Food for Thought

Ainda Cannes e a participação das relações públicas…

3 de Julho de 2009 por Salvador da Cunha

Das pesquisas que tenho feito sobre esta matéria, depois de feitos alguns telefonemas e trocados alguns e-mails com parceiros internacionais, chego a duas conclusões sobre o que se passou em Cannes em relação aos prémios de PR.

Em primeiro lugar não são prémios exclusivos: tem várias disciplinas e as consultoras de relações públicas participaram timidamente para ver os primeiros resultados. Em segundo, o júri de PR não foi consensual, afastando algumas das maiores empresas do sector.

Sendo o primeiro ano dos prémios, Cannes tgambém não resistiu à tentação de colocar o PR numa segunda linha de relevância em relação a outras disciplinas. Desta forma estes prémios não vingarão.

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Os sacanas e os bananas

3 de Julho de 2009 por Salvador da Cunha

Há um ditado popular que diz que Portugal, de tempos a tempos, é de um país de bananas governado por sacanas. Hoje há duas notícias que provam isso mesmo: O Ministério Público colocou o maior especulador de todos os tempos, Joe Berardo, como seu assistente na acusação ao caso BCP. O Ministro da Economia fez um gesto feio aos comunistas e foi demitido. E os bananas a ver…

No que toca a Berardo, o MP tem desde já de encontrar um tradutor para o que o homem diz, depois têm de ter muito cuidado com a carteira. Mas medida não deixa de ser inteligente: se há alguém em Portugal que sabe de crimes de colarinho branco, desde a lavagem de cupão às sucessivas manobras especulativas usando uma fundação (que ele diz ser sua, mas não é bem assim), até à aquisição especulativa de acções de várias empresas com milhões da CGD, BCP, BES (entre outros) a ponto de individualmente ter o chamado «risco sistémico», é Berardo. Não quero com isto dizer que os pratique (quem sou eu), mas que sabe da poda, sabe. Pode ser que compre umas acções do Ministério Publico e tenta correr com a Morgado (o que vistas bem as coisas nem seria mau de todo).

Depois foi a cena dos “corninhos” do Manuel Pinho. O Primeiro-ministro não podia, em consciência e no estado em que o país se encontra, fazer outra coisa que não fosse aceitar a sua demissão. E fê-lo da melhor forma mediaticamente possível. Mas que se trata de uma «sacanice» não há dúvidas.

Nós, os bananas, é que não achamos nada disto estranho. Ou melhor, eu acho.

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Os prémios de PR que os PR não ganharam

29 de Junho de 2009 por Salvador da Cunha

Os dois primeiros PR Lions de Cannes que vieram para Portugal foram atribuídos a uma agência de publicidade. Afinal a Lift, a Pure Activism e a Weber Shandwick eram as únicas Consultoras de Comunicação a concorrer e nem uma única ficou em shortlist.

A grande vencedora da noite foi a Leo Burnett. E eu nem sabia que a Leo Burnett andava pelos nossos territórios. Fiquei curioso e fui ver o que andou a fazer. Não só fiquei espantado, como gostei verdadeiramente do trabalho desenvolvido, tanto para o Museu Efémero como para a Cruz Vermelha. Vale a pena dar os parabéns à equipa e uma espreitadela nas aplicações.

Vistos os trabalhos, fica a prova de que uma boa campanha de RP, com algum dinheiro (nem sempre muito) e boas ideias pode ter impactos fortíssimos na imagem, na reputação dos clientes e nas vendas dos seus produtos.

Mas Cannes é Cannes. Não é o território das agências/consultoras de comunicação. Há uma curva de aprendizagem que é necessário fazer. Para a publicidade são muitos anos (56) a virar frangos e as agências de PR ainda nem sabem acender o fogo.

Dos grupos internacionais, poucos foram os que aderiram aos prémios, mas poucos foram também os que resistiram a não espreitar. A Youngnetwork foi para lá uma semana aprender. Na Lift ficamos pela espreitadela virtual.

