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A importância do “fee income”

8 de October de 2008 por Salvador da Cunha

A medida internacional que tem contribuído para a construção de rankings no sector da consultoria em comunicação e relações públicas tem sido historicamente a do «fee income» por ser a única medida que expurga as normais alcavalas que empolam a facturação das empresas. E o que é o «fee income»? Grosso modo pode ser equiparado aos honorárias + margens. Calcula-se retirando à facturação os Sub-contratos, e parte dos FSE desde que se assumam como custos variáveis.

São genericamente quatro os serviços que normalmente empolam a facturação das consultoras e que não fazem parte «fee income» :

  • 1. Compra de espaço publicitário – Há muitas consultoras que ainda compram espaço publicitários aos seus clientes e o facturam directamente. Desde negócio, legítimo, só conta para o «fee income» a margem que fica do lado da consultora (que tipicamente pode variar entre 5% e os 15%)
  • 2. Organização de eventos para terceiros – toda a operação logística dos eventos, se não for organizado directamente pela consultora, também fica fora do “fee income”. Neste caso, vale para o «fee income» a factura do conceito.
  • 3. Corporate Publishing- Outra actividade habitual nas consultoras de comunicação. A produção de revistas e news letters de clientes é um negócio de grande volume, que naturalmente empola a facturação. Neste caso deverá contar apenas a margem do negócio.
  • 4. Gestão de patrocínios. A gestão de patrocínios é também uma forma de alavancar a facturação. O que deverá contar é a margem que a consultora tem na intermediação e não o valor global cobrado aos clientes.

O que entra directo para o cálculo do «fee income» são os fee’s cobrados aos clientes, sob a forma de avenças (mensais ou trimestrais) ou fee’s de projecto. É essa a verdadeira dimensão de uma empresa de consultoria. É o único indicador financeiro que pode reclamar a liderança deste mercado.

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