Em condições normais, seria perfeitamente contra a nacionalização do BPN. Se está em dificuldades graves, então que caia. Que vá à falência. Que sejam activados os mecanismos de protecção dos clientes e se deixe o mercado funcionar.
Mas de facto, permitir uma falência num cenário caótico como o que se vive internacionalmente, era um sinal terrível para o mercado e de profunda injustiça relativa. Para não dizer que esta medida está no código genético do actual Governo. Veja-se a pronta saudação do PCP.
O custo do Estado para evitar o pânico está na solução encontrada: nacionalizar contra todas as expectativas e deixar o ónus do custo da nacionalização para os accionistas. Mas abre um precedente grave: quem não conseguir elevar os capitais base para 8% pode reclamar a mesma medida.

1 resposta até ao momento;
1 Nuno Sanches Osório // 3, 2008 at 7:02 pm
Parabéns pelo teu blog. Só hoje soube que matavas o vício aqui.
Quanto ao tema: não concordo nada com a “nacionalização”, como deves calcular.
Como o espaço dos comentários é muito pouco “user friendly”, fico por aqui.
Grande abraço. Nuno
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