Os Sabre Awards e os European Excellence Awards ainda são os prémios mais populares entre as consultoras de comunicação. Mas Cannes definitivamente irá estar no mapa dos prémios de PR internacionais.

Fica a grande vencedora (BEST JOB IN THE WORLD). Excepcional ideia.

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«Nunca deixes que a verdade mate uma boa notícia»

28 de Junho de 2009 por Salvador da Cunha

De tempos a tempos lá temos uns frenesins mediáticos, que cegam a maioria dos jornalistas que estão de serviço aos «casos» e os impedem de ir contra a corrente. Sempre que há casos é assim: o «caso» Freeport, «caso» Maddie, o «caso» BPN, o «caso» BPP, o «caso» BCP.

São os casos e, quando há um «caso», têm de andar todos pela mesma bitola, quais fantoches ou carneiros manipulados por um conjunto de fontes organizadas que nem os deixam fazer o que é suposto: ouvir os dois lados de cada caso com a necessária independência e não julgar por antecipação. Não: a maioria dos jornalistas que escrevem sobre os casos não conseguem colocar nada em causa, não conseguem fazer perguntas difíceis, não conseguem analisar incongruências, confundem alhos com bugalhos e tomam toda a informação como boa. Independentemente de terem sempre um sentimento íntimo de que estão ao serviço de interesses muitas vezes pouco claros.

O que interessa é o «timing». «Fui ou não o primeiro a dar aquele bocado de informação». «Tenho de colocar no site antes que o meu concorrente o faça». Se é verdade ou não pouco importa. Se está mais completo ou não, pouco importa. «Se estava 110 segundos antes da concorrência, ganhei… »

Tem sido sempre assim: ouvem, emprenham pelos ouvidos, tentam falar para a contraparte, tarde e a más horas e sempre na esperança de que não atendam e publicam a «Granda Caixa». «Nunca deixes que a verdade mate uma boa notícia», ouvia eu há alguns anos nos meandros do jornalismo na esperança de que fosse uma brincadeira. Não é… 14 anos e gestão de crises mediáticas dizem-me que isto é assim mesmo.

No fim do dia, os pobres jornalistas encolhem os ombros com as consequências. Está longe deles. Não lhes toca.  

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Mudanças de personalidade

19 de Junho de 2009 por Salvador da Cunha

Quando acedemos a prestar uma declaração a um jornal para ser incluída num inquérito ou numa pool de analistas, é certo sabido que do nosso depoimento será seleccionada a frase mais polémica, mais “picante”,  e raramente aquela que melhor expresse a nossa opinião. É neste contexto que sai a minha opinião de hoje no Jornal de Negócios, inserida num texto da pág. 29. Digo aí que não acredito que os portugueses fiquem convencidos com uma eventual mudança de personalidade do Primeiro-Ministro. «É uma ilusão total. Esta questão da humildade é imposta pelos «spin doctors» e as pessoas não vão acreditar nisso, porque parece que é uma atitude construída para as eleições», cita o texto do Jornal de Negócios.

É importante enquadrar esta minha opinião: Eu penso que pessoas com personalidades muito fortes não mudam de um dia para outro. É o caso do Primeiro-Ministro: os traços principais da sua reputação, que formam a personalidade que lhe é reconhecida pelo público, são a Determinação, a Ousadia, a Coragem, a Firmeza, o Pragmatismo e a Obstinação. Não é a humildade. Por isso, quando se tenta moldar a personalidade aos desígnios dos “Spin Doctors” sai um «fake» ou uma personalidade falsa. Ora as pessoas não gostam de «fakes».

