Food for Thought

Mercado da reputação alarga

26 de August de 2010 por Salvador da Cunha

perceptionFoi há cinco anos que a Lift acordou pela primeira vez com o Reputation Institute a representação em Portugal. Medir a reputação de uma empresa é uma ideia difícil de incorporar num tecido empresarial que até há pouco tempo estava completamente alheado deste tipo de conceitos de gestão. Mas a crescente importância das métricas reputacionais em Portugal e a relevância deste serviço, obrigam a uma profissionalização e à criação de estruturas dedicadas. Esse facto levou à mudança de representação para a On Consulting, do Grupo On Strategy (parceiros da Lift). Não obstante, a Lift Consulting mantém uma metodologia de consultoria em comunicação estimulada pelos conceitos de gestão de reputação.

Hoje deixamos de estar sozinhos neste campo. A Marktest, com metodologias próprias, desenvolveu um ranking de reputação que irá apresentar no próximo dia 21 de Setembro. É uma boa notícia para o mercado.

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A vergonha não tem limites?

17 de August de 2010 por Salvador da Cunha

vergonhaNa semana passada escrevi, propositadamente, um post sobre a evolução da Lift Consulting. Não foi inocente: serviu para antecipar as asneiras que, estava certo, seriam escritas pelo Briefing neste artigo.

Hoje em dia é fácil saber a facturação da maioria das empresas. Como eu previa, os erros deste artigo são muitos e grosseiros. Mas não só: a interpretação do Briefing é, no mínimo, vergonhosa. O critério escolhido foi a facturação das empresas no mercado interno, único ranking onde o antigo líder de mercado consegue manter a liderança. É ridículo.

De facto a Cunha Vaz & Associados não facturou os 3 milhões de euros que diz o Breifing, mas sim 20,5 milhões de euros.  Cresceu mais de 300 por cento. Cresceu em Angola e outros mercados, é certo, mas o mérito está lá, não pode nem deve ser escamoteado.  A Cunha Vaz, com este nível de facturação, passou a ser o líder do sector em Portugal.

Outro erro: de facto, a LPM não cresceu 10% como diz no artigo, mas sim uns sofríveis 5%. Passou de 8,6 para 9,1 milhões de euros. Se calhar o mercado de exportação deixou de ser relevante para esta empresa, mas já foi. Agora, num estratagema de Spin, colocam-se os números à medida das ambições?

Outra desonestidade (não esperava eu outra coisa) relaciona-se com a facturação da Lift. De facto, o Briefing usa os dados do Grupo de 2008 e compara-os com os dados simples de 2009. E faz isto sabendo bem que não poderia comparar uma coisa com a outra. Vai buscar os dados de 2008 publicados no Piar (estão certos e são referentes ao grupo Lift) e compara-os com os dados simples da Lift de 2009, descontados da facturação fora de Portugal. Diz que a Lift decresceu 16%. É mentira…

A facturação do grupo Lift (sem Frontpage) referente a 2009 é de 4,24 milhões de euros (mais 17,2%). Com Frontpage foi de 5,47 milhões (mais 50,4% do que em 2008). Isolada, a facturação da Lift é de 3,05 milhões e não de 2,84 milhões como diz o Briefing, o que representa um crescimento de 43%. Como se vê, o briefing em relação à Lift falha em todas as contas. E falha de propósito. Falha conscientemente.

Mas há mais: no caso da Yougnetwork não estão contempladas a Press Directo, a Meritor Media (Croácia e Macedónia) e a Youngnetwork Angola.  Em relação ao Grupo GCI, apesar de não compreender em toda a sua extensão a forma como se pode medir a facturação, sei que pelo menos uma das empresas do grupo não está contemplada. Volta a falhar na Frontpage, cuja facturação foi de 1,23 milhões de euros e não 1,05 milhões de euros.

Ou seja, como previsto neste blog há um ano, o Briefing foi comprado para servir os interesses dos seus donos. Mas como toda a gente sabe ao que vem, o Briefing não tem qualquer tipo de credibilidade e com isso arrasta a já fraca reputação dos seus proprietários. Tem a ver com Ética nos negócios. Tem a ver com moral.

Já se sabe que a crise traz mau jornalismo. Mas disto, eu tenho vergonha…

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O spin de Pacheco Pereira

16 de August de 2010 por Salvador da Cunha

spin_vgaPacheco Pereira nunca viu notícias de Cavaco Silva na sua casa em Boliqueime? Ou nunca viu Mário Soares na sua casa da Praia do Vau? ou ainda a ser entrevistado de barriga à mostra na praia com o mesmo nome? Ou nunca viu Alberto João Jardim a passear na praia de Porto Santo com a sua entourage? ou Jerónimo no Alentejo? ou qualquer líder político em férias?

