Uma analise rápida às contas de 2011 do Grupo Lift, há algumas conclusões interessantes que podemos tirar. O gráfico mostra um retrato dos mercados de exportação, que no Grupo Lift, sem contar com a operação em Angola (cuja facturação é local e directa e por isso não surge na componente de exportação), representou um pouco menos de 10% do volume de negócios, num valor que rondou o meio milhão de euros.
Dos 14 mercados para onde vendemos no ano passado, há dois predominantes: Espanha e Reino Unido. Alemanha e Estados Unidos surgem no terceiro e quarto lugar.
Em termos reputacionais, há um dos principais Stakeholders do Pingo Doce que sai muito reforçado com esta acção: os seus clientes.
Acredito que à primeira vista possa parecer que há muitos danos reputacionais; cientificamente tenho a certeza que não.
Os sentimentos base e os comportamentos de suporte não se alteram significativamente com este caso. Por um lado, os clientes compram mais.
Mas nem por isso os outros são afectados: nem os investidores investem menos, nem os trabalhadores querem sair, nem os fornecedores deixam de fornecer, nem os banqueiros deixam de emprestar ou as autarquias de licenciar. Ou seja, não há danos reputacionais, para além de uma impressão pontual menos boa de algumas imagens televisivas ou da leitura de algumas opiniões desfavoráveis.
Do ponto de vista de marketing foi uma acção fabulosa. Aumentou significativamente a notoriedade do Pingo Doce junto dos clientes de outras cadeias de desconto, posicionando a mensagem nos baixos preços.
Do ponto de vista comunicacional, só pecou porque não previu o que podia vir de lá. Nem adequou a estrutura à dimensão da procura, nem a comunicação ao potencial de crise. Pecou por defeito. Acontece. Da próxima vez já estarão mais bem preparados.
Analisar nos 20 países mais influentes do mundo quem são os 10 políticos mais influentes, é uma tarefa complicada, mas possível. A ideia parte da Burson-Marsteller, uma das 3 maiores consultoras de comunicação globais (representada em Portugal pela Lift) em associação com plataforma Klout, que mede a influência que cada pessoa tem nas redes sociais.
A ideia é muitíssimo interessante porque, de facto, as redes sociais vêm alterar os anteriores paradigmas das redes de influência de cada um de nós. Através do Twitter, do Facebook ou do Google +, o alcance das mensagens é muitíssimo maior do que nas redes de influência tradicionais (não digitais).
O Klout desenvolveu um algoritmo que permite relacionar a influência baseado em três pilares:
Alcance: o número de pessoas alcançado nas principais redes sociais, ou seja, o número de amigos, de seguidores e de contactos do Twitter, Facebook, Google + e Linkedin.
Amplificação: Qual o real grau de influência, baseado nas interacções com os “amigos”. Quem comenta, espalha, gosta, retuita, etc.
Network: Qual o grau de interacção com outros influenciadores de topo. Cada vez que é activado um desses influenciadores, a influência própria aumenta.
O sistema permite, depois, entender quais as áreas/sectores onde exerce mais influência, bem como o estilo de influência. O estilo pode variar do observador (mais discreto) à Celebridade (mais high profile), passado pelo especialista (muito focado, com uma boa audiência) ou pelo Curador (que apenas divulga opiniões alheias). Há ainda um conjunto de perfis intermédios, que podem ser consultados no gráfico.
Ontem recebemos na Lift um RFP para uma adjudicação directa que, se tudo corresse num determinado sentido, de que nos dão conta os jornais, nos colocaria no limite a prestar serviços a um dos nossos principais concorrentes. O mundo às vezes dá voltas estranhas…
Neste video, ficam bem explicadas as virtualidades da Sala de Imprensa Virtual desenvolvida pela Up News para a Samsung. São descritas na perfeição todas as vantagens que esta ferramenta tem na gestão da informação com a comunicação social e redes sociais. Uma das funcionalidades da UP News.
Sempre comprometido com a inovação, o Grupo Lift lançou esta semana a Up News, o primeiro “social media release” português, totalmente desenvolvido “in house”, pela Up Digital.
A Up News é uma plataforma distribuição de conteúdos digitais, totalmente inovadora, que promete revolucionar o sector em Portugal, como de resto já acontece em países como os Estados Unidos ou Inglaterra. A Up News está preparada para a revolução dos grandes formatos audiovisuais (vídeo e fotografia), suportes que, nos próximos tempos, irão progressiva e garantidamente ganhar visibilidade face ao, até então, império dos textos.