Sócrates não será assim reconhecido nem pelos que apreciam a sua actual reputação, nem por aqueles que valorizariam os traços da sua “nova” personalidade, se acreditassem que ali estava mesmo uma pessoa diferente. Lembro-me de Paulo Portas em 2005 aquando da morte da irmã Lúcia: poucos foram os seus eleitores que de facto acreditaram na encenação de «profunda e irremediável tristeza» que o terá abalado com a morte de Santa de 98 anos e obrigado a suspender a campanha durante dois dias, numa decisão conjunta com Santana Lopes. Para mim essa encenação foi fatal. Eu era nessa altura seu consultor. E a cinco dias das eleições, depois de seis semanas a rodar pelo país, o meu conselho já não foi tido em conta.

E Sócrates não consegue ser actor, não está formatado para «identificar» erros de percurso. Não sabe fazer isso e isso não assenta bem na sua personalidade. Ao  refugiar-se nas verbas para a Cultura (muito pouco valorizadas em tempos de crise) e na admissão de que o processo de avaliação dos professores era demasiado ambicioso e burocrático, mais não fez do que «debitar» situações acordadas com os seus consultores, mas sem verdadeiramente sentir e acreditar no que estava a dizer.

Dito isto, penso que as eleições europeias foram em Portugal o que foram no resto da Europa: uma forma de avaliar os governos locais e não de valorizar o que de verdade se passa em Bruxelas. Dito de outra forma: não penso que tenha sido o PSD a ganhar as eleições, mas sim o PS a perder. Todos os partidos com assento parlamentar subiram as suas percentagens, por isso todos ganharam? Não, foi o PS que perdeu.

Nesta linha de pensamento, se o PSD não ganhou, não há garantias quanto às legislativas. Apesar de estar longe dos pensamentos políticos e das atitudes do actual primeiro-ministro, penso que se ele mantiver a sua personalidade forte e determinada irá voltar a ganhar com algum fôlego. Talvez não seja a maioria absoluta, mas de uma coisa estou convencido: os portugueses preferem um Sócrates determinado do que uma Ferreira Leite que não «ata nem desata»

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Thought of the day: Os negócios que eu sei…

19 de Junho de 2009 por Salvador da Cunha

Se eu fosse o Rui Teixeira Santos de há 20 anos atrás, escreveria uma coluna chamada «os negócios que eu sei» no jornal O Semanário dirigido pelo Prof. Marcelo Rebelo de Sousa para contar um conjunto que «big deals» que estão a rebentar e irão animar o Verão.

Uns serão movidos pelas próximas legislativas, outros pelo regresso de alguma liquidez a alguns bancos, que permitem emprestar algum dinheiro a alguns empreendedores para comprar algumas empresas em saldos. Mas os mais importantes serão os negócios movidos pela urgência de resolver problemas de menos valias antes do final do ano (as chamadas imparidades). Estes terão como protagonistas empresas espanholas saudáveis a comprar empresas portuguesas quase saudáveis e a safar uns tantos especuladores semi portugueses de irem completamente pelo buraco.

Como não sou o Rui Teixeira Santos de há 20 anos, estou calado e não digo nada a ninguém.

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A não noticia? Não… ela está é escondida

19 de Junho de 2009 por Salvador da Cunha

José Eduardo Moniz não é candidato à presidência do Benfica e dá uma conferência de imprensa para o anunciar. Isto a propósito do encontro secreto no Hotel Ritz, com José Veiga, com a RTP à porta a anunciar um exclusivo depois do Expresso on-line já ter deixado cair a notícia. Encontro secreto? No Hotel Ritz? Com José Veiga? Hahahaha

Para mim é obvio que Moniz é o homem que se segue no Benfica, e muito mais cedo do que se pensa. Luis Filipe Vieira tem por isso os dias contados no clube da Luz. Uma questão de semanas. A minha perspectiva é que saia à Damásio, logo depois da 7ª derrota consecutiva.

Em Setembro, mesmo antes das eleições legislativas, Moniz deixará a TVI para abraçar o Benfica já sem presidente e sem treinador. Como sportinguista não acho esta notícia fantástica: será preciso comer muito pão para que o Porto e o Sporting se cheguem a um Benfica de Moniz.

