (e por acaso, deviam ser). Há mais, mas fica para outra altura. Nem tudo se pode dizer ainda..
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