Se sim, este seu post sobre Pedro Passos Coelho não tem razão de ser. É puro Spin, que para quem não sabe, é uma meia verdade fora do seu contexto. Afinal aquilo que Pacheco Pereira acusa amiúde as diabolizadas agências de comunicação de fazerem. Tenha paciência.

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Quando a crise, miraculosamente, passa ao lado

13 de August de 2010 por Salvador da Cunha

crescimento

Há quem diga que é necessária uma boa dose de sorte para estar nos negócios. Eu concordo, mas apenas em parte. Uma grande fatia da sorte tem a ver com visão que se tem dos negócios e da forma como uma empresa se posiciona face às adversidades, face à concorrência e face às oportunidades. Em resumo, dá trabalho ter sorte nos negócios. No Grupo Lift, um conjunto impar de quadros, entre consultoras e consultores de comunicação, é a receita do nosso sucesso.

Tendo explicado a composição do grupo de empresas, falo agora da sua evolução. Num ano marcado pela profunda crise financeira (como diz um amigo, «flat is the new up»), o Grupo Lift registou crescimentos positivos sob todos os pontos de vista.

Em 2008 as empresas do Grupo facturaram 3,62 milhões de euros. A Lift, em Stand alone, facturou 2,13 milhões de euros. Já em 2009, o volume de negócios do Grupo (sem Frontpage) cresceu para 4,24 milhões de euros (mais 17%). A Lift, isolada, cresceu para os 3,05 milhões de euros (mais 43%).

Contando com a Frontpage, os dados agregados de 2009 das empresas do Grupo Lift apontam com uma facturação global de 5,47 milhões de euros, também neste caso com um crescimento significativo face ao ano anterior.

A On Strategy, que nasceu em meados de 2009, não faz parte destas contas.

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O novo Grupo Lift

12 de August de 2010 por Salvador da Cunha

parceriasEm Janeiro deste ano, a Lift e a Frontpage tomaram uma decisão de se juntarem.  Com isso formaram um grupo mais relevante no panorama da consultoria em comunicação e relações públicas. Foi uma medida que, passados seis meses, se revelou totalmente acertada.

Apesar de se manterem empresas independentes, as duas consultoras partilham uma visão, um conjunto de infra-estruturas e um know how de vários anos de actividade.  

Para além da área de consultoria, houve outra movimentação que passou pela cisão das áreas de eventos e design da Lift e da Frontpage, e a posterior “fusão” na antiga Bago. A empresa resultante herdou a Bago, mas renasce em Fevereiro com uma cara nova, um novo posicionamento e uma nova liderança. Nasceu a High – Concept & Toutch, que está no mercado com grande sucesso, apesar de se manter num regime de low profile.

Outra medida tomada em Janeiro, foi a recepção nas instalações do grupo da HeyLife como parceira de negócios das empresas Lift, Frontpage, Bairro Alto e High. A HeyLife é uma empresa de comunicação digital, que em breve poderá entrar para o universo do Grupo Lift.

Por último, e porque não se trata de uma empresa do grupo, mas sim de uma empresa participada minoritariamente pelo grupo, está a On Strategy, que como se explica aqui actua nas áreas de avaliação de marca, avaliação de reputação, inovação e coatching. É representante em Portugal e Palop da Brand Finance e para Portugal do Reputation Institute.

Em resumo, entre controladas e participadas, o Grupo Lift é composto pelas seguintes empresas:

Lift Consulting
Frontpage
High Concept & Toutch
HeyLife
On Strategy

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Thought of the day: Reputation laundering?

9 de August de 2010 por Salvador da Cunha

Será legitimo que empresas de consultoria em comunicação trabalhem clientes controversos, como países que declaradamente desrespeitem os direitos humanos? É a questão que está a animar o mercado britânico, depois do Guardian ter escrito o artigo  «PR firms make London world capital of reputation laundering».

No mesmo jornal já há quem venha em defesa do sector (ver aqui), afirmando que a gestão de reputação induz bons comportamentos e dá o exemplo do Ruanda que vai a eleições presidenciais pela primeira vez 16 anos.  