Por outro lado, permite às empresas organizar a sua comunicação com o exterior em salas de imprensa virtuais próprias, com muitas informação últil e com a possibilidade de adaptação ao look and feel dos seus websites, mesmo com endereços próprios. Tudo insto gerido automaticamente pela plataforma.
É por outro lado, um agregador de informação muito relevante para a comunicação social. Não só os jornalistas registados recebem apenas informação que pretendem, como a recebem antes do publico em geral e de forma organizada, catalogada e arquivada. Em simultâneo, esta plataforma contribui para progressivamente o volume de informação, em mega bites, que lhes cai diariamente nas caixas de e-mail.
Para o público e fãns de empresas e marcas, é uma forma de estar em cima do acontecimento e saber de fontes directas alguma da informação que até agora era filtrada. Podem, depois, espalhar pelos seus círculos de influência.
… e necessitasse de enviar 20 fotografias com alta resolução a um jornalista, mas sem lhe encher a caixa de correio electrónico, para que ele possa escolher apenas uma para publicar?
… e quisesse enviar um press release a um conjunto de jornalistas que tivessem manifestado interesse em receber a minha informação regularmente?
… e necessitasse de enviar um vídeo de 55 MB para um conjunto de influenciadores, para que eles possam publicar nos seus blogues?
… e se for um B-Roll, com 525 MB, em formato de televisão editável, com momentos de utilização do meu produto, para que uma televisão possa compor uma peça televisiva?
… e necessitasse de cobrir um evento desportivo que estou a patrocinar, mas que por ser no meio do Alentejo me dizem das televisões que não tem meios para o cobrir, apesar do grande interesse mediático?
…e necessitasse de uma sala de imprensa ou de uma plataforma onde colocar todas com minhas comunicações com jornalistas, com possibilidade de arquivo de textos, fotografias e vídeos, que estivesse disponível 24/7?
… e descobrisse que para fazer isto tudo, não tinha de viajar no futuro?
Ao ler um texto académico sobre a Telefónica, depreendi-me com uma afirmação de César Alierta, presidente da empresa espanhola, numa entrevista que concedeu ao jornal alemão Wirtschafts Woche em Setembro de 2006 e que reflecte a importância da reputação na condução dos negócios e de um país. Fica o excerto:
“A economia espanhola precisou de muito tempo para adquirir relevância internacional. Não o conseguiu até aos anos 80, quando as nossas empresa se começaram a expandir. Penso que é precisamente porque não tínhamos grande fama, e que alguns continuam sem a ter, que nos estamos a esforçar de forma especial. Queremos demonstrar que também nós sabemos fazer as coisas.
As empresas alemãs tiveram sempre uma boa imagem. Nós tivemos de cultivar nossa terra em primeiro lugar. Vocês (alemães) continuam a ser mais inovadores do que nós, mas nos últimos anos talvez tenham adormecido demasiado nos vossos louros, enquanto nós (espanhóis) tentámos ser mais eficientes e mais rendíveis. É possível que isto explique o motivo de termos passado à vossa frente nalgumas áreas”
É importante referir que, há meia dúzia de anos, algumas das maiores empresas espanholas se juntaram em torno do “forum de reputación” para, em conjunto, melhorarem a imagem de Espanha. Hoje, a reputação é um tema incontornável em Espanha.
* cliente da Lift no Verão quente de 2010, no processo de aquisição da Vivo.
2011 foi mais um ano atípico para o Grupo Lift. Apesar de ter sido um ano deprimido em termos macro económicos, foi para o Grupo Lift o ano de maior actividade de sempre.
Foi um ano de lançamento formal de várias apostas feitas em 2010, depois de concluídas as aquisições da Frontpage, de duas empresas na área da comunicação digital que derem origem à UpDigital e do lançamento da High Concept & Touch para a área de eventos.
Em Janeiro de 2011 lançamos a UpDigital e a WordLab, as nossas unidades de negócio relacionadas com comunicação digital e produção e conteúdos. No final desse mês, completamos a aquisição e integração da Wom, a única agência de Word of Mouth a operar em Portugal.
Em finais de Março fez-se a fusão operacional da Lift Consulting com a Frontpage, num processo que administrativamente só ficou completo em Dezembro.