PS.  Bruno Carvalho é o candidato mais próximo do mundo da Lua. Fretar um avião e fazer uma conferência de imprensa a 11km do chão não só é ridículo, como diz logo o que se irá passar com as contas do Benfica. Vão voar para uma conta mais próxima da sua!!!

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Uma visão diferente da crise…

13 de Junho de 2009 por Salvador da Cunha

 

Aproveitei os feriados recentes para ir a Nova Iorque. Nos cinco dias que lá estive, encontrei uma cidade diferente da que conhecia. Menos escura, menos suja, mais glamorosa. Apesar da crise que se vive nos Estados Unidos, o ponto de partida é substancialmente diferente para a maioria das pessoas. No centro de Manhattan, o frenesim das compras mantém-se inalterado. Lojas cheias de pessoas a comprar. Não apenas a ver…

Dizem que será o consumo privado (C) a puxar a economia americana para cima e c ela a mundial. Acredito que sim. É um povo intrinsecamente consumista. Não sei se o consegue ser sem crédito…

No intervalo, há tempo para descansar: desta vez a extravagância fez com que se fechassem dois dos lados da Broadway, em Times Square, para que as pessoas se sentassem a ver o movimento. A malta aderiu de imediato. Até os taxistas, os principais prejudicados pela medida, acharam bem.

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Paris e Ronaldo: O bom PR de Perez

13 de Junho de 2009 por Salvador da Cunha

Não é minha intenção falar de Cristiano Ronaldo e Paris Hilton pelo que se terá passado entre os dois. O que interessa discutir neste espaço é a curiosa «coincidência» dos dois se encontrarem em Los Angeles, numa boite carregada de paparazzis, na noite em que se anuncia o negócio entre o Real Madrid e o Manchester United. «Coincidência» tretas. A isto chama-se bom PR.

Como eu não acredito em Bruxas, penso que Florentino Perez armou a barraca toda. Contratou Hilton para dar visibilidade mundial à transferência e para deixar as espanholas loucas de inveja. Como nenhum dos dois se importa de actuar neste «filme», nem que seja preciso trocar umas beijocas, a coisa fêz-se. Lucram as revistas, os jornais e as televisões, que aumentam audiências com uma noticia destas, lucram os protagonistas, lucra o Real Madrid e lucra o BES. Com isto, a máquina do RM começa já a facturar: camisolas, bolas, fotografias, mais sócios, mais quotas, melhores direitos de transmissão, etc, etc. 

Se entretanto houver entendimento entre os dois «galácticos» personagens, o caso «vira» novela. Nesse caso todos ganham ainda mais.

Quando se paga 94 milhões de euros por um jogador, não é apenas, nem sobretudo, o jogador que está em causa. É a marca que representa, o símbolo sexual, o ídolo dos miúdos e a esperança dos fãs. Os madrileños gostam de Perez por isto mesmo: já tinha feito uma equipa de galácticos. Agora está a fazer outra. Hilton é apenas uma boa malageta de Verão para apimentar a vida de Ronaldo e dos média que andam à volta. Florentino não faria por menos: para o menino mais caro do mundo, só vale a «pêga» mais cara do mundo. Não uma qualquer lambisgóia das noites de Málaga.

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Eu acredito em Cavaco Silva

4 de Junho de 2009 por Salvador da Cunha

A triste guerra mediática em que o país caiu, onde se atiram Freeports e BPN’s da direita para a esquerda e da esquerda para a direita, já fez mais vítimas inocentes que deveria. Cavaco Silva transmitiu ontem ao país que não teve qualquer intervenção na aquisição das acções do SLN e eu acredito.

O que me custa a acreditar é que, mais uma vez, documentos confidenciais de contas de clientes saiam para a praça pública, numa clara violação do segredo bancário. Desta vez a informação vem do BPN, que será o mesmo que dizer que vem da CGD ou ainda do Ministério das Finanças… Gravíssimo, para a já debilitada credibilidade do nosso sistema financeiro. Gravíssimo para a reputação de Portugal na Europa e no mundo.

