Não é necessariamente uma má noticia para a Lift e Imago o facto de ambas termos decidido prudentemente suspender um processo negocial que decorria desde Maio com vista à fusão das três empresas (Lift, Imago e Bago). A crise que se avizinha condicionou determinantemente o modelo de negócio que estava pensado, que passava pela integração da Imago na Lift e na Bago, conforme se tratasse da área de consultoria ou de produção e organização de eventos.
Os accionistas da Imago passavam a ser também accionistas da nova realidade e nasceria um grupo líder em vários indicadores, com vários consultores de topo. O risco que foi detectado está no mercado, não nas empresas. E a crise que vem é séria, não uma brincadeira como foi a de 2003. É debaixo desta perspectiva, que a Lift e a Imago irão atravessar a tormenta. Na bonança se verá como se irão reaproximar, sendo que estrategicamente continua a fazer todo o sentido.
Há uma máxima que se pode aplicar aos velhos e cansados agentes de comunicação: quanto mais alta é a percepção da sua altura, maior é a percepção da queda. Isto a propósito de uns apontamentos maldosos que andaram a ser feitos por quem anda nas nuvens sem pára-quedas.


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