Em Julho lançamos a Lift em Angola, numa parceria com a Agência de Publicidade Back, que opera em Luanda com uma equipa de quatro consultores seniores e uma carteira de clientes já significativa.
Já em Setembro, a Lift Financial foi reforçada com duas importantes parcerias. Esta é a área de prática da Lift que actua na comunicação financeira, fusões e aquisições, financial PR e Investor Relations e que tem vindo a auxiliar empresas candidatas ao processo de privatizações português.
Em 2011, a Lift Consulting manteve-se como a consultora de comunicação mais premiada entre as empresas portuguesas do sector, tendo sido galardoado em 2011 com seis prémios reputação, incluindo melhor campanha de 2010, agência de comunicação do ano da Marketeer e o European Excellence Award para melhor campanha portuguesa atribuído em Amesterdão há cerca de um mês. Do lado das participadas, a Wom foi também galardoada com o prémio da melhor a campanha “Evidence Based”da Europa na rede Burson Marsteller, pela Campanha de Word of mouth desenvonvida para a Colagate Sensitive Pro-Relief.
Ainda em 2011 fomos nomeados para consultora de comunicação do ano da Meios & Publicidade (que este ano foi para a concorrência) e, há cerca de uma semana, nomeados para consultora Ibérica de Comunicação pela prestigiada revista Holmes Report, que promove os famosos SABRE Awards.
Manter este ritmo em 2012 vai ser complicado. Mas sem desafios, não tem tanta graça.
Acabo de participar num almoço debate que serviu de pretexto ao lançamento do Livro “Os mais poderosos da economia portuguesa”, escrito pelo meu amigo Pedro Guerreiro e pelo Fernando Sobral e que resume os dois meses de publicação de uma das mais lidas rubricas do último Verão no jornal de negócios. Uma boa iniciativa, que torna mais perene a rubrica iniciada no ano passado pelo jornal.
A perenidade do Poder, ou falta dela, é a grande mensagem que sai deste almoço. De facto, no estado em que as coisas estão, é muito fácil ser expulso da lista dos 50 mais poderosos, porque muita coisa mudou de um ano para outro, e muita coisa vai mudar para o próximo ano. É, por isso, uma iniciativa que não corre grandes riscos de ser repetitiva.
Os irmãos Franco, Tiago e Zé, juntaram-se para retirar influência ao Restelo. Não, não se trata de nenhuma acção de comunicação vil, ao estilo darkside, muito receada pelo ex-ministro de Sócrates, Campos e Cunha. É que, de uma assentada, foram protagonistas de duas fusões no mundo da comunicação, que culminaram com a saídas da Emirec e da Corpcom da Avenida do Restelo.
Em relação à fusão da Corpcom com a M Public Relations, anunciada ontem a medo na Meios e Publicidade, mas hoje já em pleno no Diário Económico, sabe-se que nascerá uma organização com uma facturação superior a 1 milhão de euros em 2011.
Conhecendo bem os dois protagonistas, diria que se trata de uma das agências com mais ambição positiva do mercado e um concorrente a ter em conta no panorama português de consultoria em comunicação e relações públicas. É, para além do mais, uma concorrência de qualidade… Antecipo que o assalto ao Top 10 está planeado e deverá acontecer nos próximos anos.
Acabo de ler o artigo do Henrique Raposo no Expresso “Dr. Pinto Monteiro, olhe para Berardo & capitalismo chico-esperto” e não posso concordar mais com todo o seu conteúdo. Gostava de saber onde esteve o Henrique estes anos todos, porque esta associação CGD/BCP/Sócrates/Berardo & companhia limitada já dura desde 2007 e tem estado à vista de todos.
A propósito do tema, deixo aqui a frase do dia do meu amigo Pedro Reis, que se ajusta ao tema na perfeição.
“Quando se combina ignorância com dinheiro emprestado, as consequências podem tornar-se interessantes…” (Warren Buffett)
Quando a Lift Consulting nasceu, há cerca de 7 anos, do processo de transformação da antiga Bairro Alto, assumiu a gestão de reputação como actividade central do processo de consultoria em comunicação. Nessa altura, adoptámos um conjunto de metodologias próprias, inspiradas na investigação do Reputation Institute, que viria a ser nosso parceiro.