O país está de facto refém de uma ditadura legitimada, onde nenhum dos poderes alternativos e fiscalizadores funciona. Que comentários faz o Banco de Portugal à noticia do Expresso? Onde anda a procuradoria quando é necessária. E a CMVM, não diz nada? O provedor, coitado, já não pode mesmo fazer nada.

Penso que, ao contrário de Cavaco, se quiser um dia enveredar pela carreira política (há menos de 0,5% de probabilidades de isso acontecer) ponderarei meter as minhas poupanças na Suíça ou numa qualquer offshore. É mais seguro.

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Post aberto ao João Duarte

3 de Junho de 2009 por Salvador da Cunha

João,

Se eu fosse engraçado como o LPM diria que com esta cisão, a tua agência já não seria elegível para consultora do ano da Meios & Publicidade…

Como não sou como o LPM, não quero ser e tenho uma certa aversão a quem é, independentemente de querer ou não entrar no elevador desse senhor, diria que «para a frente é que é Lisboa» e toca a remar. Penso que já colocaste as tropas em sentido e a nomeação só dependerá do vosso trabalho.  

A vida das organizações não é melhor nem pior com os naturais contratempos que surgem. Os contratempos ensinam-nos algumas coisas e isso faz parte do processo de crescimento e amadurecimento.  Ensinam-nos também a não fazer leituras apressadas sobre o que se passa na casa dos outros, como tens feito amiúde, sem saber o que verdadeiramente se passa.

Um abraço deste teu amigo,

Salvador

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Thought of the day: Borlas à concorrência…

31 de Maio de 2009 por Salvador da Cunha

Estar fora de Portugal por uns dias dá nisto… o líder da agência do regime, disfarçado de colaborador, dispara uns tiros à melhor consultora portuguesa (Meios & Publicidade). Pensei que estivesse de sabática imposta pelo Sócrates, mas pelos vistos não resistiu, apesar de não ter assinado o post. Sendo o único não assinado, atribuo-o ao líder.  

Aprendi com o tempo que não vale a pena dar borlas à concorrência. Por isso o post de LPM fica sem resposta. Uma agência de assessores de imprensa não compreenderia a extensão da solução encontrada para anular uma jogada manhosa e menos ética do seu cliente mais poderoso.

Dentro de umas semanas estarei com condições, se me apetecer, de revelar publicamente o seu comportamento mediático em relação ao Prof. Vital Moreira.

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Feira do Livro: estatísticas Facebook

30 de Maio de 2009 por Salvador da Cunha

É interessante ver as estatísticas que são produzidas pelos fãs da Feira do Livro de Lisboa. Em primeiro lugar, a proporção entre homens e mulheres é de duas para um. Ou seja, dos 1712 fãs, 2/3 são mulheres e 1/3 são homens. Depois vêm as idades: 75% estão entre os 25 e os 44 anos. Provavelmente o Facebook tem ainda poucas pessoas com mais de 44 anos… uma evidência que provavelmente deixará de existir dentro de um ano.

Quando a conteúdos, apenas no Facebook, foram colocados centenas de fotos, dezenas de vídeos, dezenas de noticias dos vários momentos que foram acontecendo ao longo das três semanas. Um caso de estudo que será repetido em outros eventos da Lift.

Ficam os gráficos para análise detalhada.

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Lift Summer Camp já está on line…

30 de Maio de 2009 por Salvador da Cunha

A edição de 2009 do Lift Summer Camp já está de pé. E este ano vai ser mais prático e mais exigente do que no ano anterior. Os oradores externos já estão quase todos confirmados e são excepcionais. Dentro de dias serão divulgados. O programa promete: não só será muito divertido como muito didáctico. O LSC acontece nas duas últimas semanas de Julho, nas instalações da Lift em Paço de Arcos.

