A propósito deste post, fica só a recordação de alguns bons jornalistas que foram obrigados a deixar o activo para outras áreas de actividade: Sérgio Figueiredo e Miguel Coutinho (ex directores adversários nos diários de economia), José Diogo Madeira, José Barata, Luisa Bessa, Luis Fonseca e na semana passada o Pedro Marques Pereira. Estes são apenas alguns exemplos de bons jornalistas de economia que chegaram a directores e que saíram há menos de dois / três anos. Muitos outros há, que não tendo chegado ao topo da carreira, tiveram optar por outras alternativas. Outros que ao correr da pena não me vêm à memória.
O Jornalismo em Portugal, infelizmente, não é suficientemente rentável para pagar as contas… O que é uma pena e um sinal de que o jornalismo e as empresas tem andado de costas voltadas.
Um jornalismo sustentável é bom para a democracia. É necessário que o mundo empresarial entenda que só sustentando a imprensa consegue bons equilíbrios democráticos. É necessário que o Jornalismo entenda que também se vendem jornais com boas noticias (veja-se o caso Espanhol). É necessário que o Jornalismo apoie as empresas que o podem financiar. Mas sobretudo tem de ser mais útil, mais relevante, mais analítico e menos preocupado com a «caixa» do momento.
Mas as empresas também têm de compreender um conjunto de regras básicas, que passam pela absoluta necessidade de independência editorial dos jornais. Sem isso nada funciona.
A confiança entre o jornalismo e o mundo empresarial tem de ser restabelecida, porque é a única forma de quebrar o ciclo vicioso e criar o ciclo virtuoso que de o sistema necessita.


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