O próprio Paul Holmes considera o artigo mal feito e infundado (ver aqui). Confrontado pelo jornalista do Guardian, Lord Bell, ex-conselheiro de Margaret Thatcher e líder da Chime Plc, diz apenas «”I’am not an international ethics body. We do communications work. If people want to communicate their argument we take the view that they are allowed to do so.»

Um tema controverso que merece ser debatido.

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Marca BP desvalorizou 7,5 mil milhões de dólares

5 de August de 2010 por Salvador da Cunha

BPUm estudo da Brand Finance (ver aqui) representada em Portugal pela On Consulting, do meu sócio e amigo Pedro Tavares, diz que a BP derramou em valor de marca 7,5 mil milhões de dólares (72 milhões de dólares por dia)

Para além do acidente, a forma como a BP geriu esta crise também contribuiu para a desvalorização da Marca. Mas as coisas estão a compor-se para a empresa britânica. A simples alteração do CEO, reclamada por Barak Obama, elimina um fortíssimo foco desta crise: a ferrenha oposição do presidente dos Estados Unidos.

Há um conjunto de lições que a BP e muitas outras empresas semelhantes irão tirar desta crise. Umas boas, outras menos boas. Não me admiro que as plataformas passem a funcionar como empresas autónomas em paraísos fiscais no Panamá, como passou a ser regra com os grandes petroleiros. Mas uma das grandes lições será na comunicação. Há reflexões sobre o tema, aqui fica uma delas.

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REPUTAÇÃO VS SPIN

5 de August de 2010 por Salvador da Cunha

spin1

Gerir uma empresa de consultoria em comunicação orientada para a formação de reputação dos clientes não é apenas uma promessa de valor concorrencial: é actuar na formação do que considero ser o maior de todos os seus activos intangíveis e contribuir para a sustentabilidade da empresa.

A gestão de reputação é a forma de aportar boas práticas às empresas e fazer com que o valor da reputação seja de facto virtuoso para o negócio, na medida em que, como afirma Charles Fombrum, actua como um íman na atracão dos melhores clientes, dos melhores quadros, dos melhores investidores.

Sendo a reputação um íman que atrai os melhores Stakeholders e estando uma consultora focada nessa gestão, então está muito mais próxima de ser o «trusted advisor» . O conselheiro de confiança.

Por oposição, vem o Spin ou a promessa de gestão de influência pura e dura. O Spin é a actividade que trás mau nome às agências de comunicação, por ser exactamente o contrário do que estas deviam fazer. O Spin é a areia para os olhos da comunicação social sob a forma de mentira. É o contrário da frontalidade. É esconder o sol com a peneira. É o gato escondido com o rabo de fora. É a actividade que contribui negativamente para a formação de uma boa reputação.

O Spin é uma actuação de curto prazo. Insustentável. A gestão de reputação é uma actuação de longo prazo, que não só contribui para a sustentabilidade da empresa, como melhora o seu relacionamento com quem de facto lhe interessa: os seus Stakeholders.

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PRÉMIOS REPUTAÇÃO EM BOAS MÃOS

30 de July de 2010 por Salvador da Cunha

Em relação a esta notícia, publicada de má fé pelo blogue oficial da agência do regime e dirigido pelo “nobre” jornalista Jorge Fiel, bastava um telefonema para o meu telemóvel para esclarecer que, obviamente, o registo dos Prémios Reputação será oferecido à APECOM e à Meios & Publicidade, não tendo sido em primeira análise registado pela associação, em plena sintonia entre os membros da direcção, por questões burocráticas (não há uma entidade conjunta).

E não será assim porque o Briefing publicou a grande caixa: foi assim porque o registo é relevante (e porque constava que alguém andava a ver se também registava o nome, para mais uma vez tentar abortar uma excelente iniciativa para o mercado da consultoria em comunicação e relações públicas).

Os Prémios Reputação são uma magnífica iniciativa para todo o mercado. Deitar já abaixo, levantando suspeitas, é típico de quem não sabe concorrer em democracia e não sabe estar em paz com o mercado.

Mandar uma alegada publicação séria fazer o frete de publicar uma estoria contra a concorrência é típico de quem não tem ética nenhuma. Nem sabe o que isso é. Colocar em causa a ética da concorrência de forma mal encapotada não é antí-ético: é canalha. Assim como ceder espaço para tal propósito.   

Agora só faltam os escribas blogosféricos a soldo da mesma agência a dizer mal dos prémios, sem ainda saberem como irão decorrer.

Pensem para além do vosso umbigo, por alguns segundos.