O intuito do LSC é o de contribuir para a formação dos profissionais de comunicação, dando a conhecer novas realidades e as “next practices”, tendo em conta a evolução do mundo que nos rodeia. E são muitas.

Se há dois anos a comunicação digital era «nice do to» hoje é um «must do». Razão pela qual, apenas com um post neste blog, replicado no Facebook e no The Star Tracker, tivemos mais de duas dezenas de pré-inscrições.

Por outro lado, o mundo da comunicação social mudou radicalmente: hoje não há jornalistas para comparecer a conferências de imprensa de relevância 8 (numa escala de 1 a 10) nem o envio maciço de “press releases” resulta na publicação de notícias, pelo simples facto que os jornalistas os apagam das suas mail boxes sem sequer os lerem. Prevalece a reputação de quem os envia, pelo que a informação tem de ser muito mais dirigida e muito mais escrutinada. Uma tendência antecipada pela Lift há mais de 5 anos.

Tendo como media Partner a Meios & Publicidade, 2ª Edição do Lift Summer Camp é dirigida a profissionais na área da comunicação e das relações públicas e a recém-licenciados. Os participantes terão oportunidade de aprofundar temáticas relacionadas com Comunicação Corporate, Comunicação Interna, Marcas com Sentimento, Comunicação de Crise, Comunicação Política, Novos Paradigmas, Gestão de Marcas e Comunicação em Época de Crise. Terão também a particularidade de se conhecerem uns aos outros e aos oradores, trocar experiências e cimentar o Network.

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Lift eleita consultora do ano pela M&P

29 de Maio de 2009 por Salvador da Cunha

A Lift Consulting foi ontem a justa vencedora do prémio agência de comunicação do ano da Meios e Publicidade. Foi a justa vencedora por uma séries de razões, mas provavelmente porque continua a ser, na minha perspectiva completamente suspeita, a melhor consultora de comunicação portuguesa.

É um critério subjectivo, mas quando se ganham 5 vezes em 6 possíveis (porque na primeira edição não havia prémio para agência de comunicação), penso que deixa de haver coincidências.

Este ano houve um factor que me surpreendeu: as seis nomeações para a Categoria. Foi a que teve mais nomeações o que me agrada particularmente, na medida em que revela a dinâmica do sector da consultoria em comunicação em relação a outros, como a publicidade, onde só foram nomeadas duas agências. Eu sou um fervoroso adepto deste sector de actividade e defendo-o em qualquer circunstância.

Gostava de dar os parabéns a duas consultoras em particular por terem tido as primeiras nomeações: Youngnetwork e BAN. Às restantes, com quem temos partilhado o palco destes prémios ao longo dos anos, desejo melhor sorte para o ano que vem. 

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O sucesso digital das feiras do Livro

29 de Maio de 2009 por Salvador da Cunha

Já tinha planeado escrever um post sobre o sucesso que tem sido a comunicação a Feira do Livro, especialmente na vertente digital, mas a antecipação da informação e o reconhecimento público por terceiros do bom trabalho da Lift, obrigam-me a fazer este post.

As feiras do Livro de Lisboa e Porto foram um projecto chave na mão da Lift Consulting, que têm tido uma aceitação muitíssimo interessante por parte do público e com resultados fabulosos do ponto de vista da comunicação.

Para além da comunicação off line, a vertente digital e o “social engangement” com várias redes sociais (Twitter, Facebook, Blog e Site Institucional) têm ampliado de forma geométrica os resultados off line. Neste aspecto as feiras do livro de Lisboa e Porto foram redesenhadas pela Lift Consulting do ponto de vista da comunicação, desde a imagem gráfica à estratégia de comunicação on line e off line. Um “case study” de grande sucesso…

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Esforços infrutíferos

22 de Maio de 2009 por Salvador da Cunha

Pegando neste post da Filipa, e já é segundo consecutivo a que reajo (de forma positiva), quero apenas acrescentar que concordo a 100% com a visão de Manuela Ferreira Leite sobre os assessores (ou consultores): Ela diz que é impossível transformar Sócrates em Obama por mais assessores que se tenha (concordo), diz também que os assessores não servem para nada (também concordo, mas aqui limito-me ao caso da Dra. Manuela Ferreira Leite, com a sua visão muito limitada e restritiva da assessoria de comunicação).

