Quando Manuela Ferreira Leite, nas suas raras intervenções, veio afirmar que o PSD iria votar contra o Orçamento de Estado, fê-lo mais uma vez de forma impreparada. Deixou o flanco aberto e o PS rapidamente aproveitou, dizendo que o PSD quando vota contra este orçamento de estado está de facto a votar contra o aumento das pensões, contra o aumento histórico da função pública, etc., etc.
O que MFL deveria ter dito era: “Apesar do PSD concordar a aplaudir as medias X, Y, e Z, não pode deixar de votar contra este orçamento porque para além da razão W (pouca transparência), estamos vigorosamente contra as medidas P, T e O”. ”E estamos contra estas medidas por blá, blá e blá.”
Não há nada de artificial neste tipo de abordagem. E não se mexe no que é o essencial do conteúdo. Mas em comunicação política uma das ferramentas base é prever o caminho do adversário e cortar-lhe logo uma série de saídas. Prever e desconstruir os argumentos do adversário são um dos principais papéis do comunicador. E isso está a ser feito no PSD?



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