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Thought of the day: Modernices…

16 de July de 2010 por Salvador da Cunha

É curioso: nos últimos 15 anos fui contratado centenas de vezes para gerir crises mediáticas de clientes. Mas nunca me passou pela cabeça contratar clientes para gerir as minhas crises mediáticas. Modernices?

Ver aqui a crise, e a respectiva gestão (aqui e aqui)

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A actualidade e os objectivos obscuros

12 de July de 2010 por Salvador da Cunha

A actualidade não é, definitivamente, o ponto forte da newsletter da LPM, o Briefing. Com o único objectivo de atingir a Lift, a tal publicação foi à procura de notícias internacionais que possam ferir a reputação da Burson Marsteller, orgulhosamente representada pela Lift em Portugal.

A última, publicada pela PR Week dia 22 de Junho (há 20 dias, portanto), diz que a Greenpeace e outras ONG’s de reputação duvidosa (ver aqui) acham a Burson Marstellet pouco credível, ou mesmo sinistra, por causa da ferramenta Brand Vulnerability Index desenvolvida pela multinacional.

Ora essa ferramenta permite, entre outras coisas, antecipar os golpes baixos que essas organizações têm por hábito infringir nas empresas que não contribuem (ver post sobre Nestlé) e prepara-las para as situações de crise que normalmente emergem destes casos. Ou seja, eliminar o efeito surpresa dessas acções de comunicação irresponsáveis, como a que recentemente foi desenvolvida pela Greepeace contra a Nestlé.

A Lift e outras consultoras responsáveis também têm mecanismos de protecção da reputação dos seus clientes. Outras, habituadas ao Spin, continuam na idade da pedra da gestão de crise.

Explicada a utilidade da ferramenta da BM e a frustração das tais ONG’s, resta-me dizer que tinha toda a razão quando em Agosto do ano passado denunciei (ver aqui) o que seria uma farsa mal contada. A intenção da LPM ao comprar o Briefing foi sempre a mesma e tem dois objectivos: promover os seus clientes e denegrir a imagem de toda a concorrência. Penso que actualmente a única concorrência que a LPM considera (tolera) é a tal muito especial… porque será?

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A tristeza relatada com mestria

9 de July de 2010 por Salvador da Cunha

mascarasHoje tive a sorte de ler dois dos melhores artigos de opinião dos últimos meses: um que relata o estado do país e é mais abrangente, outro mais sectorial, que toca o mundo da consultoria em comunicação e relações públicas, que me é próximo.

O primeiro é assinado pelo meu amigo de há 15 anos, Pedro Guerreiro, que relata com mestria o estado de um país refém de um primeiro-ministro intitulado «O Crime Perfeito» (ver aqui). Trata-se de uma constatação factual de vários casos que não podem ser agora considerados simples coincidências: o que aconteceu à economia portuguesa, aconteceu em grande medida porque o primeiro-ministro assim o ditou.

O segundo (Ver aqui), da autoria do Rui Oliveira Marques (que também conheço já há alguns anos e por quem tenho grande estima), relata um conjunto de más práticas empresariais de uma empresa que actua no mesmo sector da Lift.

Ambos os artigos são muito bons, mas revelam situações tristes. Que não deviam acontecer. Ambos os jornalistas são exemplos de bom jornalismo. De quem não tem medo de enfrentar os poderes instalados e de regimes putrefactos. Ambos os jornalistas estão de parabéns.

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1931: Uma experiência socialista

22 de June de 2010 por Salvador da Cunha

Recebi de um amigo o texto que reproduzo… muito interessante. Um hino à mediocridade. Num país que está à beira de exportar todos os seus talentos e todos os seus gestores de dimensão é importante que se meçam as consequências das críticas sobre os vencimentos dos gestores.

Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno, mas tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira.

Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e “justo”.

O professor então disse, “Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe.

Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames.”

Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam “justas”. 

Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria.

Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores…

Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores.

Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!

Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma.

Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da media das notas.

Portanto, agindo contra os seus principios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.

O resultado, a segunda média dos testes foi 10.

Ninguém gostou.

Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5.

As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma.

A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.

No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros.

Portanto, todos os alunos chumbaram…

Para sua total surpresa.

O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Preguiça e mágoas foi o seu resultado.

Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.

 ”Quando a recompensa é grande”, disse, o professor, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.  Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável.”