Diz o ditado que burro velho não aprende línguas. Neste caso um professor de línguas também não resolveria nada. Mas isto sou eu a falar, porque se calhar o mundo está todo errado e apenas a Dra. Manuela carrega a razão.

Valerá então a pena explicar à Dr. MFL as virtudes da comunicação? Ou mais valerá esperar pela sua substituição?

Por isto não acho que a nossa profissão seja denegrida. Mesmo assim Filipa, valeu o esforço!

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Thought of the day: A Arrogância

22 de Maio de 2009 por Salvador da Cunha

Na leitura matinal da revista de imprensa diária da Lift de ontem, tomei conhecimento de que o Governo ameaça nacionalizar a Cosec se o preço pedido pelos vendedores for muito alto, por isso não teme que o anúncio possa inflacionar o preço. Não cheguei a ler a notícia porque estou fora de Portugal, mas só este headline permite chegar a uma conclusão: Sócrates e os seus discípulos têm passado demasiado tempo com Hugo Chaves e os seus capangas.

Só assim se explica a atitude hegemónica do actual Governo, que com a arrogância e obstinação que lhe é reconhecida, leva tudo avante sem pensar nas consequências. Pelo que sei a Cosec é privada, tem accionistas nacionais e internacionais e uma atitude desta natureza poderá estar consagrada na Lei, mas é completamente ilegítima e Imoral. Para além disso coloca em causa vários anos de trabalho na construção de uma reputação débil de junto de investidores estrangeiros.

Ao tomar esta atitude, Sócrates, que já tem 50% da banca nas suas mãos de forma directa e indirecta, continua a «empreitada» de procura de poder junto da economia privada, seja de que forma for. E não me venham dizer que a medida se destina a acelerar as exportações: havia muitas outras formas menos arrogantes de convencer a Cosec a aligeirar os critérios de risco de crédio dos seguros às exportações.

Hugo Chaves continuou ontem a sua senda de nacionalizações na Venezuela. Já vai em 74, na área do petróleo. Será que este é o futuro de Portugal para os próximos 4 anos?

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Thought of the day: As más companhias

18 de Maio de 2009 por Salvador da Cunha

Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és…

Ou adaptando,

Diz-me com quem te consultas, dir-te-ei que impacto terá na tua reputação…

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Insólitos na comunicação

17 de Maio de 2009 por Salvador da Cunha

 

Na semana passada vivi dois dias insólitos, numa espécie de gestão de crise provocada por uma outra agência de comunicação. A história conta-se rápido: ao que tudo indica o Expresso teve acesso a um parecer jurídico muito pouco favorável ao cliente dessa agência de comunicação. Fez o que tinha de fazer e falou para o cliente dessa agência para saber reacções. Para aumentar a densidade da história, importa dizer que o parecer foi redigido por um famoso jurista, que é também candidato às europeias.

Primeiro insólito: o CEO dessa agência, para por em causa a credibilidade do jurista/candidato, não teve problemas nenhuns em inventar uma mentira sobre honorários milionários alegadamente recebidos pelo candidato às europeias que escreveu o parecer e conta-la a pelo menos meia dúzia de jornalistas.  

Segundo insólito: a agência é a do partido que promove o candidato. E os jornalistas a quem ele contou a história sabem isso.

Conclusão minha: será que o tal CEO pensa que ninguém viria a saber isto? Ou será que assim estaria a criar uma crise mediática que depois iria «tentar» resolver?  

Este post, vem a propósito dos limites da ética. Tenho pena e vergonha que isto aconteça em Portugal. Como presidente da APECOM fico aliviado. Essa agência, grande, já não está lá há alguns anos.

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