O processo não foi simples, porque não só muitos dos nossos clientes não compreendiam o nosso posicionamento, como alguma da nossa concorrência nem compreendia o que são processos de gestão de reputação e como é que a consultoria em comunicação se assume como o principal instrumento de criação e gestão de boas reputações.
Ainda hoje, algumas empresas de assessoria de imprensa ditas de referência, não só não compreendem o que é gestão de reputação, como ainda se dão ao luxo de publicamente satirizar o conceito e todas as empresas que o aplicam.
Passo a passo, no entanto, o conceito foi sendo absorvido pelas consultoras de comunicação de referência, que assim conseguem evoluir para um patamar de consultoria e não apenas de assessoria de imprensa.
É por isso com muito agrado que vejo o novo posicionamento da Ipsis Emirec estar associado à reputação. Estão, definitivamente, no bom caminho.
Estive em Luanda no inicio de Julho a convite do Carlos Cardim e do Vasco Pedro, accionistas da agência de publicidade Back, que me desafiaram a abrir a Lift em Angola. Apesar de não estar no plano estratégico desenhado no início de 2011, a oportunidade não podia deixar de ser analisada em detalhe.
A ideia era destacar uma área de assessoria de imprensa desenvolvida pela Back nos últimos anos e passar para uma nova empresa a constituir com a Lift Consulting. Com uma carteira de clientes já consolidada e um conjunto de consultores e assessores com muita experiência no mercado angolano, foi-nos proposto uma associação em que a Lift aportaria todo o seu know how de 17 anos de experiência no mercado português de consultoria em comunicação e relações públicas e a Back aportaria o know how local em termos de assessoria de imprensa, serviços administrativos e logísticos.
Com pernas para andar, o projecto de abertura da Lift em Angola carecia apenas de um plano de negócios e de gestão confortável para ambos os accionistas. Desenhados os acordos entre ambas as partes, que serão accionistas paritários, tomou-se a decisão de fazer nascer a Lift em Angola.
Com uma carteira de seis clientes fixos e outros tantos pontuais, a Lift nasce com quatro consultores de comunicação, sendo que de Lisboa já viajou o Miguel, connosco há mais de 4 anos, e da Back transitam a Paula, a Clara e o Jorge.
Apesar de ser um mercado pequeno para a consultoria em comunicação, o facto é que nos últimos dois anos foram muitos os pedidos de clientes para comunicar em Angola. Sem uma oferta consistente neste segmento de mercado, a Lift nasce com naturais ambições de liderança do mercado Angolano.
Ajudar outros clientes da Back nas áreas da comunicação e assessoria de imprensa, proporcionar aos clientes da Lift em Portugal uma alternativa credível de comunicação para a Angola, bem como a alguns dos nossos parceiros internacionais, é o caminho imediato para o crescimento desta nova aposta.
Soube-se a meio da semana, pelo Diário Económico, que estaria eminente uma fusão entre a Ipsis e a Emirec. Primeiro, a notícia foi desmentida. No final da semana confirmou-se, mas só será explicada na próxima segunda-feira.
A consolidação de consultoras em comunicação é um movimento que começou há alguns anos, mas que se tem vindo a acentuar, apesar de algumas operações terem falhado, como foi o caso da Lift e da Imago. Desde aí, a Lift comprou e fundiu-se com a Frontpage, a Fonte juntou-se ao universo LPM e a Imago juntou-se à Llorente & Cuenca. São movimentos saudáveis e desejáveis para o mercado, na medida em que obrigam a uma maior profissionalização de gestão.
Este movimento específico entre a Emirec e a Ipsis foi bem guardado, sendo apenas conhecido por um muito limitado número de pessoas.
Nascerá a Ipsis Emirec, uma empresa com uma facturação ligeiramente abaixo dos 2 milhões de euros, tendo em conta os dados publicados em 2009, valor que a coloca próximo da 10ª posição num ranking publicado recentemente pelo diário económico.
Soube hoje, pelo Briefing, os valores da nossa concorrência para uma determinada proposta para prestação de serviços de consultoria em comunicação a uma empresa do PSI20. Pelas minhas contas a proposta da LIFT, apesar de escanzelada, era a mais cara das 4 agências a concurso. Bem nos disseram que a nossa proposta não era competitiva… Safa!!! É por estas e por outras que, sem saber da missa a metade, escrevi o post anterior.