Adrian Rogers, 1931

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O silêncio dos acusados

19 de June de 2010 por Salvador da Cunha

O Silêncio dos AcusadosDecidi escrever uma crónica para o Diário Económico (ver aqui) depois de ter lido a de Nicolau Santos (ver aqui), a justificar a entrevista que o Expresso concedeu, e bem, a Jardim Gonçalves. A crónica de Nicolau Santos surge depois de o Expresso ter sido amplamente criticado pelos reguladores, e em On por Victor Constâncio, pelo facto de o Expresso ter dado voz a um condenado (que na realidade é apenas acusado, porque nenhuma das sentenças transitou em julgado).  

O Nicolau está bem, mas não tinha necessidade de se justificar. O país é livre, a imprensa é livre e os acusados também são livres de poderem expressar a sua opinião. A única coisa que não é livre numa democracia é a violação do segredo de justiça. Este devia ser o único estigma, mas paradoxalmente quem o deveria proteger,  é quem mais o viola. Como dizia António Barreto ao Público, neste país vendem-se as escutas…

O estigma de publicar o ponto de vista dos acusados existe e tem de ser combatido. É a única forma de se manter a liberdade de expressão e liberdade de imprensa em Portugal.

P.S. Só um dia depois do artigo ter sido publicado, o Diário Económico publicou a declarações de interesses que revela que Jardim Gonçalves é cliente da Lift

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Imprensa livre e saudável

14 de June de 2010 por Salvador da Cunha

Steve Jobs, o patrão da Apple, acredita que qualquer democracia depende de uma imprensa livre e saudável e que na actual crise que assola a comunicação social são necessários formatos inovadores para valorizar os conteúdos. «People have to pay for content to avoid descent into nation of bloggers» disse recentemente Jobs numa conferência em Los Angeles.

É a minha opinião desde há muito tempo (ver aqui). Vale a pena ver a entrevista a Steve Jobs, quanto mais não seja para ver como uma convicção vai valer a venda de umas centenas de milhares de Ipad’s.

                                                            

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Mais uma vez, os prémios…

23 de May de 2010 por Salvador da Cunha

Agência de ComunicaçãoMais uma vez a Lift foi eleita consultora de comunicação do ano pelos leitores da Meios e Publicidade. É um orgulho para mim e um motivo de grande satisfação para toda a equipa fantástica que trabalha nesta empresa. Desde que a categoria «Agencia de Comunicação» foi criada há sete anos, a Lift foi sempre nomeada: esta é, para mim, a primeira e a grande vitória. E não se pense que é uma nomeação directa: há um dossier de actividade anual que é entregue à M&P a partir do qual a redacção da Meios faz as suas avaliações e nomeações, independentemente do mediatismo desse ano. Quer isto dizer que consultoras menos “high profile” podem na mesma nomeadas pelo conjunto de profissionais da revista, assim a sua actividade tenha de facto sido excepcional face às restantes. É por isso que empresas, cujas lideranças desdenham estes prémios, não deixam de ser nomeadas. Afinal mesmo nessas empresas há bons profissionais a fazer bons trabalhos e há bons clientes a adjudicar bons desafios.  

A segunda fase é a das votações. Não sei quantos assinantes tem a Meios, mas parece-me que são uns milhares e destes acredito que votem uma percentagem significativa. Se a maioria votou na Lift porque a conhece bem e recomenda, não sei. Mas tenho uma teoria: somos normalmente simpáticos para a maioria dos nossos Stakeholders, somos muito estimados pelos nossos clientes. Temos alguns «adversários» mais espinhosos, alguns mesmo que fazem jogo sujo, mas globalmente não somos percepcionados como arrogantes ou antipáticos. E é também por isso, acho eu, que a Lift vai ganhando estes prémios. Na altura de votar as boas percepções e sentimentos de estima, admiração, respeito e confiança prevalecem. A boa reputação, portanto. Afinal somos especialistas em gestão de reputação. Deve ser por isso…

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Rock in Rio: 96% de notoriedade, 100% de suor

19 de May de 2010 por Salvador da Cunha

Rock in rio

Hoje vi esta notícia. É interessante a análise da GfK Metris. É sobretudo motivo de muito orgulho para a Lift e a equipa que está a trabalhar, arduamente, no Rock in Rio Lisboa. Com uma notoriedade de 96% na população da Grande Lisboa e Grande Porto, os objectivos da Lift estão completamente alcançados. Com a notoriedade no topo, o trabalho a realizar está agora em valores mais emocionais.

Recordo que o Rock in Rio não tinha qualquer tipo de notoriedade em Portugal antes de 2003, ano em que foi anunciado. Muitas vezes nos dizem que o Rock in Rio é fácil de trabalhar: dá vontade de rir… fácil é dizer asneiras.

