A propósito do post anterior e dos comentários que provocaram, quero deixar claro que eu pessoalmente não sou a favor, neste momento, da elaboração de rankings para o sector da consultoria em comunicação.
Por três razões:
1. Porque a ser feito deve-o ser, exclusivamente, no âmbito da APECOM e para dentro do sector;
2. A sua metodologia deverá ter o acordo de pelo menos 75% dos membros da associação ;
3. As empresas multinacionais, que ainda estão impedidas de divulgar dados financeiros, são essenciais para a formulação de um ranking. Sem elas, volta a não fazer sentido.
Mas um ranking tem as suas vantagens, que passam, não pela afirmação individual de lideranças, mas pela demonstração da verdadeira dimensão do sector. Teria também a vantagem de acabar de vez com as com as falsas lideranças, alicerçadas em «alcavalas» que contribuem para a facturação global, mas não contribuem para o referido “fee income”.
Auto-proclamar lideranças com base em compra de espaço publicitário, impressão de revistas de clientes, gestão de patrocínios ou organização logística de eventos, não só é desonesto como acaba por ser uma estratégia de curto prazo. «You Can’t Fool All the People All the Time »
Se não estou de acordo com a formulação de um ranking, sou um fervoroso adepto da divulgação de dados sectoriais para estudos de benchmark. É nesta perspectiva que o «fee income» é importante.


2 respostas até ao momento;
1 franciscofale // Oct 9, 2008 at 11:14 am
Gostava de saber como se faria o que sugere, talvez fazendo de certas empresas uma manta de retalhos?
Por mim uma empresa é um todo, pode ter áreas de acção diferentes, mas é sempre um todo.
2 Salvador da Cunha // Oct 9, 2008 at 12:03 pm
Caro Francisco Fale,
As empresas não tem de ser mantas de retalho. Fazem negócios legítimos, ganham dinheiro e está tudo bem. O que não podem fazer é dizer que são líderes de um determinado mercado, quando grande parte da sua facturação está em sub contratos de outros mercados. Por exemplo no Corporate Publishing, toda a mais valia da empresa conta para «fee income». O que não conta é a parte da gráfica, entende? Por exemplo, no planeamento e compra de espaço, conta o planeamento não pode contar a compra. Entende? E por ai em diante.
Senão corríamos o ridículo de uma pequena consultora ganhar um concurso de planeamento e compra de espaço no valor de 8 milhões de euros e vir reclamar que é líder na área de consultoria. Isto não cola, pois não?
Já agora posso dizer-lhe que o fee income é um conceito aceite em todo o mundo com o que melhor define a dimensão de uma consultora de comunicação.
Estou especialmente grato por ter tido a oportunidade de responder ao seu comentário. Especialmente sabendo de onde vem. Para que fique registado e quem quiser possa ver, o seu IP é o 62.28.47.210.
Abraço,
Salvador da Cunha
Deixe um comentário