Estive em Berlim no final da semana passada, nas reuniões do Juri dos European Excellence Awards. Para além o sucesso da iniciativa (cresceu 40% em número de aplicações de um ano para outro) notou-se no semblante dos meus colegas o sentimento negativo de quem se prepara para atravessar uma forte tempestade. As conversas de corredor, nos intervalos das votações, foram todas no mesmo sentido: a aproximação da crise e a preparação das empresas para a atravessar.
Senti um medo latente da crise, principalmente da componente incerteza e desconhecimento. Mas por lá andava um optimista com uma teoria interessante: as expectativas sobre esta crise já são tão baixas, os comparativos tão negativos, que a realidade irá surpreender pela positiva. O inverso do desta conjectura de Eduardo Barroso.
Depois de exposta a teoria, os sorrisos voltaram aos rostos sombrios. Uma luz ao fundo do túnel. Numa coisa todos concordaram: a crise pode ser muito violenta, mas vai ser muito rápida. Muito mais rápida que todas as anteriores.

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