Foi com alguma nostalgia que vi a sobrecapa de hoje do Diário Económico. Afinal há 19 anos passei a noite em claro a ver a impressão de um novo jornal diário que, horas antes, tinha ajudado a escrever. Tinha então pouco mais de um ano de experiência como Jornalista no Semanário Económico, para onde entrei pela mão do Nicolau Santos. O Diário Económico foi um projecto de grande coragem e grande visão do Jaime Antunes, do Nicolau e da La Salete. Foi com a La Salete Fernandes que aprendi 80% do que era ser jornalista de economia e por isso estar-lhe-ei sempre grato.
Ver um jornal diário nascer é uma emoção fantástica. O cheio da tinta e do papel, o barulhos das máquinas, o impulso de coleccionar os primeiros números, os primeiros artigos assinados, as entrevistas aos Presidentes das empresas. Tudo extravasava as expectativas de um puto de 23 anos. Repeti a experiência por mais três vezes na fundação do Público e da Valor e, muito mais tarde, já como accionista fundador (não como jornalista) do Jornal de Negócios e do Canal de Negócios.
No Público tivemos seis meses a trabalhar para «O Boneco», uma graça de «O Independente» sobre a demora na saída do jornal. Na altura O Independente tinha como director o Miguel Esteves Cardoso (hoje capa da Sábado), o Paulo Portas e a minha mãe, a Helena Sanches Osório.
O Jornalismo e a comunicação está-me no sangue desde sempre.


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