É um facto que o posicionamento inicial do Rock in Rio, como maior avento musical do mundo, ajudou muito. Mérito total de Roberto Medina, que considero um génio da comunicação.

É um facto que, colado ao Euro 2004, o Rock in Rio «surfou» uma onda de comunicação única. É também verdade de os mais de 1,2 milhões de visitantes que nos últimos três anos assistiram ao avento, são os melhores prescritores de um avento musical familiar de características ímpares: o local mágico do parque da Bela Vista, a limpeza permanente, a segurança visível, as acessibilidades, os bares, as lojas e até as casas de banho são excepcionais. Depois há o projecto social, único e relevante. Tudo isto e muita música.

A comunicação e a Lift contaram muito para alcançar estes resultados… são muitos milhões de euros de ROI de cada ano que se faz Rock in Rio. Suor e muito trabalho de uma equipa que dá o litro aos 100 e que desde há meses não pensa nem faz outra coisa, com resultados de excepção, ano após ano. Diria que difícil é fazer melhor…

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Boas parcerias

29 de April de 2010 por Salvador da Cunha

parceriasHá cerca de 10 meses o Pedro Tavares armou tenda aqui na Quinta da Fonte, nas instalações onde está também a Lift. A primeira empresa a nascer foi uma holding de investimentos, a On Strategy, que conta com a minha modesta participação. Esta holding tem duas áreas de negócio: a consultoria estratégica e a gestão de participações sociais. Nascem  a On Consulting e a On Life. Na casa são conhecidas como as On’s.

Hoje dedico-me à On Consulting, a consultora de gestão que tem as marcas no centro da sua actuação: avaliação de marcas, avaliação de reputação, inovação e coatching são algumas das áreas de actuação. Todas tem na sua génese a representação internacional do que de melhor se faz no mundo nessa área.

Na componente de avaliação de marca, o parceiro é a Brand Finance – a mais conceituada empresa do mundo nesta área e igualmente a maior empresa independente. A vinda da BF para Portugal permite oferecer um serviço de excepção que não existia em Portugal: a avaliação e gestão de marcas independente e credível.

Na componente de avaliação de reputação, a On Consulting ficou a representar em Portugal o Reputation Institute (nos últimos três anos a representação estava na Lift). O Reputation Institute é, igualmente, a maior e mais conceituada organização mundial nesta área. Neste segmento a Lift mantém as metodologias de gestão de reputação – o que faz sentido a uma consultora de comunicação e a On Consulting as componentes de avaliação das percepções dos Stakeholders de uma empresa ou organização nas várias dimensões que constituem a reputação de uma empresa.

BrandGenius e OnInventure são as representações internacionais para as áreas da Inovação e Softskills, também elas líderes nos respectivos segmentos.

Ver artigo da Exame

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Leal Concorrência

29 de April de 2010 por Salvador da Cunha

Jornais EconomicosHoje vi, incrédulo, uma entrevista do António Costa, director do Diário Económico, ao Jornal de Negócios. Uma boa entrevista, sem mas nem porquês, sem água no bico. Uma entrevista interessante sobre o lançamento da Económico TV agendada para 6 de Maio. Foi uma entrevista leal.

Digo isto porque sou fã incondicional dos dois jornais e não gostava do estado de guerra em que tem estado. São dois excelentes jornais, com agendas e alinhamentos distintos, mas incontornáveis no quadro do jornalismo económico em Portugal.

Espero, por isso, que este seja um primeiro passo para as tréguas entre os dois jornais. Para a promoção conjunta das iniciativas um do outro. Com tréguas alarga-se o mercado. Com tréguas ganham todos.

Eu, em particular, fico muito satisfeito. O Diário Económico foi o primeiro jornal que ajudei a lançar de raiz e o Jornal de Negócios um investimento que fiz com dois amigos e que resultou em pleno.

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Thought of the day: Defraudar expectativas

29 de April de 2010 por Salvador da Cunha

Há dias o presidente de um banco português, numa assembleia geral  anual e perante 50% dos seus accionistas, afirmava cumplicemente e em voz mais baixa (não fosse o Carlos Tavares da CMVM ouvir), que os resultados do primeiro trimestre iriam ser uma boa surpresa. Afinal os resultados desse banco desceram face ao período homólogo do ano passado. A boa notícia deveria ser que subiram face aos trimestres anteriores, mas todos sabemos que isso é spinning.

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